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Exercícios sobre Forma Nominal COM GABARITO

Exercícios sobre Forma Nominal

Formas nominais são estruturas verbais que podem assumir valor de substantivo, adjetivo ou advérbio. Elas são essencialmente três: Infinitivo, Gerúndio e Particípio. Leia o artigo e faça os exercícios sobre forma nominal e o Simulado Beduka.

O que é Forma Nominal?

É preciso saber o que é uma forma nominal para fazer exercícios sobre forma nominal, concorda? Então vamos entender isso antes de qualquer coisa.

Forma nominal é a forma do verbo em que ele não apresenta flexão de tempo ou modo. Ela permite que um verbo assuma uma função de nome (substantivo, adjetivo ou advérbio). Elas pertencem a três classes, veremos todas as três ao longo do texto.

Forma Nominal: Infinitivo

Forma Nominal: Infinitivo

A primeira forma verbal é o infinitivo, leia sobre ele para fazer os exercícios sobre forma nominal.

O infinitivo é o “nome” do verbo. Ou seja, é a ação verbal em sua forma mais pura. Ele segue três conjugações diferentes dependendo de como termina:

  • Infinitivo terminado em “AR”

Exemplos: Amar, falar, gritar, berrar, lavar, etc…

  • Infinitivo terminado em “ER”

Exemplos: Comer, fazer, dizer, querer, agradecer, etc…

  • Infinitivo terminado em “IR”

Exemplos: Pedir, rir, sorrir, partir, cumprir, etc…

Além disso, ainda têm dois tipos de infinitivos diferentes.

Infinitivo Pessoal

Forma Nominal: Gerúndio

Ele se chama assim  porque ele se refere a alguma pessoa do discurso (1ª, 2ª ou 3ª do plural ou singular). Ou seja, ele sofre flexão. Veja.

Se gritarem, ninguém ouvirá.

Viu como o verbo concorda com a pessoa (3ª) e o número (plural), nesse exemplo?

Infinitivo Impessoal

Forma Nominal: Particípio

Esse modo de infinitivo valoriza a ação, não a pessoa.

Exemplos:

  • Marcus tem um cantar fenomenal.

Perceba que “cantar” nessa frase tem sentido de substantivo. Tanto que você pode substituí-lo por um substantivo legítimo que o significado é o mesmo. Olha só.

Marcus tem um apartamento maravilhoso.

Entendeu? Vamos ver mais um exemplo.

  • Trouxe pizza para comer.

Nesse exemplo o “comer” tem sentido de verbo mesmo. Mas perceba que em ambos os exemplos ele não se flexiona como é com o pessoal, porque o impessoal valoriza o próprio verbo, não a pessoa que está realizando ele.

Forma Nominal: Gerúndio

A segunda forma nominal é o gerúndio. Você precisará entendê-lo para fazer os exercícios sobre forma nominal.

O gerúndio é a forma que indica uma ação em progresso. Ou seja, ela não foi acabada e ainda está acontecendo. Ele pode vir com um verbo auxiliar, mas não é necessário. A marca registrada do gerúndio é o final “ndo” podendo agir como advérbio ou adjetivo.

Exemplo:

  • Chegando, vou te encontrar.

Nesse exemplo podemos substituir o verbo “chegando” pelo advérbio “à noite”, por exemplo. O significado permanece o mesmo.

  • Estamos vendo ao longe.

Note a presença do verbo auxiliar “estamos”.

  • Bailarinas dançando é sempre um espetáculo.

Agora substitua “dançando” por “bonitas” e perceba que o verbo no gerúndio tem função de adjetivo.

Forma Nominal: Particípio

O particípio é a última forma, é muito importante para você que vai fazer os exercícios sobre forma nominal. Leia com atenção.

Essa forma expressa o oposto do gerúndio, ou seja, uma ação terminada. Ele pode exercer função de adjetivo. Existem dois tipos de particípio com veremos a seguir.

Particípio Regular

Ele recebe esse nome por causa de sua marca registrada: a terminação em “ado” ou “ido”.

Exemplos:

  • Eu sou muito educado.

Agora substitua “educado” por “irritante” e verá que o verbo tem a mesma função do adjetivo.

