Biologia

O que é HIV? Fique por dentro de todos os aspectos: causas, contágio, sintomas e prevenção!

O que é HIV e AIDS!O que é HIV e AIDS!

HIV é a sigla inglesa que se utiliza para nomear o vírus causador da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida). Esse vírus possui uma série de características específicas e a AIDS é uma pandemia há muitos anos presente na sociedade, gerando graves consequências. Fique conosco para descobrir todos os detalhes sobre o que é HIV e AIDS!

Neste artigo sobre o que é HIV, você encontrará:

  1. O que é HIV
  2. Como o vírus age
  3. O que é AIDS 
  4. Sintomas, transmissão e prevenção de HIV – AIDS
  5. Diagnóstico e tratamento de HIV

O que é HIV?

HIV é a sigla, em inglês, que representa o nome do vírus causador da AIDS (outra sigla em inglês que, traduzida, significa Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida). Ele é o antígeno dessa síndrome, cujo efeito é manter o sistema imunológico vulnerável. 

Uma pessoa que testar positivo para a presença do vírus, pode ou não desenvolver AIDS. Há muitos soropositivos (portadores de HIV) que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Contudo, ainda nestas condições, podem transmitir o vírus a outras pessoas. 

O que o HIV faz

O HIV é um retrovírus, pertencente à subfamília dos Lentiviridae. Isso significa que seu material genético é feito de RNA e o seu processo de replicação é o mais complexo dentre os dos tipos de vírus. Possui período de incubação longo antes de expressar sintomas, infecta as células do sangue, do sistema nervoso e do sistema imune, sendo extremamente raro de ser totalmente eliminado do corpo.

O sistema imunológico é o responsável pela defesa do corpo humano, é ele quem combate as partículas estranhas e impede ou ameniza que doenças se manifestam em nós. Afinal, a cada segundo somos bombardeados por uma série de seres microscópios que poderiam nos causar mal, mas não causam pela existência desse sistema.

Entre as principais células de defesa do nosso organismo estão os linfócitos TCD4+, que são os alvos preferidos do HIV. Esses glóbulos brancos atingidos são os responsáveis por organizar e comandar a resposta imunológica, pois memorizam, reconhecem e destroem os microrganismos estranhos que entram no corpo humano.

O HIV liga-se a um componente da membrana dessa célula (CD4) penetrando no seu interior e iniciando a multiplicação viral, o que altera o DNA do linfócito. Com isso, o sistema de defesa vai perdendo a capacidade de responder adequadamente, tornando o corpo mais vulnerável a doenças. 

Quando chega nesse ponto, diz-se que a pessoa é portadora da AIDS. Por isso, uma pessoa nunca morre de AIDS propriamente dita, e sim de uma doença que adquiriu e que se tornou mais letal que o normal, pois a AIDS deixou as defesas fracas. 

Transmissão de HIV – AIDS

O HIV é um agente transmissor de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Esse nome passou a ser usado em substituição à expressão “Doenças Sexualmente Transmissíveis” (DST), porque há possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.

Como o próprio nome sugere, as formas de se transmitir/contrair o vírus são:

  • Todos os tipos de sexo sem camisinha
  • Uso de seringa contaminada, por mais de uma pessoa
  • Transfusão de sangue contaminada
  • Durante a gravidez, no parto e na amamentação se a gestante estiver contaminada
  • Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados e contaminados

IMPORTANTE:

As mães soropositivas(portadoras de HIV) têm 99% de chance de terem filhos sem o HIV se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto.

Isso ocorre pois o vírus é capaz de viver em meios às secreções sexuais e na corrente sanguínea da pessoa infectada. Só haverá contágio se a secreção do infectado entrar em contato com a corrente sanguínea de um não-infectado. 

Como as relações sexuais causam microlesões, devido ao fato das mucosas serem finas, quase sempre há transmissão entre uma pessoa infectada e outra não, se não houver uso de preservativo.

É importante esclarecer alguns mitos sobre a transmissão de HIV. Antigamente, acreditava-se que havia outras formas de transmissão além das citadas acima, mas isso não é verdade. 

