Biologia

O que é Gonorreia: IST ou DST? Diferenças entre a masculina e a feminina, sintomas, contágio, prevenção e tudo o que é importante saber!

Tudo o que você precisa saber sobre o que é Gonorreia!Tudo o que você precisa saber sobre o que é Gonorreia!

A Gonorreia (Blenorragia) é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Ela tem cura mas pode ser assintomática nas mulheres, o que as torna mais propensas a ter complicações. Para saber as informaçõe importantes do que é Gonorreia, ainda é necessário conhecer seus sintomas e prevenção!

Neste artigo sobre o que é Gonorreia, você ainda encontrará:

  1. O que é Gonorreia, causas e transmissão
  2. Curiosidades e relação com HIV/AIDS, Sífilis e Clamídia
  3. Tipos, sintomas e complicações
  4. Prevenção, diagnóstico e tratamento     

O que é Gonorreia? Causas e transmissão

A Gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Pode ser que você ainda veja o termo doença sexualmente transmissível (DST), porque essa alteração foi feita recentemente.

Essa enfermidade também pode ser conhecida por vários outros nomes: blenorragia, uretrite gonocócica, blenorreia, esquentamento, pingadeira, purgação, fogagem ou gono.

Nos últimos anos tem-se falado mais sobre essa doença por causa do aparecimento de novas cepas resistentes aos antibióticos: as chamadas superbactérias. Por isso, apesar da doença ter baixos índices de incidência, ela tem crescido perigosamente, principalmente entre jovens até os 25 anos.

Transmissão

Além das novas cepas, os jovens têm apresentado, cada vez mais, hábitos sexuais que favorecem a contração de ISTs, como ter vários parceiros sexuais e não recorrer às práticas de proteção e prevenção.

Como a própria classificação da doença indica, ela é contraída por meio de qualquer relação sexual (vaginal, oral, anal) feita sem proteção e com algum parceiro contaminado.

Ela também pode ser do tipo congênita, ou seja, pode ser passada da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou parto. Contudo, Se as mães infectadas seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto, os seus filhos podem nascer saudáveis.

Uma outra forma de contrair a doença é pelo uso de objetos contaminados com o sangue de pessoas infectadas, como seringas e agulhas.

Curiosidade

Na língua inglesa, a gonorreia é também conhecida como “clap”, uma possível alusão à forma como eram chamados os frequentadores dos bordéis franceses: “les clapiers”. 

Por causa disso, como a maioria das ISTs, a doença ainda carrega a imagem de ser consequência de uma vida devassa. De fato esse estilo de vida torna mais propenso  contrair a doença, mas é igualmente verdade que a enfermidade pode atingir qualquer pessoa. 

Relação com AIDS, Sífilis e Clamídia

A principal relação da Gonorreia com a AIDS, a Clamídia e a Sífilis é que todas elas são ISTs, ou seja, são contraídas da mesma forma. Além disso, diminuem a imunidade do paciente; não tanto quanto a AIDS, mas diminuem.

Por este mesmo motivo, todas elas podem ser prevenidas da mesma forma. Portanto, é comum que pessoas com o mesmo estilo de vida contraiam uma delas e as outras em sequência, se se mantiverem sem prevenção. 

As diferenças são quanto ao agente causador e os estágios de evolução das enfermidades. Por isso, leia os nossos outros artigos para ficar por dentro do universo das ISTs!

Sintomas e complicações da Gonorreia

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Quando a bactéria penetra no organismo, busca infectar especialmente a uretra, o canal que liga a bexiga ao meio externo. Entretanto, ela também pode infectar colo do útero, e a prática de sexo anal e oral pode levá-la para a região do reto e da garganta

Os sintomas são muito variados, e diferem-se quanto ao sexo que foi atingido, a idade e outros fatores veja:

Sintomas gerais (podem ocorrer em homens e mulheres)

  • Pode haver coceira, secreção de pus e sangramentos na região anal
  • Dificuldade em engolir e presença de placas amareladas na garganta
  • As articulações podem ficar quentes, vermelhas, inchadas e muito doloridas
  • Nos olhos, sensação de dor, sensibilidade à luz e secreção de pus 

Sintomas da Gonorreia feminina (em mulheres)

Na maior parte das mulheres, a Gonorreia é assintomática, ou seja, não há manifestação de sintomas, cerca de 60-70% dos casos. Isso é muito perigoso porque muitas vezes, a pessoa só toma conhecimento da doença quando o parceiro é diagnosticado ou a doença já atingiu níveis de complicações.

