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Os 5 Melhores Exercícios sobre Nove Noites com Gabarito

Exercícios sobre Nove NoitesExercícios sobre Nove Noites

Nove Noites é um romance-notícia em que o autor Bernardo Carvalho reúne e analisa diferentes narrativas para investigar o suposto suicídio de um antropólogo. Você acompanhará um resumo que te ajudará a entender como se deu essa história baseada em um fato real e em seguida fará exercícios sobre Nove Noites.  

Quando você terminar os Exercícios sobre Nove Noites, coloque em prática todo seu conhecimento com O Melhor Simulado Enem do Brasil. 

Informações sobre a Obra 

Autor de Nove Noites
Autor de Nove Noites

Antes de começar o resumo e os exercícios sobre Nove Noites, veja a ficha técnica da obra:

Título: Nove noites

Autor: Bernardo de Carvalho

Ano de escrita: 2002

Nacionalidade: Brasileiro

Foco Narrativo: Altera-se ao longo da narrativa, ora como diálogo ou como 1° e 3° pessoa

Movimento literário: Literatura contemporânea 

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Resumo e análise da obra Nove Noites

Contexto de Nove Noites

Nove Noites é um romance-jornalístico com investigação policial. Apesar de seu autor (Bernardo Carvalho) ter escrito 5 livros antes desse, Nove Noites foi a obra que fez sua fama.  

A base da narrativa é a investigação do suicídio do antropólogo americano Buell Quain, em 1939. Isso aconteceu de verdade, mas com o passar do tempo foi esquecido pelo meio dos antropólogos. 

Carvalho cria uma narrativa em cima do acontecimento que gera apreensão e desconfiança nos leitores. Isso porque ele lhe faz embarcar em uma busca obsessiva por uma verdade difícil de compreender. 

O livro ganhou tamanha notoriedade, que cobrar exercícios sobre Nove Noites se tornou praticamente tradição na prova da Fuvest.   

Narração de Nove Noites 

O antropólogo suicidou-se em frente a dois índios Krahôs, uma tribo de Tocantins. Bernardo parte desse acontecimento para criar uma narrativa nova que mistura ficção e realidade. Ele retrata pessoas reais fictícias da década de 30 que ocupam diferentes espaços.  

O autor também retrata sua visão sobre algumas histórias documentadas. No final do livro, na parte de “Agradecimentos”, ele deixa claro que a obra é de ficção

A história segue dois protagonistas

  • O primeiro é Manoel Perna, um engenheiro com quem Bernardo tem uma relação próxima. 
  • O segundo é um jornalista que está estudando o caso com o mesmo objetivo de Bernardo: escrever um livro. 

Esse jornalista nunca tem sua identidade revelada em nenhum momento. Não seria estranho pensar que o personagem é o próprio Bernardo se introduzindo na história, contudo isso nunca foi confirmado. 

Os personagens constantemente ficam transitando entre Brasil e Estados Unidos. Eles investigam a vida do antropólogo nativo de Nova York e também a aldeia Krahô no interior de Tocantins. Também há passagens pelo Rio de Janeiro e São Paulo. 

Por que Nove Noites é viciante? 

Além dos personagens transitarem por Brasil e EUA eles transitam pelas próprias memórias. Essas trocas entre espaço físico e psicológico conferem uma estrutura dinâmica de suspense que obriga o leitor a prestar atenção a cada linha para não se perder. 

O que guia a leitura são entrevistas, arquivos, cartas do suicida com um de seus amigos com quem compartilha nove noites de revelações. Mistérios se interligam o tempo todo, gerando apreensão, curiosidade e paranoia. 

Ou seja, você como leitor nunca sabe onde está pisando.  

Reflexões de Nove Noites

A obra toca em questões como choque cultural e traumas. Apesar dos 2 protagonistas nunca se encontrarem eles deixam marcas como por exemplo: 

  • Traumas com a morte;
  • Perdas na família;
  • Afastamentos de amizades 

O próprio suicídio que dá o ponta-pé inicial da narrativa ocorre por um trauma vivido na infância pelo antropólogo. A narrativa também retrata o contexto da ditadura e a falta da sensação de pertencimento. 

Não está satisfeito apenas com exercícios sobre Nove Noites? Que tal ler o nosso texto de matéria sobre Nove Notes

Exercícios sobre Nove Noites com Gabarito

Esperamos que, com esse resumo, tudo tenha ficado mais claro para você. 

Obrigado por ter lido até aqui!

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Questão 1 (UFPR) Escritores de uma nova geração, Milton Hatoum (nascido em 1952) e Bernardo Carvalho (nascido em 1960) já garantiram seu lugar no panorama multifacetado da literatura brasileira contemporânea. Relato de um certo oriente, publicado em 1989, marcou a estreia de Milton Hatoum na literatura. Nove noites, publicado em 2002, é o sétimo livro lançado por Bernardo Carvalho, que estreou na literatura em 1993 com o livro de contos Aberração.