  • Fui trazido contra a minha vontade.

Nesse caso, o verbo destacado é apenas um verbo mesmo, mas perceba a forma como ele diz que a ação já foi terminada. Esse é o particípio.

Particípio Irregular

Ele se chama irregular porque a marca registrada dele é não ter marca nenhuma. Os verbos nessa forma podem terminar de qualquer jeito, por isso precisa-se prestar atenção.

Exemplo:

  • Esse homem está preso

Agora substitua o verbo “prender” pelo adjetivo “magro” e veja que mais uma vez temos um verbo fazendo o trabalho de um adjetivo.

  • Como esse candidato conseguiu ser eleito?

Dessa vez o verbo está fazendo apenas a função natural dele. Perceba que o radical do verbo é totalmente diferente do outro exemplo. Isso porque são verbos irregulares, eles não respeitam as regras naturais da conjugação.

Exercícios sobre Forma Nominal

Pois bem, está na hora de fazer os exercícios sobre forma nominal. Preparado? Certeza que sim. Faça também o Simulado Beduka e baixe nosso Plano de Estudos.

1-(Avança SP) O nascer do século 20 foi como uma aurora resplandecente. O nível de expectativa era inédito. Tanto havia sido conquistado no século anterior que parecia sensato acreditar que dali em diante os êxitos do mundo em muito superariam os desastres. O século que nascia representava uma promessa especial para os povos europeus, quer habitassem o Velho Mundo ou as longínquas terras colonizadas. Seus filhos poderiam esperar uma educação melhor do que nunca, e o trabalho de crianças de 10 anos em tempo integral em fazendas e oficinas, já não parecia normal. A vida melhorava, a fome diminuía, as pessoas viviam mais. Os conflitos entre as principais nações da Europa pareciam se extinguir, embora tropas numerosas ainda desfilassem em feriados nacionais. Democracia e liberdade se espalhavam. No entanto, a maior parte de tais benefícios atingia apenas um quarto da população mundial e não parecia provável que chegasse à África, à Ásia ou às remotas ilhas do Pacífico. O século se iniciava de modo promissor e, ao mesmo tempo, perigoso. A aurora de 1901 se anunciava esplendorosa, mas nuvens negras, em lenta caminhada, pairavam acima da luz.

(BLAINEY, Geoffrey. Uma breve história do século XX. São Paulo: Fundamento, p. 10).

A conjugação “conquistado”, utilizada pelo autor, classifica-se como:

a) gerúndio.

b) particípio presente.

c) infinitivo.

d) particípio passado.

e) imperativo.

2-(INAZ)

E se… Vendêssemos a Amazônia?

“Dar lugar pros gringo entrar”, como tocava o Raul, é uma das maiores lendas urbanas sobre a Amazônia. A idéia de que vão vender a floresta existe há décadas. E ganhou força de 2000 para cá. Coincidência ou não, foi depois que ongs ambientalistas dos EUA e da Europa começaram a comprar terrenos de floresta pelo mundo para impedir o desmatamento. Eles fizeram isso em lugares como Peru, Guiana, Serra Leoa e Ilhas Fiji – levantando suspeitas conspiratórias de que isso seria fachada para governos ricos se apoderarem das riquezas dos pobres. Esse tipo de coisa rola aqui também. Por exemplo: o magnata sueco Johan Eliasch, dono de ong, comprou uma área na Amazônia do tamanho da cidade de São Paulo – e revende partes de “sua” selva a ambientalistas (ou a cientistas do mal, como pensam os de imaginação fértil). Só que a lei brasileira não permite que um monte de Johans faça a mesma coisa: dois terços da Amazônia não podem sair das mãos do governo. Os 25% que sobram podem ser vendidos.

