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Exercícios sobre a Guerra dos Mascates com GABARITO

Exercícios_sobre_a_Guerra_dos_MascatesExercícios sobre a Guerra dos Mascates

Em 1710 começava a Guerra dos Mascates. Um conflito na capitania de Pernambuco, que colocou senhores de engenho contra comerciantes portugueses apelidados de “mascates” por razões econômicas. Vamos explorar essa disputa nesse texto e quando terminar teremos exercícios sobre a Guerra dos Mascates para você.  

Ainda teremos o nosso Simulado Enem te esperanto. Vá fazê-lo para testar seu conhecimento e ver no que precisa melhorar. 

O que foi a Guerra dos Mascates?

A Guerra dos Mascates foi um conflito entre os comerciantes portugueses que se concentravam em Recife e eram comumente chamados de “mascates”, e os senhores de engenho de Olinda. Há controvérsias sobre chamar esse movimento de nativista, porque ele não teve fins separatistas.     

Apesar disso, os senhores nutriam um sentimento autonomista e antilusitano (ódio contra portugueses). O pernambucanos de Olinda já haviam chegado a sugerir uma tentativa de tornar Pernambuco independente. Contudo, não foram essas motivações que levaram à guerra. 

Vamos entender o contexto histórico para ficar mais fácil acertar os exercícios sobre a Guerra dos Mascates.

Contexto da Guerra dos Mascates

Brasil-Holandês antes da Guerra dos Mascates
Brasil-Holandês antes da Guerra dos Mascates

Para explicar a Guerra dos Mascates primeiro temos que voltar ainda mais no tempo para explicar outro conflito diretamente relacionado. Portugueses contra holandeses pelo domínio do nordeste brasileiro. 

Em 1624 os holandeses invadiram o nordeste para estabelecer lá o seu mercado açucareiro. Eles precisaram de duas tentativas: a primeira em Salvador, que fracassou rapidamente e a segunda em 1630, quando conseguiram transformar toda a região de Sergipe ao Maranhão no “Brasil-holandês”.

Dez anos depois (1640) Portugal conseguiu se libertar do domínio espanhol e o Rei D. João IV resolveu recuperar o nordeste. Ele só conseguiu em 1654 com a Insurreição Pernambucana. 

Acontece que como os holandese patrocinavam a produção de açúcar, ao expulsá-los, os senhores de engenho ficaram sem capital para investir. Além disso, os próprios holandeses se fixaram na região das Antilhas e começaram a produzir por lá. O açúcar deles rivalizava com o açúcar brasileiro e isso fez o preço cair no mercado internacional.

Assim, enquanto os senhores de Olinda sofriam as consequências da expulsão os holandeses, Recife se tornava um dos maiores centros comerciais da colônia em função de seu porto.  

Tudo isso é fundamental para o entendimento do contexto histórico. Só compreendendo a matéria completa é possível se sair bem nos exercícios sobre a Guerra dos Mascates. 

Causas da Guerra

A causa principal da Guerra dos Mascates foi uma disputa por quem dominaria Pernambuco. E nessa disputa estavam Olinda, vila detentora do poder político da região contra Recife, vila detentora do poder econômico

É importante lembrar que com a expulsão dos holandeses, os latifundiários olindenses estavam cada vez mais pobres, pois tinham que constantemente pedir empréstimos a juros altíssimos para manter suas propriedades. Além disso, com a alta competição dos próprios holandeses, o valor do açúcar não era alto o bastante para sanar as dívidas. 

Portanto, outra causa dos conflitos era o fato dos empréstimos a juros exorbitantes serem feitos por comerciantes de Recife. Além do fato de que a Coroa vendia os direitos de cobrança a esses “mascates” que lucravam com os juros

Para completar, em 1703 representantes de Recife conseguiram representação na Câmara de Olinda. E seis anos depois (1709), através da Carta Régia, Recife passou a ser independente. Ou seja, tinha autonomia política em relação à Olinda. Os recifenses alicerçaram sua autonomia assumindo a Câmara Municipal e o Pelourinho.   

Se você chegou até aqui já conseguiu deduzir o que acontece quando uma vila cheia de nativos pobres estão sendo pressionados por outra vila cheia de portugueses ricos, certo? Continue acompanhando para fazer os exercícios sobre a Guerra dos Mascates.  

Desenrolar da Guerra

Em 1710, Bernardo Vieira de Melo e Pedro Ribeiro da Silva (líderes dos senhores de engenhos) declararam a Guerra dos Mascates ao invadir o Pelourinho e libertar todos os presos. No ano seguinte (1711) os mascates atacaram Olinda, obrigando o recuo dos latifundiários. 