A respeito das comparações entre Relato de um certo oriente e Nove noites, considere as seguintes afirmativas:

1. Milton Hatoum consegue trazer para a sua ficção o espaço amazonense sem cair no exagero do exotismo; Bernardo Carvalho, por sua vez, tensiona o realismo pela inclusão, na ficção, de fatos e personagens históricos, autobiografia e experiências pessoais.

2. Através de estratégias diferentes, os dois romances buscam compreender o passado, conscientes da obrigação histórica de recuperá-lo tal como aconteceu: Relato de um certo oriente resgata a memória trágica de uma família que viveu em Manaus; Nove noites investiga a morte de um antropólogo no sul do Maranhão, para entregar ao leitor a solução de um mistério até então não resolvido.

3. A epígrafe de W.H. Auden – “Que a memória refaça/A praia e os passos/O rosto e o ponto do encontro” (em tradução de Sandra Stroparo e Caetano Galindo) – anuncia o elemento central da narrativa de Milton Hatoum. O título do romance de Bernardo Carvalho se refere às nove noites que o antropólogo Buell Quain passou na companhia de Manoel Perna, durante a sua estada entre os índios Krahô.

4. O tratamento dado aos nativos em Relato de um certo oriente pode ser verificado na humilhação e nos abusos sofridos pelas caboclas e índias que trabalhavam na casa de Emilie, principalmente por parte dos dois “inomináveis”. Em Nove noites, a narração do jornalista volta a momentos centrais da história do Brasil no século XX – Estado Novo, Ditadura Militar e Período Democrático –, marcando a situação de vulnerabilidade permanente dos índios num mundo de brancos.

5. Na Manaus multicultural da primeira metade do século XX, Emilie e seus filhos, com a curiosidade natural do imigrante, atravessam constantemente o rio que separa a cidade da floresta. Da mesma forma, o narrador-jornalista de Nove noites visita inúmeras vezes os índios Krahô, em busca de informações sobre o suicídio de Buell Quain.

a) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.

b) Somente as afirmativas 2 e 5 são verdadeiras.

c) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.

d) Somente as afirmativas 2, 3 e 5 são verdadeiras.

e) As afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5 são verdadeiras.

Questão 2 (UFSM) O romance Nove Noites (2002), de Bernardo Carvalho, apresenta um narrador em primeira pessoa que é uma espécie de investigador – o seu objetivo inicial é o de desvendar o mistério em torno da morte do antropólogo Buell Quain. Em determinado momento, em relação à leitura, o narrador revela: “Cada um lê os poemas como pode e neles entende o que quer, aplica o sentido dos versos a sua própria experiência acumulada até o momento em que os lê”. A visão do narrador-personagem relativa ao ato de ler assemelha-se à própria investigação por ele empreendida. No romance, essa busca

a) é conduzida de forma precisa e obstinada, o que é decisivo para a resolução do caso. 

b) realiza-se de modo obsessivo e os resultados finais do caso se mostram, portanto, tendenciosos. 

c) revela-se um capricho, já que o personagem, inclusive, abandona a investigação no meio da narrativa.  

d) está ligada às experiências particulares e a jornada do personagem acaba por ser mais gratificante do que o caso em si. 

e) é realizada de forma intuitiva e os seus resultados finais são, portanto, questionáveis.  

Questão 3 (UFU) Considerando a obra Nove noites e a introdução abaixo, assinale a alternativa correta.

“Isto é para quando você vier. É preciso estar preparado. Alguém terá que preveni-lo. Vai

entrar numa terra em que a verdade e a mentira não têm mais os sentidos que o trouxeram

até aqui. Pergunte aos índios. Qualquer coisa. O que primeiro lhe passar pela cabeça. E

amanhã, ao acordar, faça de novo a mesma pergunta.”

Bernardo Carvalho. Nove noites.

a) O fragmento acima refere-se a carta que Buell Quain escrevera antes de cometer o suicídio e que fora deixada para Manoel Perna, seu grande amigo, como forma de atestar a inocência dos índios.

b) A narrativa é constituída por relatos verídicos, incluindo cientistas verdadeiros como Lévi-Strauss (antropólogo) e as respostas às indagações sobre a morte de Buell Quain encontravam-se em poder dos índios Krahô.

c) Na busca de dados sobre Buell Quain, o narrador volta ao Xingu para ouvir o que os índios lembravam de Quain, conseguindo, durante o tempo que lá permaneceu,o testemunho dos índios envolvidos no mistério do suicídio.

d) O autor Bernardo Carvalho constrói uma obra diferente e complexa, em que mistura realidade e ficção, apresentando um enigma em torno de um suicídio cujas causas serão investigadas. Porém, a verdade permanecerá ambígua. 

