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Resumo de Filosofia Escolástica: Características, Pensadores e suas fases

Resumo de Filosofia Escolástica

A filosofia cristã é dividida em dois blocos: a Patrística e a Escolástica. A Filosofia Escolástica se desenvolveu ao longo da Idade Média e foi muito rica na variedade de temas de que tratou, no volume e na qualidade dos trabalhos dos seus principais nomes. Acompanhe este resumo que fizemos sobre a Filosofia Escolástica e se prepare para os vestibulares e para o Enem.

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Qual foi o contexto histórico da Filosofia Escolástica?

A Filosofia escolástica surgiu num momento de transição. O mundo antigo termina no século V, com a queda do Império Romano e formação de novas comunidades políticas como o reino dos visigodos e dos francos, dando início à Idade Média.

O fim da Idade Média é tradicionalmente identificado com a queda do império Binzantino, em 1453. Deste modo, seria um período de dez séculos, em que muita coisa aconteceu.

No sentido da produção filosófica, houve uma diminuição severa dos trabalhos nos primeiros quatro séculos decorrente da queda de Roma. Isso fez com que os elementos da cultura antiga ficassem praticamente perdidos, dispersos.

Assim, o trabalho intelectual neste momento se refere mais ao esforço para manutenção dos saberes antigos do que à criação de novos conhecimentos.

Isso mudou quando as comunidades políticas se organizaram sob o império carolíngio, no século IX. Neste momento, surgem as escolas e o saber cultivado nelas será a Filosofia Escolástica.

O que foi a Filosofia Escolástica?

A Filosofia Escolástica ou escolasticismo foi um método de investigação e de aprendizagem, que tinha interesse em estabelecer a harmonia entre a fé cristã e a razão. Para isso, buscava-se conciliar a Revelação e a Filosofia Grega Clássica.

De modo diferente das sete artes liberais, o saber escolástico era principalmente teológico e filosófico. Contudo, era imprescindível que os alunos aprendessem as disciplinas que compunham as artes, que eram divididas em dois grupos: Trivium e Quadrivium.

  • Trivium: Gramática, retórica e dialética (ou lógica)
  • Quadrivium: aritmética, geometria, astronomia e música

Assim como a construção das catedrais medievais, o saber escolástico é um trabalho realizado em conjunto. Por isso, não há um destaque tão grande de um autor sobre os demais. Nem mesmo há uma ideia de originalidade como entendemos atualmente.

Porém, isso não significa que os textos são anônimos, nem que tudo seja homogêneo. Pelo contrário, a Filosofia Escolástica teve muitas mentes perspicazes, riquezas e variedades surpreendentes.

Isto se verifica pelo volume e pela qualidade de suas obras, que são discutidas até os dias de hoje. A maior inovação desse momento é a revalorização das teses aristotélicas, que foram aprofundadas a partir dos dogmas católicos.

Quais são as características da Filosofia Escolástica?

A Filosofia Escolástica tem como principal característica a ligação com a fé cristã. A filosofia era encarada como uma ciência auxiliar da teologia, sendo uma busca racional para solução de problemas religiosos.

Os filósofos estavam preocupados em formular, interpretar, explicar ou demonstrar os dogmas católicos. Para isso, recorriam principalmente aos conhecimentos metafísicos da filosofia clássica e da patrística.

A forma de trabalhar poderia ser através de comentários às obras de filósofos como Aristóteles. Isso era incentivado nas universidades medievais. Os alunos só passavam da Filosofia para a Teologia após comentar o Livro das Sentenças, de Pedro Lombardo.

Contudo, esta não era a única forma de produzir. Como o trabalho era inspirado na estrutura das escolas, onde havia disputas entre os alunos sobre questões variadas, surgem delas os textos de Questões Disputadas. Neles, os filósofos apresentam problemas que são discutidos com autoridades, argumentos e soluções.

Dois dos principais problemas da Filosofia Escolástica são: a questão da criação, e a questão dos universais.

Criação

Os cristãos acreditam que o mundo foi criado por Deus a partir do nada. Isso os afasta dos gregos, que acreditavam que o mundo sempre existiu (Aristóteles), ou foi criado partir de uma matéria anterior (Platão).

Algumas questões são levantadas sobre este tema. Por exemplo: se nada surge do nada, como o mundo foi criado desta forma? Ou se a criação se deu dentro ou fora do tempo.

Estas questões geraram muitas disputas entre os intelectuais.

Universais

A questão dos universais atravessou toda a Idade Média. Os universais são o gênero e a espécie das coisas. Os objetos que vemos são indivíduos, mas nós pensamos sempre em categorias de gênero.

Um exemplo: você está caminhando na rua e vê um ipê-amarelo. No entanto, o seu pensamento é de que o ipê é uma árvore (gênero) de uma espécie entre tantas.

A confusão entre as categorias universais que poderiam ser geradas levaram a disputas entre os intelectuais medievais. Algumas questões giravam em torno até mesmo da existência deles.

Havia duas posições principais: a dos realistas e a dos nominalistas.

  • Realistas: defendiam a existência dos universais enquanto entidades metafísicas, que abrigavam as características gerais dos seres.
  • Nominalistas: defendiam que os universais eram palavras estabelecidas por convenção para denominar ideias.

Santo Tomás de Aquino, o maior nome da Filosofia Escolástica, apresenta como solução que os universais são criações da inteligência, mas com base na realidade. A partir da observação dos indivíduos se chega a classificações gerais.

Assim, os universais não são coisas, mas estão nas coisas. Por isso, não são apenas palavras, como queriam os nominalistas.

Quem são as fases da Filosofia Escolástica?

A Filosofia Escolástica pode ser dividida em três fases. No entanto, elas se referem mais ao modo de fazer algo do que ao aspecto temporal.

  • Primeira fase: caracteriza-se pela plena convicção de que a fé e a razão podem ser harmonizadas. Os filósofos dessa fase são herdeiros dos filósofos patrísticos e o maior nome entre eles é o de Santo Anselmo da Cantuária.
  • Segunda fase: caracteriza-se pelas grandes sistematizações que são feitas com base na Filosofia Clássica, na Lógica, na Retórica e na Teologia Cristã. O maior nome é o de Santo Tomás de Aquino e é o momento de esplendor da Escolástica.
  • Terceira Fase: é a fase de decadência da escolástica, quando o Renascimento começou a dar sinais de ascensão. O principal nome é o do fundador do nominalismo, Guilherme de Occam.

Quais são os principais filósofos escolásticos?

O principal nome da Filosofia Escolástica foi Santo Tomás de Aquino. Ele foi autor de diversos trabalhos, entre os quais se destaca a Suma Teológica. Esta é um conjunto de livros de consulta sobre dogmas e conteúdos da fé católica.

Até os dias atuais a obra de Santo Tomás é valorizada na Igreja Católica. Contudo, não só nela, sendo objeto de pesquisa nas universidades do mundo inteiro.

Santo Tomás foi aluno de Alberto Magno, que é também um dos grandes nomes da Escolástica.

Outros filósofos muito importantes desta época são:

  • Anselmo de Cantuária,
  • Alberto Magno, Robert Grosseteste,
  • Roger Bacon,
  • Boaventura de Bagnoreggio,
  • Pedro Abelardo,
  • Bernardo de Claraval,
  • João Escoto Erígena,
  • João Duns Escoto,
  • Jean Buridan,
  • Nicole Oresme

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Categorias: Filosofia
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