As formas que NÃO transmitem são:

  • Sexo com preservativo
  • Beijo no rosto ou na boca
  • Suor e lágrima
  • Picada de inseto
  • Aperto de mão ou abraço
  • Sabonete/toalha/lençóis
  • Talheres/copos
  • Assento de ônibus
  • Piscina
  • Banheiro
  • Doação de sangue
  • Pelo ar

Prevenção de AIDS – HIV

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A melhor técnica de evitar a transmissão de HIV e AIDS é a prevenção combinada, valer-se de diferentes abordagens de prevenção ao mesmo tempo. Observe abaixo algumas delas:

Intervenções biomédicas

Voltada à redução do risco de exposição, afetando diretamente a interação entre o HIV e a pessoa passível de infecção. Essas estratégias podem ser clássicas (empregam métodos de barreira física ao vírus , como esterilização de instrumentos e uso de preservativos) ou baseadas no uso de medicamentos antirretrovirais (ARV).

Intervenções comportamentais

Contribuem para o aumento da informação e da percepção do risco de exposição, para sua consequente redução. Isso é feito por meio de incentivos a mudanças de comportamento da pessoa ou do grupo social em que ela está inserida.

São exemplos disso: Incentivo à testagem, uso de estratégias de comunicação e conscientização, educação que aborda a castidade e a adesão às intervenções biomédicas citadas anteriormente.

Intervenções estruturais

Voltadas aos fatores e condições socioculturais que influenciam diretamente a vulnerabilidade de grupos sociais específicos ao HIV. No Brasil, a infecção é concentrada em alguns segmentos populacionais que, muitas vezes, estão inseridos em contextos que aumentam vulnerabilidade: LGBTs, usuários de álcool e outras drogas, pessoas privadas de liberdade e prestadores de serviços sexuais.

IMPORTANTE: 

Como foi dito, estes grupos estão mais vulneráveis, o que não significa que os demais grupos não possam se contaminar.

Sintomas e fases

Por ser bem complexo e possuir fases de infecção longas, o vírus se manifesta de diferentes formas e com variados sintomas em cada período. Agora que você já sabe o que é HIV, acompanhe cada um desses períodos:

Primeira Fase

Também chamada de infecção aguda, ocorre quando há o primeiro contato com o HIV. Ocorre a incubação, período conhecido como Janela Imunológica (tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença, onde já é possível ser transmitido).

Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, costuma passar despercebido.

A primeira fase dura entre 30 e 60 dias e se uma pessoa fizer teste, pode dar negativo mesmo que ela tenha o vírus. Por isso, diante de uma suspeita de contágio, sempre deve ser feito os exames rotineiramente até completar os dias e evitar as situações de contágio.

Segunda Fase

É marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Já houve infecção do vírus no organismo, mas isso não enfraquece o sistema imunológico suficientemente para desenvolver AIDS. Nesta fase, os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.

Terceira Fase

Com o passar dos anos e uma ausência de medidas para combater o vírus, as células de defesa a ser destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. 

A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4+. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.

Neste ponto, a pessoa já é portadora de AIDS, pois seu sistema imunológico já está comprometido. 

A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Quem chega a essa fase, por não saber da sua infecção ou não seguir o tratamento indicado pela equipe de saúde, pode sofrer de:

  • hepatites virais
  • tuberculose
  • pneumonia
  • toxoplasmose 
  • tipos de câncer
  • candidíase
  • qualquer doença que um corpo saudável e imunizado combateria despercebidamente.

Diagnóstico e Tratamento 

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Conhecer o quanto antes a sorologia positiva para o HIV aumenta a expectativa de vida de um soropositivo. Quem se testa com regularidade, busca tratamento no tempo certo e segue as recomendações da equipe de saúde ganha muito em qualidade de vida.

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. No Brasil, temos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. Esses testes são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Os exames podem ser feitos de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento para facilitar a correta interpretação do resultado pelo(a) usuário(a). Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136).

Tratamento

Embora quase não há casos de pessoas que conseguiram extirpar 100% o vírus do corpo, quase todos os casos de portadores que fizeram o teste o quanto antes e seguiram as recomendações, possuem ótima qualidade de vida e conseguiram voltar muito próximo à normalidade do seu cotidiano antes da infecção.

Os medicamentos utilizados para isso são os antirretrovirais (ARV), que surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. 

Por isso, o uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas. Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente os ARV a todas as pessoas vivendo com HIV que necessitam de tratamento.

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