Biologia

O que é Pandemia? Entenda sua definição, veja exemplos e compare com outros conceitos!

O que é PandemiaO que é Pandemia?

Pandemia é o termo que se usa para designar qualquer doença que tenha alcançado escala global, ou seja, espalhou-se rapidamente por todos os continentes. Ela é o maior estágio de proliferação que uma doença pode alcançar, sendo os estágio anteriores: surtos, endemias e epidemias. Fique conosco para descobrir todos os detalhes sobre o que é Pandemia!

Neste artigo sobre o que é Epidemia, você encontrará:

  1. O que é Pandemia: definição, exemplos e desdobramentos
  2. Diferença entre Pandemia e Epidemia
  3. Diferença entre Pandemia e Endemia
  4. Coronavírus: de Surto à Pandemia

O que é Pandemia?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma pandemia é a disseminação mundial de uma doença, com transmissão sustentada de pessoa para pessoa. Essa doença pode ter qualquer origem – viral ou bacteriana –  e qualquer grau de gravidade ou mortalidade. O que a classificação do nome indica é somente quanto à disposição geográfica.

De fato, a maior parte das pandemias têm altos índices de mortalidade, mas isso é apenas consequência da rápida disseminação da doença por todo mundo, visto que as pessoas atingidas não tinham memória imunológica e nem tempo para se prevenir. A predominância de pandemias virais também não é uma regra, e sim uma característica  recorrente, pois vírus têm maiores taxas de mutação que bactérias.

Por isso mesmo, quando uma enfermidade é denominada como pandemia, não deve haver nem banalização nem desespero. É preciso observar caso a caso, para ver as outras classificações e demais índices que essa doença possui.

Uma das pandemias mais conhecidas hoje em dia é a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), causada pelo vírus HIV. Em 1920, após a transmissão iniciada por uma relação entre homem e macaco, no Congo Africano, o vírus encontrou um ambiente propício para propagação. Lá, os hábitos comportamentais e a presença de uma grande ferrovia de exportação mundial contribuiu para sua rápida disseminação.

A última vez que a OMS declarou uma pandemia foi no ano de 2009, em relação ao vírus H1N1. Estima-se que a Gripe Suína – a doença causada por este vírus – tenha infectado cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo e matado milhares, logo no primeiro ano de sua identificação.

A Gripe Espanhola é um outro exemplo de pandemia, estima-se que entre 50 e 100 milhões de pessoas tenham morrido no período de 1918 a 1920. 

O-que-é-Pandemia-Gripe-Espanhola

Essas gripes têm em comum a fácil transmissão. As gotículas de saliva, ao espirrar ou bocejar, aderem a objetos, mãos e roupas. Se alguém tiver um contato com algum desses meios de transmissão em um certo prazo, ficará infectado. Como os sintomas demoram a aparecer, as pessoas transmitiam sem saber.  Além disso, por ser uma doença nova na época, não havia memória imunológica e os sintomas eram mais fatais.

Diferença entre Pandemia e Epidemia

Surtos são casos repentinos de uma nova doença em uma pequena localidade, há um pico em determinada região e logo passa. Quando surtos passam a ocorrer em múltiplas regiões – atingindo nível nacional – com altos índices de novas contaminações e superando as taxas previstas; ele “evolui” para o que chamamos de Epidemia.

Da mesma forma, quando uma epidemia começa a se alastrar para vários países e atinge mais de 2 continentes, ela passa a ser classificada como Pandemia, ou seja, atinge escalas globais. Mantém as mesmas características da Epidemia: superam as previsões, possuem altos índices de contaminação, possuem pico e, posteriormente, queda. 

Diferença entre Pandemia e Endemia

Endemia e Pandemia são palavras antiquíssimas, originadas na Grécia. Contudo, suas diferentes classificações não se devem à diferença de números de casos.

Na realidade, enquanto as pandemias são a dispersão global das epidemias; as endemias tem uma característica bem única: são enfermidades que se manifestam periodicamente e somente em uma determinada região

Elas já são previstas e sempre estão ocorrendo em uma mesma localidade, é possível dizer que existe um espécie de controle da situação, pois não surgem do ‘nada” e dificilmente se alastram, ou seja, elas possuem um ritmo de ocorrência. A Malária, por exemplo, é considerada uma doença endêmica na áfrica.

Sendo assim, quando uma doença é caracterizada como pandemia, é sinal de que deve haver uma articulação entre países para que todo o mundo possa solucionar esse problema. Para solução de surtos, são necessários planejamentos municipais. Para endemias ou epidemias, são necessários planejamentos estaduais ou federais, diferenciando-se quanto a ser de curto ou longo prazo.

Coronavírus: de surto à pandemia

Hoje, estamos diante de mais uma pandemia, a doença chamada de COVID-19.

Ela é causada pelo coronavírus, de nome científico SARS-CoV-2. Os primeiros casos ocorreram na cidade de Wuhan, China, em 2019. Devido à política fechada do governo chinês e os famosos casos de repressão de informações, não há consenso sobre a origem do vírus. 

O governo alega que o contágio inicial ocorreu no mercado chinês, famoso por comercializar animais selvagens para consumo, o que teria promovido a provável contaminação de um morcego para um humano. Há outra versão, não oficial, de cientistas que encontraram rastros do vírus, em laboratório, antes mesmo do provável contágio no mercado.

A OMS declarou no dia 11/04/2020 o status de pandemia para a doença Covid-19, pois,  atualmente, há mais de 120 países com casos declarados da infecção. Apesar das divergências quanto à origem, fato é que a doença passou por todos os estágios de classificação antes de chegar ao atual.

Quando estava presente apenas na cidade de Wuhan, nos primeiros meses, poderia ser considerada como surto. Ao perdurar e se espalhar por toda a China e alguns países vizinhos, foi classificada como epidemia. Quando a doença atingiu altos índices de contaminação em poucos meses, estando presente em mais de 2 continentes diferentes, ganhou status de pandemia.

A doença, assim como as demais gripes pandêmicas de outras épocas, possui fácil contaminação por vias aéreas, direta ou indiretamente. 

Sua gravidade se deve ao fato de ser um agente mais potencializado do que os já vistos. Ele consegue viver mais tempo fora de um hospedeiro, fica um maior período sem expressar sintomas – favorecendo a dispersão involuntária – e possui alta mutabilidade, dificultando as pesquisas por uma vacina.

É certo que o coronavírus causa desde gripes brandas até insuficiência respiratória e morte, normalmente em grupos de risco. Contudo, é um agente mais imprevisível que os outros, causou catástrofes em países como a Itália, pouco se sabe sobre seus desdobramentos e não há consenso científico ou político. 

Estamos vivenciando uma fase experimental. Por isso, muitos países estão adotando regimes de distanciamento social (evitar aglomerações) ou de isolamento social  (quarentena, apenas serviços essenciais funcionando), numa tentativa de prevenir que a doença chegue às proporções de mortalidade que as outras pandemias alcançaram.

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