Questão 4 (Fuvest) Ninguém nunca me perguntou, e por isso nunca precisei responder que a representação do inferno, tal como a imagino, também fica, ou ficava, no Xingu da minha infância. E uma casa pré-fabricada, de madeira pintada de verde-vômito, suspensa sobre palafitas para a proteção dos moradores contra os eventuais animais e ataques noturnos de que seriam presa fácil no rés do chão. É uma casa solitária no meio do nada, erguida numa área desmaiada e plana da floresta, cercada de capim-colonião e de morte. Tudo o que não é verde é cinzento. Ou então é terra e lama. Há uma estrada de terra que chega até a escada à entrada da casa mas que dali não parece levar a nenhum lugar conhecido. A maneira mais fácil de chegar é de avião, que não deve ser grande, no máximo um bimotor, para poder pousar na pista de terra aberta ao lado da casa. Do alto, quando nos aproximamos em voo rasante, é só o que vemos: a casa solitária com a pista de pouso ao lado, numa grande clareira de capim alto, cercada por todos os lados de uma floresta a perder de vista. A estrada de terra leva da casa ao campo de pouso e depois segue direto para a mata, onde desaparece, como tudo ali, à procura de um caminho — ou talvez num impulso suicida. 

(Nove Noites, 2019, p. 60, 61) 

A partir do fragmento extraído do romance Nove Noites, de Bernardo Carvalho, e considerando o enredo da referida obra, assinale a afirmação que não corresponde a uma adequada interpretação dela: 

a) Na recuperação do passado, percebem-se um desvelamento arqueológico das realidades perdidas na lembrança e, a partir daí, o surgimento de novas realidades. 

b) A infância é apresentada como lembrança do narrador-investigador e não é o objetivo final de seu romance. 

c) As lembranças do narrador-investigador estão inseridas em uma história na qual ele não tem participação. 

d) A experiência do narrador-investigador, desencadeada pelo convívio com os índios na infância, é o ponto de partida para a recuperação da memória de seu avô, Marechal Cândido Rondon. 

e) A narração envolvendo fatos da vida do narrador-investigador aparece entremeada à carta-testamento de Manoel Perna. 

Questão 5 (Fuvest) MODIFICADA – Publicado em 2002, Nove Noites narra as desventuras do jovem antropólogo estadunidense Buell Quain, durante sua estada no Brasil no final da década de 1930. Quanto às características e ao enredo do romance, assinale a alternativa FALSA: 

a) O relato dos fatos reais é inquestionavelmente verdadeiro, uma vez que Buell Quain existiu e esteve no Brasil para desempenhar uma pesquisa. 

b) Bernardo Carvalho desenvolve na dimensão ficcional fatos ocorridos, confundindo o leitor por meio de uma narrativa híbrida, em que o mistério em torno do suicídio de Quain não é resolvido. 

c) Há na obra dois focos narrativos: Manoel Perna, engenheiro da cidade de Carolina e amigo de Buell, e um jornalista, o narrador-investigador, anônimo. 

d) Sessenta e três anos depois da morte de Buell, a curiosidade do narrador-inves – tigador é despertada por meio da leitura de um artigo de jornal. 

e) Enquanto o narrador-investigador deseja revelar o motivo pelo qual Quain se matou, Manoel Perna parece tentar preservá-lo. 

  • Parabéns, você fez todos os Exercícios sobre Nove Noites. Confira agora o Gabarito: 

Gabarito dos Exercícios sobre Nove Noites

Exercício resolvido da questão 1 –

Alternativa correta: c) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.

Exercício resolvido da questão 2 –

Alternativa correta: e) é realizada de forma intuitiva e os seus resultados finais são, portanto, questionáveis.  

Exercício resolvido da questão 3 –

Alternativa correta: d) O autor Bernardo Carvalho constrói uma obra diferente e complexa, em que mistura realidade e ficção, apresentando um enigma em torno de um suicídio cujas causas serão investigadas. Porém, a verdade permanecerá ambígua. 

Exercício resolvido da questão 4 –

Alternativa correta: d) A experiência do narrador-investigador, desencadeada pelo convívio com os índios na infância, é o ponto de partida para a recuperação da memória de seu avô, Marechal Cândido Rondon. 

Exercício resolvido da questão 5 –

Alternativa correta: a) O relato dos fatos reais é inquestionavelmente verdadeiro, uma vez que Buell Quain existiu e esteve no Brasil para desempenhar uma pesquisa. 

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