História

As 5 Revoltas Regenciais: o que foram, causas, contexto e término!

Descubra quais foram as Revoltas Regenciais!

As Revoltas Regenciais foram rebeliões ocorridas em todo o Brasil durante o Período Regencial (1831-1840). Foi uma época marcada pela instabilidade política (falta de um governante unificador), somada à má condição de vida da população. Cada revolta teve outras causas locais, mas só houve uma estabilização geral com o Golpe da Maioridade.

Neste artigo sobre Revoltas Regenciais, você encontrará:

  1. O que foram as Revoltas Regenciais + causas e contexto histórico
  2. Quais foram as principais revoltas + data e local
  3. Resumo de cada uma: Farroupilha, Malês, Cabanagem, Balaiada e Sabinada
  4. Fim das revoltas
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O que foram as Revoltas Regenciais? (Causas e Contexto)

As Revoltas Regenciais foram rebeliões que aconteceram por todo o Brasil durante o Período Regencial. Os anos entre 1831 e 1840 foram marcados pela instabilidade política  (falta de um governo presente e unificador), somada à má qualidade da condição de vida da população.

O Período Regencial é um tempo intermediário entre o Primeiro e o Segundo Reinado. Ele durou de 1831 a 1840 e começou quando o imperador D. Pedro I abdicou do trono. O problema foi que seu filho, o sucessor, era apenas uma criança e não tinha condições de reinar!

Enquanto D. Pedro II crescia, os membros do Congresso escolhiam os regentes (líderes provisórios) para governar o Brasil. 

Nessa época, o país já tinha novos grupos políticos formados, como os liberais e os conservadores. Cada governo provisório era de um segmento político, foram muitas mudanças e ideias novas em um curto período, principalmente para um país que estava acostumado a ter as atenções voltadas para a família real e suas tradições.

As regiões do Brasil, do norte ao sul, começaram a se rebelar e criar disputas entre os setores da sociedade. Não havia um sentimento de união no país, faltava um líder que unificasse e mediasse os conflitos de todos.

Essas causas apontadas eram as que havia em comum por toda a nação mas, na realidade, cada rebelião tinha outras causas locais e uma identidade própria. Assim, não é possível pensar nessas revoltas de forma homogênea.

Quais foram as principais Revoltas Regenciais?

As principais revoltas do Período Regencial aconteceram no Norte, Nordeste e no Sul. Elas são 5:

  • Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha – ocorreu na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul entre 1835 e 1845
  • Revolta dos Malês – ocorreu na Província da Bahia em 1835
  • Sabinada – ocorreu na Província da Bahia entre 1837 e 1838
  • Balaiada – ocorreu na Província do Maranhão entre 1838 e 1841
  • Cabanagem – ocorreu na Província do Grão-Pará entre 1835 e 1840

Você já viu que as duas principais já tem um artigo próprio com todas as informações para você estudar! 

Mas vamos deixar um resumo de cada uma delas aqui:

Revolta dos Malês

revoltaDosMales
  • Onde aconteceu: Província da Bahia (atual Bahia), bem na capital Salvador
  • Ano: 1835
  • Componentes: negros escravos e libertos de origem muçulmana em sua maioria
  • Principais líderes: Pacífico Licutã, Manuel Calafate e Luis Sanim
  • Contexto: Os revoltosos eram os “negros de ganho”: vendiam produtos pelas e traziam metade do que recebiam para seus donos. Com a venda, podiam andar mais livres pela capital, facilitando a organização das revoltas. Muitos deles guardavam dinheiro e compravam a própria alforria. Eles defendiam a luta armada para libertar a cidade, além da abolição da escavidão para os negros que viviam alí.
  • Como acabou: Uma escrava liberta, Guilhermina Rosa de Souza, contou ao seu ex-senhor sobre o movimento. O movimento durou menos de um dia e não alcançou os seus objetivos. Foi duramente reprimido com um saldo de muitos mortos, presos e até cerca de quinhentos negros libertos exilados na África. Apesar de não ter tido sucesso, teve seu destaque por apresentar uma organização dos povos menos favorecidos.