A Coroa ainda nomeou Félix José Machado como governador da capitania e lhe deu tropas para conter os revoltosos. Dentro de um ano Recife se tornara sede administrativa do município. 

Apesar de tudo, as propriedades dos olindenses foram mantidas, as dívidas anistiadas e os revoltosos anistiados, visto que a Coroa reconheceu o seu favorecimento aos portugueses presentes na colônia. Também foi determinado que o Capitão-mor Pedro Ribeiro devia ficar seis meses em cada vila.   

Exercícios sobre a Guerra dos Mascates

Pois bem, já pode fazer os exercícios sobre a Guerra dos Mascates. Lembre-se de baixar o nosso Plano de Estudos. Ele vai te ajudar nas provas. Obrigado!

1-(FUVEST) A chamada Guerra dos Mascates, ocorrida em Pernambuco, em 1710, deveu-se:

a) ao surgimento de um sentimento nativista brasileiro, em oposição aos colonizadores portugueses.

b) ao orgulho ferido dos habitantes da vila de Olinda, menosprezados pelos portugueses.

c) ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e à aristocracia rural de Olinda pelo controle da mão de obra escrava.

d) ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda, cujas relações comerciais eram, respectivamente, de credores e devedores.

e) a uma disputa interna entre grupos de comerciantes, que eram chamados depreciativamente de mascates.

2. Unama-PA

A Guerra dos Mascates (Pernambuco, 1710-12) exprime:

a) um movimento coordenado em busca da indepen­dência.

b) um sentimento de animosidade contra os holan­deses invasores.

c) a insatisfação com a política do marquês de Pombal

d) o interesse da burguesia agrária em alcançar os cargos dos Conselhos Municipais.

e) o declínio das lavouras canavieiras.

3. UFRN. 

A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a Revolta de Vila Rica, verificadas nas primeiras décadas do século XVIII, podem ser caracterizadas como:

a) movimentos isolados em defesa de idéias liberais,

nas diversas capitanias, com a intenção de se

criarem governos republicanos.

b) movimentos de defesa das terras brasileiras, que resultaram num sentimento nacionalista, visando à independência política.

c) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam aspectos da política econômica de dominação do governo português.

d) manifestações de rebeldia das camadas populares das regiões envolvidas, contra as elites locais, negando a autoridade do governo.

4. Fuvest-SP.

A chamada Guerra dos Mascates, ocorrida em Per­nambuco em 1710, deveu-se:

a) ao surgimento de um sentimento nativista brasi­leiro, em oposição aos colonizadores portugue­ses.

b) ao orgulho ferido dos habitantes da vila de Olinda, menosprezados pelos portugueses.

c) ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda pelo controle da mão-de-obra escrava.

d) ao choque entre comerciantes portugueses do Re­cife e a aristocracia rural de Olinda, cujas relações comerciais eram, respectivamente, de credores e devedores.

e) a uma disputa interna entre grupos de comercian­tes, que eram chamados depreciativamente de mascates.

5. Vunesp. 

A Guerra dos Mascates, no princípio do século XVIII, analisada segundo uma perspectiva econômica, pode ser interpretada como um:

a) episódio na luta para a consolidação dos holande­ses no domínio da exploração dos engenhos.

b) conflito entre colonos produtores de açúcar e comerciantes reinóis favorecidos pelo monopólio comercial.

c) esforço realizado pelos brasileiros com vistas à penetração das terras situadas no Norte.

d) momento de disputa entre portugueses e brasileiros para o domínio do comércio das drogas do sertão.

e) choque ocorrido entre duas frentes expansionistas em conflito no interior do Nordeste: a dos bandei­rantes e a dos baianos.

Respostas dos Exercícios sobre a Guerra dos Mascates

Exercício resolvido da questão 1 –

d) ao choque entre comerciantes portugueses do Recife e a aristocracia rural de Olinda, cujas relações comerciais eram, respectivamente, de credores e devedores.

Exercício resolvido da questão 2 –

e) o declínio das lavouras canavieiras.

Exercício resolvido da questão 3 –

c) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam aspectos da política econômica de dominação do governo português.

Exercício resolvido da questão 4 –

d) ao choque entre comerciantes portugueses do Re­cife e a aristocracia rural de Olinda, cujas relações comerciais eram, respectivamente, de credores e devedores.

Exercício resolvido da questão 5 –

b) conflito entre colonos produtores de açúcar e comerciantes reinóis favorecidos pelo monopólio comercial.

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