Mesmo sendo sintomas raros nas mulheres, podem ser observados os seguintes sinais: 

  • Necessidade urgente de urinar 
  • Dor ao urinar 
  • Secreção vaginal 
  • Dor durante a relação sexual 
  • Febre 

Sintomas da Gonorreia masculina (em homens)

Já nos homens, os sinais costumam aparecer entre dois a sete dias após o contato com a bactéria e os sintomas mais comuns são:

  • Dor e ardor ao urinar
  • Febre
  • Inflamação da uretra
  • Secreção branca-amarelada, semelhante à pus, que sai pela uretra
  • Vontade frequente para urinar

Gonorreia congênita

Quando uma gestante é portadora de Gonorreia e não segue as recomendações médicas de prevenção, pode acontecer:

  • Aborto espontâneo
  • Parto prematuro 
  • Conjuntivite gonocócica no parto (inflamação nas pálpebras com secreção de pus nos olhos do bebê) 
  • Infecção generalizada na criança

Complicações da Gonorreia

  • Eventualmente, o micro-organismo se dissemina pela corrente sanguínea, chamada de infecção gonocócica disseminada. Quando ocorrem, a bactéria causa pequenas manchas vermelhas doloridas na pele.
  •  Pode chegar a causar até artrite séptica gonocócica, caracterizada por causar dor nas articulações e dificuldade de mobilidade.
  • Também pode causar inflamação pélvica e dificuldade de locomoção em ambos os sexos
  • Nas mulheres ainda pode causar infertilidade

Diagnóstico da Gonorreia

Quando algúem suspeita de sintomas, deve procurar logo um clínico geral, um urologista, um ginecologista ou um infectologista.

É importante saber que a gonorreia não aparece nos exames de rotina, por isso, qualquer pessoa que se colocou em situações de risco e desconfie de sintomas deve conversar com o médico sobre a necessidade de fazer testes específicos. Também as grávidas, nas primeira consulta do pré-natal, devem ter essa consciência. 

O médico fará exames laboratoriais, como o teste de PCR que identifica a presença de infecção. Mesmo que esses exames não estejam disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde), pode ser realizado na saúde pública a análise de materiais coletados do colo do útero ou uretra.

Tratamento da Gonorreia

Por se tratar de uma doença bacteriana, o tratamento é feito com antibióticos. Além de trazer a cura, o tratamento pode evitar ainda o avanço da doença no organismo e em outras pessoas. 

É importante lembrar que se a pessoa não for corretamente tratada ou não usar o medicamento na forma e tempo indicados, a doença volta a se manifestar, podendo ser até um quadro mais grave.

Também não existe memória imunológica nesta doença, ou seja, se você foi infectado uma vez ainda pode ser infectado outras.

Por isso, aconselha-se que os diagnosticados façam sempre exames rotineiros de gonorreia, passados dois ou três meses do tratamento, para saber se realmente se livrou da enfermidade. 

Prevenção da Gonorreia

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A melhor técnica de evitar o contágio e transmissão de Gonorreia é a prevenção combinada, ou seja, valer-se de diferentes abordagens de prevenção ao mesmo tempo. Observe abaixo algumas delas:

  • Intervenções comportamentais

Contribuem para o aumento da informação e da percepção do risco de exposição, para sua consequente redução. 

Isso é feito por meio do aconselhamento sobre mudanças de comportamento, como o Incentivo a fazer testes, conscientização sobre a infecção, acompanhamento gestacional e promoção de uma educação que aborde a opção pela castidade ou a adesão às intervenções biomédicas.

  • Intervenções biomédicas

Buscam reduzir a exposição direta de um indivíduo saudável à bactéria, como o emprego de métodos de barreira física (uso de diversos preservativos – camisinha) e esterilização adequada dos instrumentos médicos que entram em contato com o sangue do paciente.

  • Intervenções estruturais

Essas intervenções são voltadas aos fatores e condições socioculturais que influenciam  na vulnerabilidade de grupos sociais específicos. 

No Brasil, a infecção é concentrada em alguns segmentos populacionais: LGBTs, usuários de álcool e outras drogas, pessoas privadas de liberdade e prestadores de serviços sexuais.

Contudo, isso não significa que todos os indivíduos pertencentes a esses grupos estão infectados ou que pessoas fora desses grupos não possam pegar.

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