Farroupilha ou Guerra dos Farrapos

Guerra-dos-Farrapos
  • Onde aconteceu: Província de São Pedro do Rio Grande do Sul (atual Rio Grande do Sul)
  • Anos: 1835 a 1845
  • Componentes: os farrapos (comerciantes populares que usavam roupas humildes)
  • Principais líderes: Bento Gonçalves, Davi Canabarro, Guiseppe Garibaldi e Anita Garibaldi
  • Contexto: A economia era baseada na criação de gado (estância) e na produção de carne seca (charque). Porém, os impostos do Brasil eram altos e os países que faziam divisa com o sul lucravam mais. Portanto, ficaram ameaçados pela concorrência. O objetivo era conquistar maior autonomia econômica e política para a região.
  • Como acabou: Eles eram separatistas, então chegaram a proclamar duas repúblicas: a primeira foi a República Rio-Grandense e a segunda foi a República Juliana ou Catarinense). O movimento foi derrotado com algumas mortes e muitas prisões. Porém, o governo fez uma acordo com os farrapos: todos os revoltosos seriam anistiados e suas terras confiscadas seriam devolvidas.

Cabanagem

cabanagem
  • Onde aconteceu: Província do Grão-Pará (atual Pará e Amazonas)
  • Anos: 1835 a 1840
  • Componentes: negros, índios e cabanos (moradores pobres de cabanas a beira do rio)
  • Principais líderes: Batista Campos, Eduardo Nogueira Argelim, os irmãos Vinagre, Felix Antônio Clemente Malcher e Vicente Ferreira Lavor
  • Contexto: Desde 1820, a população tentava se separar do resto do Brasil. Quando o governo regencial nomeou o novo presidente da província, as coisas pioraram. Eles lutavam pela melhoria da vida dos pobres e pela perda do domínio político dos grandes produtores da terra. 
  • Como acabou: No início conseguiram conquistar a capital Belém e até mesmo chegaram a declarar a independência do Pará! Mas formaram-se dois governos cabanos e um acabou traindo o movimento e se juntou ao império. Foram derrotados pelas tropas do governo e deixando 30 mil mortos.Isso correspondia a quase 40% da população paraense da época! Mesmo tendo falhado, a Cabanagem foi o primeiro movimento popular que chegou ao poder.

Sabinada

sabinada
  • Onde aconteceu: Província da Bahia (atual Bahia)
  • Anos: 1837 a 1838
  • Componentes: classe média, ricos e militares
  • Principal líder: Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira (médico)
  • Contexto: As causas foram os baixos salários dos militares e a insatisfação com o governo regencial, que queria enviá-los para resolver conflitos no Sul. Os demais interesses eram ter maior participação política e mais acesso ao poder.
  • Como acabou: Inicialmente conseguiram até declarar a independência da Bahia com um governo republicano, mas foram duramente reprimidos pelas autoridades da província.

Balaiada

Balaiada
  • Onde aconteceu: Província do Maranhão (atual Maranhão)
  • Anos: 1838 a 1841
  • Componentes: quilombolas, escravos e artesãos 
  • Principal líder: Manuel Francisco dos Anjos Ferreira (fazedor de balaios – artesanato), Cosme Bento Chagas (chefe de quilombo) e Raimundo Gomes (vaqueiro)
  • Contexto: A revolta teve início por causa das disputas políticas entre os cabanos (conservadores) e os bem-te-vis (liberais). Mas logo as classes populares se levantaram pedindo para deixarem de ser explorados pelos produtores rurais e grandes comerciantes. Portanto, não foi um movimento unificado.
  • Como acabou: O futuro Duque de Caxias era o coronel do exército do governo regencial nessa época. Ele liderou a dominação e pacificação dos rebeldes, encerrando as revoltas. As classes médias recuaram, facilitando a repressão dos pobres.

Fim das Revoltas Regenciais

Todas as revoltas foram reprimidas pelos comandantes das províncias. Porém, você viu que algumas tiveram penas maiores que outras, dependendo do valor que aquele setor representava para a época. 

Independente das repressões, as tentativas de novas revoltas só chegaram ao fim quando o período regencial chegou ao fim também. Isso aconteceu com o Golpe da Maioridade, uma estratégia política que antecipou a maioridade de D. Pedro II. Assim, ele foi declarado imperador do Brasil quando era adolescente.

Mesmo que adolescente, o menino havia sido educado para essa função desde sempre e sabia o que estava acontecendo nos territórios. O simples fato de ter um representante nacional já unificava as pessoas e ajudava a acalmar os ânimos, pois trazia esperança e evitaria o surgimento de novas revoltas.

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