História

Guerra dos Farrapos

Guerra dos FarraposGuerra dos Farrapos

A Guerra dos Farrapos, ou Revolução Farroupilha, foi um conflito nacional de caráter republicano contra o governo imperial do Brasil. A Guerra ocorreu na região do Rio Grande do Sul e expandiu até Santa Catarina.

As revoltas e guerras que aconteceram no Brasil são muito importantes e caem de forma recorrente no caderno de Ciências Humanas e suas tecnologias do Enem e de outros principais vestibulares. 

Pensando nisso, o Beduka preparou um artigo completo para te explicar o que foi a Guerra dos Farrapos. Nesse artigo você verá:

  1. O que foi a Guerra dos Farrapos;
  2. Contexto histórico do conflito;
  3. Principais causas e consequências. 

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O que foi a Guerra dos Farrapos?

A Guerra dos Farrapos, também chamada de Revolução Farroupilha, foi um conflito regional contrário ao governo imperial brasileiro e de caráter republicano. Ocorreu na província de São Pedro do Rio Grande do Sul, se alargando até Santa Catarina e durou dez anos – de 1835 a 1845.

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É a revolta brasileira mais longa, tendo início durante e regência de Feijó – o que conhecemos como Período Regencial – e só terminou no Segundo Reinado. A Guerra dos Farrapos aconteceu devido à insatisfação com questões de ordem política e ideológica.

Causas da Guerra dos Farrapos

Causas da Guerra dos Farrapos

O Rio Grande do Sul era detentor de um setor agropecuário muito rico. Isso fez com que a região abastecesse grande parte do país com seus produtos – gado, couro e charque -, porém logo a elite, que sobrevivia da prática de venda desses produtos, começou a passar por uma situação difícil. 

O governo optou por reduzir a taxa de impostos para os produtos similares provenientes da Região do Prata, sob a alegação de que os produtos advindos do sul possuíam preços consideravelmente abusivos.

A partir disso, surgiu uma situação de tensão que estava prestes a criar um conflito que tomaria grandes proporções. A insatisfação com as atitudes do governo central inspirou o estancieiro Bento Gonçalves a iniciar uma estrutura política organizada. 

Essa estrutura tinha como principal objetivo fazer com que o presidente provincial renunciasse ao seu cargo. Para isso, a rebelião ocupou a cidade de Porto Alegre e exigiu que os membros da Assembleia Legislativa nomeasse um novo governo para o estado.

A partir disso, criou-se um movimento de ordem republicana. Os revoltosos começavam a utilizar de pedaços de panos vermelho amarrados em alguma parte de suas vestimentas para mostrar que faziam parte daquela revolução, foi por isso que ganharam o nome de Farrapos

Ao conseguirem a consolidação da nova sede do governo da República do Rio Grande do Sul, sediada na cidade de Piratini, os revoltosos marcharam rumo a Santa Catarina, onde no ano de 1839 tomaram o estado e formaram a República Juliana.

Como foi o conflito

Em 20 de setembro de 1835 se inicia a Guerra dos Farrapos, com o domínio da Capital Porto Alegre pelos estancieiros insatisfeitos comandados por Bento Gonçalves, começa assim a mais longa das revoltas do período Regencial. 

Dentro das primeiras reivindicações estavam a troca do atual Presidente de Província por um de sua confiança, pedindo que o Império, controlado pelos Regentes dessem mais atenção ao Rio Grande do Sul.

No dia seguinte, o comandante da Guarda Nacional local, Bento Gonçalves, um dos principais promotores do movimento, entrava em Porto Alegre. Com o apoio da Assembleia Provincial, em 1836, ele proclamou a República do Piratini.

Como foi o conflito
Bento Gonçalves

O regente Feijó nomeou um novo presidente para a província, José de Araújo Ribeiro, futuro visconde do Rio Grande. A guerra continuou e os legalistas conseguiram prender vários chefes rebeldes, entre eles Bento Gonçalves, que foi mandado para Bahia, de onde fugiu, com a ajuda da maçonaria.

Em setembro de 1837, Bento Gonçalves regressa ao Sul e é eleito presidente da República do Piratini. A luta dos rebeldes era cada vez mais popular e com o apoio do revolucionário italiano Guiseppe Garibaldi o movimento se propagou. Pressionado, Feijó foi obrigado a renunciar. Iniciou-se a regência de Araújo Lima, apoiado pelos conservadores.

Em 1839, Davi Canabarro, um dos chefes da revolta, com a colaboração de Guiseppe Garibaldi, tomou Laguna, em Santa Catarina, fundando nessa província a República Juliana, confederada à República Rio-grandense, alargando o cenário da revolução.

Em 1840, com a maioridade antecipada de D. Pedro II, foi concedida anistia a todos os revoltosos políticos do período regencial. O novo presidente, Álvaro Machado, nomeado pelo governo imperial, tentou convencer os rebeldes a terminarem a guerra e aceitar a anistia, mas eles não aceitaram. 

Consequências da Guerra dos Farrapos

Consequências da Guerra dos Farrapos

Em 1843, para evitar a intensificação do conflito, Luís Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias, foi nomeado presidente e comandante das armas.

Após três anos de negociações, muitas batalhas e um número muito grande de derrotas, os “Farrapos” se viram obrigados a aceitar a proposta de paz ofertada por Duque de Caxias, dando um fim a revolta no ano de 1845 com a assinatura do Tratado de Poncho Verde.

 Esse tratado concedeu, aos estancieiros gaúchos, a criação de um imposto que lhes rendia 25% sobre toda a carne salgada que viesse da região platina. 

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