Mas no mundo das teorias mirabolantes o que está em questão nem é esse tipo de comércio. Mas a venda da soberania mesmo – geralmente com o Estado entregando a floresta a um “consórcio de empresas” ou coisa que o valha a troco de dinheiro. Nesse cenário doido, em que o mapa do Brasil perderia sua Região Norte, o mais difícil seria encontrar um comprador disposto a pagar o justo. As estimativas do governo, afinal, é de que existam pelo menos US$ 15 trilhões em reservas minerais e US$ 5 trilhões em madeira sustentável, ou seja, que pode ser cortada, vendida e replantada. Ainda não entrou no cálculo a maior riqueza da região: metade das espécies vegetais e animais do planeta. Curas de doenças como a aids e o câncer podem estar escondidas em uma planta desconhecida, por exemplo – e, como a densidade de espécies de plantas lá é a maior do Universo conhecido, trata-se de um belo campo de pesquisas. Quanto isso vale? Bom, só a cura do câncer renderia US$ 50 trilhões a quem a descobrisse, segundo um estudo da Universidade de Chicago. Para comparar: a receita anual da maior farmacêutica do planeta, a Pfizer, é de US$ 12 bilhões. Por outro lado, uma “Amazônia internacional” até que ficaria bonitinha depois de receber uma enxurrada de investimentos. Já o Brasil, coitado, poderia acabar realmente mal. Olha lá.

Por Daniel Schneider Disponível em: https://super.abril.com.br/ideias/e-se-vendessemos-a-amazonia/. Acesso em: 10/01/2019

O verbo utilizado no título do texto está no modo:

a) Gerúndio.

b) Particípio.

c) Indicativo.

d) Subjuntivo.

e) Imperativo.

3-(AOCP) Considerando a análise das formas verbais utilizadas no seguinte período, assinale a alternativa INCORRETA: “Um banco de dados que teria informações de mais de 92 milhões de brasileiros está sendo leiloado na internet.”.

a) O verbo “teria” está conjugado no pretérito do modo subjuntivo para indicar incerteza diante da existência do banco de dados.

b) O verbo na forma nominal “sendo”, utilizado em “está sendo leiloado”, está no gerúndio para indicar um processo.

c) O verbo na forma nominal “leiloado” está no particípio passado, indicando uma característica do banco de dados; funciona,portanto, como um adjetivo.

d) O verbo “está” encontra-se conjugado no presente do indicativo, tempo e modo verbal utilizados para indicar certeza de que o evento ainda está ocorrendo no momento da divulgação da notícia.

e) A utilização da voz passiva em “está sendo leiloado” permite que não seja explicitado o agente da ação, visto que não se pode afirmar com certeza quem está realizando o leilão.

4-(FGV) A frase em que a substituição do segmento sublinhado por um particípio de valor equivalente foi feita de forma adequada é:

a) O terreno que está sob as águas do rio / submetido às;

b) Um edifício que está sobre duas rochas / construído;

c) Os restos que estão na lata do lixo / acolhidos;

d) O estado que está entre Amazonas e Maranhão / posto;

e) Um carro que está na garagem / paralisado.

5-(FUNDEP)

Tenho quebrado copos

Tenho quebrado copos

é o que tenho feito

raramente me machuco embora uma vez sim

uma vez quebrei um copo com as mãos

era frágil demais foi o que pensei

era feito para quebrar-se foi o que pensei

e não: eu fui feita para quebrar

em geral eles apenas se espatifam

na pia entre a louça branca e os talheres

(esses não quebram nunca) ou no chão

espalhando-se então com um baque luminoso

tenho recolhido cacos

tenho observado brevemente seu formato

pensando que acontecer é irreversível

[…]

(Ana Martins Marques)

Disponível em: <https://tinyurl.com/yc736k29>. Acesso em: 05 dez. 2018.

A forma nominal do verbo presente nas locuções verbais sublinhadas no poema é o:

a) particípio.

b) gerúndio.

c) infinitivo.

d) subjuntivo.

Respostas dos Exercícios sobre Forma Nominal

Exercício resolvido da questão 1 –

d) particípio passado.

Exercício resolvido da questão 2 –

d) Subjuntivo.

Exercício resolvido da questão 3 –

a) O verbo “teria” está conjugado no pretérito do modo subjuntivo para indicar incerteza diante da existência do banco de dados.

Exercício resolvido da questão 4 –

b) Um edifício que está sobre duas rochas / construído;

Exercício resolvido da questão 5 –

a) particípio.

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Redação Beduka: