Biologia

O que é Pneumonia? Entenda tudo: causas, contágio, prevenção e muito mais!

Imagem ao fundo de um Raio X Tudo o que você precisa saber sobre o que é Pneumonia!Tudo o que você precisa saber sobre o que é Pneumonia!

A pneumonia é uma infecção pulmonar que provoca a inflamação dos alvéolos, podendo atingir até ambos os pulmões. Essa infecção pode ser provocada por diversos agentes: bactérias, vírus, fungos, etc. Mas para compreender o que é Pneumonia, é necessário saber ainda sobre seus sintomas, tratamento e prevenção!

Neste artigo sobre o que é Pneumonia, você encontrará:

  1. O que é Pneumonia
  2. Pneumonia é contagiosa?
  3. Tipos de Pneumonia 
  4. Sintomas e complicações
  5. Prevenção, diagnóstico, tratamento     

O que é Pneumonia? 

A pneumonia é uma infecção pulmonar, ou seja, acontece quando algo externo atinge os alvéolos pulmonares, estruturas microscópicas responsáveis pelas trocas gasosas da respiração.

Isso provoca a inflamação dos parênquimas pulmonares, tecidos muito sensíveis e irritadiços. Por isso, a pneumonia é “uma tentativa do próprio organismo de expelir” esse agente, e pode chegar a acometer ambos os pulmões!

Essa doença é mais comum em épocas frias como o inverno, pois devido às quedas bruscas de temperatura, as pessoas sensíveis são desestabilizadas e os hábitos são modificados: evitamos mexer muito com água (lavar muito as mãos e tomar banhos), mantemos os ambientes fechados e com menos circulação, etc.

Tudo isso favorece a contaminação, mas e quanto à transmissão? Veja:

Pneumonia é contagiosa?

Diferentemente de uma gripe ou resfriado, a pneumonia não é facilmente transmitida. Assim, ficar ao lado de alguém diagnosticado com pneumonia não é um risco tão grande quanto estar ao lado de alguém gripado.

Mesmo sendo pouco contagiosa, não podemos diminuir a preocupação em relação a essa doença. Pois de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pneumonia é responsável por 1,6 milhão de mortes a cada ano no mundo, sendo a 2ª doença respiratória mais comum no Brasil.

A transmissão se torna algo preocupante quando se trata de pessoas com o sistema imunológico mais vulnerável, pois podem ser contaminadas com os microorganismos presente no ar, na saliva e outras secreções corporais e objetos contaminados. 

Além disso, o contato com agentes tóxicos também pode desencadear um quadro de pneumonia em qualquer pessoa, depende da sensibilidade pulmonar dela.

Grupos de Risco da Pneumonia

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É mais comum que a infecção ocorra em indivíduos que estão com o sistema imunológico enfraquecido, como desnutridos, portadores de AIDS, pacientes em quimioterapia, recém-nascidos, etc.

Em pessoas com idade acima de 50 anos, a doença é um risco ainda maior, pois o envelhecimento é considerado um fator de risco primário, devido ao sistema imunológico mais debilitado. Além disso, quase 50% de todas as internações no país por pneumonia acontecem nessa faixa etária.

Também aqueles que possuem dificuldade de deglutição, que tiveram alguma lesão cerebral ou fazem uso excessivo de álcool e drogas correm um risco maior de adquirir um tipo de Pneumonia por Aspiração.

Além disso, ficar muito tempo em locais externos passando frio ou com roupas úmidas/molhadas pode aumentar as chances de sofrer com a doença, quando o organismo já se encontra debilitado. 

O uso frequente do ar-condicionado, seja este no carro, em casa ou no trabalho, também pode desencadear o desenvolvimento da doença. Pois ele deixa o ar muito seco, o que afeta a hidratação natural da mucosa nasal e favorece o contato com microrganismos.

Vamos entender os tipos de Pneumonia a seguir:

Tipos de Pneumonia

As Pneumonias podem ser classificadas de acordo com o organismo que provocou a doença ou de acordo com o ambiente em que foi adquirida. 

Quando se trata do local onde houve a infecção, é classificada de duas formas: pneumonia adquirida no hospital e pneumonia adquirida na comunidade.

  • Pneumonia nosocomial (hospitalar)

Conhecida popularmente como “infecção hospitalar”, a doença pode aparecer quando o paciente se encontra hospitalizado durante muito tempo, pois está mais propenso ao contato com microorganismos dos outros doentes.

Tem cura, mas costuma ser mais agressiva, porque os micróbios que persistem vivendo em hospitais já foram naturalmente selecionados, pois resistiram aos antibióticos, logo, são mais fortes.  

  • Pneumonia Comunitária

Trata-se da pneumonia adquirida na comunidade, ou seja, fora do ambiente hospitalar. Elas podem ser muito variadas, dependendo de qual agente as causou.

Quando se trata do que causou a infecção, é classificada de acordo com os agentes externos, veja:

Pneumonia Bacteriana 

A pneumonia bacteriana normalmente é provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo), mas também pode ser causada pelos agentes Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus, Haemophilus influenzae, entre outros.

Geralmente, esse tipo de pneumonia não é contagioso mas é agressivo para os grupos de riscos; precisando, em alguns casos, de internamento hospitalar. Além disso, pode surgir como complicação secundária a uma gripe ou resfriado que não foram tratados adequadamente.

Os sintomas comuns incluem febre alta, dificuldade respiratória, tosse e catarro

Pneumonia Viral

É o tipo de pneumonia causada quando os vírus penetram no pulmão. Esse tipo é bem contagioso, contudo, não afeta quem está com boa imunidade.

Entre os vírus mais comuns que provocam essa doença estão também os responsáveis por causar a gripe e o resfriado, como o Haemophilus influenzae A ou B, H1N1 (gripe suína) e H5N1 (gripe aviária).

Pneumonia Fúngica

A pneumonia causada por fungos é considerada a forma mais rara da doença e pode ser também a mais grave. Costuma ocorrer em pessoas com doenças crônicas ou imunodeprimidas.

Os fungos que podem causar são mais específicos: Histoplasma capsulatum, Coccidioides immitis e Blastomyces dermatitidis. Dependendo do fungo, pode ser contagioso e apresentar uma rápida evolução dos sintomas.

Pneumonia Química ou alérgica

Pouco conhecido, esse tipo costuma ser causado pela inalação de agentes tóxicos que desencadeiam reações alérgicas nas vias respiratórias. Pode ser provocado por fumaça, produtos químicos e agrotóxicos.

É essencial que o problema receba o tratamento adequado o quanto antes, pois a infecção a longo prazo pode prejudicar a respiração e o agente químico pode se espalhar na corrente sanguínea.

Pneumonia por Aspiração

Também não é muito do conhecimento popular, mas ocorre quando líquidos, alimentos ou outras substâncias entram nos pulmões pelas vias aérea ou até mesmo o estômago.

A aspiração de suco gástrico em refluxos, por ser ácido, pode provocar uma irritação no pulmão (pneumonite). Dessa forma, as chances de uma infecção por microrganismos se torna maior.

Não é algo tão comum de acontecer, pois o nosso organismo possui uma série de defesas que ajudam a prevenir a passagem de substâncias para os pulmões.

Sintomas e complicações da Pneumonia

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Quando algum dos agentes causadores atinge os pulmões, os alvéolos ficam inflamados e se enchem de líquido.

Existem duas formas principais da pneumonia afetar os pulmões: pneumonia lobar, em que apenas um lobo (parte) do pulmão é afetada ou pneumonia brônquica (broncopneumonia), em que as duas partes são afetadas com manchas.

A partir disso, os sintomas da doença começam a se manifestar:

  •  Febre alta (Acima de 37,5° C)
  • Tosse seca ou com catarro de cor amarelada ou esverdeada
  • Falta de ar e dificuldade de respirar
  • Dor no peito ou tórax
  • Mal-estar generalizado
  • Prostração (fraqueza)
  • Suores intensos, principalmente a noite
  • Náuseas e vômito

As complicações mais comuns são:

  • Em um quadro de pneumonia, as trocas gasosas e o transporte de oxigênio podem ser prejudicadas. Quando isso acontece, as células do corpo não funcionam e há falha no sistema respiratório, podendo causar dificuldade de respirar e até asfixia.
  • Também há o risco de bactérias entrarem na corrente sanguínea (bacteremia), pois os alvéolos são irrigados de capilares sanguíneos. Assim, os agentes podem espalhar a infecção para outros órgãos.
  • O derrame pleural, que ocorre com o acúmulo de líquido no espaço fino entre as camadas de tecido que alinham os pulmões e a cavidade torácica (pleura).Isso ocorre como mecanismo de defesa do corpo e é preciso drená-lo através de um tubo ou ser removido com cirurgia.
  • Por fim, uma outra complicação também presente é o abscesso pulmonar, que ocorre com a formação de pus nas cavidades pulmonares.

Diagnóstico da Pneumonia

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Após a identificação de qualquer conjunto de sintomas, é aconselhável que o paciente procure ajuda médica para que o diagnóstico correto possa ser realizado. Esse diagnóstico pode ser feito pelo clínico geral ou o pneumologista.

A pneumonia normalmente mostra alterações em exames clínicos e laboratoriais, como:

  • Auscultação pulmonar

Com o uso de um estetoscópio, o médico irá buscar a partir do som ou ruído escutado e se há algum tipo de obstrução dos brônquios e no pulmão.

  • Radiografia do tórax

A partir de um raio-x (fotografia dos pulmões) é possível analisar se o local apresenta algum tipo de lesão, edema pulmonar (líquido nos pulmões), etc.

  • Hemograma

A coleta de sangue pode ajudar a analisar o número de leucócitos (células de defesa). Quando esse valor se torna elevado, pode indicar a presença de um quadro infeccioso.

  • Cultura do escarro

Esse exame é utilizado para conseguir diferenciar casos de tuberculose e qual o tipo de pneumonia em questão. A coleta do escarro é a partir da secreção que sai da tosse do paciente. 

  • Broncoscopia

É um exame que permite a visualização da laringe, traqueia e dos brônquios. É realizado com o paciente sob sedação leve, em que se é introduzido um aparelho de visão na garganta.

Tratamento da Pneumonia

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O tratamento da pneumonia depende de qual foi o microrganismo causador. Existem os antibióticos para as causas bacterianas, os antifúngicos para quando os fungos são causadores, neutralizadores para elementos químicos, e assim por diante.

Todos os medicamentos devem ser prescritos pelo médico.

Quando o caso em questão é considerado grave, pode ser necessário a internação do paciente, principalmente quando se trata de pessoas pertencentes aos grupos de risco. O paciente pode ainda apresentar dificuldade respiratória e precisar de ventiladores mecânicos para auxiliar na respiração.

Além do uso de medicamentos, o tratamento pode ser feito com o apoio de fisioterapia respiratória. Outros cuidados incluem boa alimentação, oxigênio e medicamentos para aliviar sintomas como dor e febre.

Para ajudar na recuperação, o paciente pode manter cuidados em casa, como seguir corretamente a prescrição médica, descansar, ingerir bastante líquido e voltar aos poucos para a rotina de estudo e trabalho.

Prevenção da Pneumonia

As principais formas de prevenção podem ser simples e, quando são seguidas corretamente, diminuem consideravelmente as chances de sofrer com a infecção:

  • Fazer uso moderado do ar-condicionado 
  • Tomar cuidado com mudanças extremas de temperatura
  • Lavar as mãos sempre que possível, principalmente após frequentar ambientes públicos (com grande circulação de pessoas)
  • Evitar o contato direto com os olhos, nariz ou boca quando as mãos não estiverem higienizadas
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro
  • Evitar ambientes fechados e com pouca circulação de ar
  • Manter a carteira de vacinação em dia
  • Alimentar-se corretamente, com os nutrientes e vitaminas necessários para manter o organismo saudável
  • Dormir o tempo necessário para que o corpo consiga descansar e combater possíveis agentes infecciosos
  • Praticar exercícios físicos regularmente

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