História

Guerra dos Mascates – Saiba tudo sobre o conflito

Guerra dos MascatesGuerra dos Mascates

A Guerra dos Mascates foi um conflito que ocorreu em Pernambuco no ano de 1710. A Guerra contrapôs senhores de engenho de Olinda e comerciantes de Recife.

A Guerra dos Mascates foi um conflito muito importante para a história do nosso país. Por esse motivo, pode ser que ela caia no Enem e em outros vestibulares. Pensando nisso, o Beduka preparou um artigo completo para que você entenda melhor esse conflito. 

Nesse artigo você encontrará:

  1. O que foi a Guerra dos Mascates;
  2. O contexto histórico do conflito;
  3. Principais causas e consequências.

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O que foi a Guerra dos Mascates?

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A Guerra dos Mascates foi um conflito armado ocorrido na Capitania de Pernambuco entre 1709 e 1714. O confronto envolveu grandes senhores de engenho de Olinda e os comerciantes portugueses do Recife. Esses comerciantes eram, pejorativamente, chamados de “mascates” devido sua profissão. 

Havia um sentimento autonomista e até mesmo antilusitano – que consiste na hostilidade contra os portugueses – por parte dos pernambucanos de Olinda, que chegaram, inclusive, a propor que a cidade se tornasse uma República independente. 

Apesar disso, a Guerra dos Mascates não pode ser considerado um movimento separatista. Não há consenso em chamar o movimento de nativista, já que os “mascates”, envolvidos no conflito, eram predominantemente portugueses. 

Contexto Histórico da Guerra dos Mascates

Em 1624, com o objetivo de se estabelecerem na economia açucareira, os holandeses invadiram o Brasil. Essa tentativa de invasão foi feita em Salvador e foi rapidamente contida. Os holandeses foram expulsos da cidade no ano seguinte. 

Em 1630, eles fizeram uma nova tentativa de invasão ao país, dessa vez, em Pernambuco. As vilas de Recife e Olinda foram conquistadas e o território litorâneo, de Sergipe ao Maranhão, ficou conhecido como Brasil-holandês.

Contexto Histórico da Guerra dos Mascates
Área do Brasil-holandês

Em 1640, chegou ao fim o período em que Portugal estava sob domínio da Espanha. O novo rei português, D. João IV, resolveu recuperar o nordeste brasileiro. Apesar disso, o processo de expulsão dos holandeses só se concretizou em 1654, com a Insurreição Pernambucana.

A partir disso, os senhores de engenho ficaram sem capital para investimento e, para piorar, os mesmos batavos que foram expulsos, passaram a produzir açúcar nas Antilhas, concorrendo com o açúcar brasileiro e provocando uma queda nos preços do produto no mercado internacional. 

Assim, enquanto Olinda declinava e sofria com as consequências das guerras que expulsaram os holandeses, Recife enriqueceu e se tornou um importante centro comercial, em função de seu porto, considerado um dos melhores da colônia.

Principais causas da Guerra dos Mascates

A Guerra dos Mascates deve ser vista como um conflito pelo poder político local, sem qualquer reivindicação social. Na verdade, foi uma disputa entre Olinda – que detinha poder político –  e Recife – que detinha poder econômico – pela supremacia da na Capitania de Pernambuco. 

Os mascates, além de comercializar seus produtos, faziam empréstimos com altas taxas de juros aos olindenses. Outro fator que causou a Guerra dos Mascates é o fato de que o processo de expulsão dos holandeses deixou graves marcas em Olinda. Recife, por outro lado, tinha um dos melhores portos da colônia, corroborando a consolidação do centro econômico.

Nesse cenário de baixa econômica, enquanto os latifundiários de Olinda empobreciam e ficavam cada vez mais endividados para manter suas propriedades, o comércio ascendente se consolidava a cada dia em Recife.

Contudo, a queda internacional nos preços do açúcar impossibilitava os senhores de engenho de honrar aquelas dívidas. Por sua vez, a Coroa vendia o direito de cobrança desses débitos aos arrematadores de Recife (os “mascates” portugueses), que lucravam com os juros dos devedores de Olinda.

Em 1703, representantes do comércio de Recife conseguiram o direito de representação na Câmara de Olinda. Contudo, foi somente através da Carta Régia de 1709 que a vila passou a ser independente, alcançando autonomia política em relação à Olinda.

No mesmo ano os recifenses passaram a contar com a sede da Câmara Municipal e o Pelourinho, alicerçando a autonomia em relação à Olinda. Porém, os olindenses, temendo que Recife, além de centro comercial, se tornasse o palco das decisões políticas, ficaram inconformados.

Líderes da Guerra dos Mascates e como o conflito ocorreu

Líderes da Guerra dos Mascates e como o conflito ocorreu

Em 1710, os senhores de engenho de Olinda, sob liderança de Bernardo Vieira de Melo e do Capitão-mor, Pedro Ribeiro da Silva, invadiram a cidade, destruíram o Pelourinho e libertaram todos os presos, dando início à Guerra dos Mascates. O argumento utilizado por eles era de que Recife não estava respeitando os limites estabelecidos entre as comarcas.

Em 1711, foi feito o contra-ataque. Os mascates se organizaram para atacar Olinda, obrigando os senhores de engenho a recuar. No mesmo ano a Coroa nomeou Félix José Machado como governador da capitania e enviou tropas para conter os revoltosos.

O fim da Guerra dos Mascates e suas consequências

No ano seguinte, em 1712, Recife tornou-se a sede administrativa do município. Além disso, manteve as propriedades dos olindenses e perdoou as dívidas, sob as condições de que eles não fizessem novos ataques.

Para apaziguar o fato de ter demonstrando explicitamente o favorecimento da Coroa aos comerciantes portugueses na colônia, os envolvidos na Guerra dos Mascates foram anistiados e foi determinado que o capitão-mor deveria ficar seis meses em cada comarca.

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