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As 10 melhores questões sobre Carlos Drummond de Andrade com gabarito!

As 10 melhores questões sobre Carlos Drummond de AndradeAs 10 melhores questões sobre Carlos Drummond de Andrade
Simulado Beduka

Considerado um dos mais importantes escritores brasileiros do século XX, a poesia de Carlos Drummond de Andrade costuma aparecer com frequência no Enem e demais Vestibulares. Neste artigo, você conhecerá um pouco mais a respeito da figura do poeta e suas obras, além de conferir as melhores questões sobre Carlos Drummond de Andrade!

Se quiser ir diretamente para alguma parte do texto, clique em um dos tópicos abaixo:

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Quem foi Carlos Drummond de Andrade?

Carlos Drummond de Andrade nasceu na cidade de Itabira do Mato Dentro em Minas Gerais, no ano de 1902.

Filho de fazendeiros, durante sua adolescência foi estudar em colégios internos em Belo Horizonte e logo após em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.

Depois de se formar no Rio, voltou para Belo Horizonte, onde começou sua carreira como escritor no Diário de Minas em 1921.

Em 1928, a publicação da poesia “No Meio do Caminho” na Revista de Antropofagia de São Paulo, mudou os rumos de sua carreira. 

A obra foi criticada pela imprensa por conta de sua construção repetitiva e estrofes diferenciadas, ganhou repercussão e foi apontada como uma forma de provocação na época.

No ano de 1942, o autor publicou seu primeiro livro de prosa “Confissões de Minas”. A partir dos anos 60 começou a escrever para jornais do Rio de Janeiro e passou a dedicar-se à produção de crônicas e poesias.

Principais características e obras de Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade é considerado um dos maiores poetas do século XX. O escritor pertenceu à segunda geração do Modernismo Brasileiro.

O estilo poético do autor ficou marcado pelas observações do cotidiano misturadas com traços de ironia, pessimismo e humor.

Em sua obra literária estão, além dos poemas, crônicas, contos, ensaios e literatura infanto-juvenil.

Entre suas principais obras estão:

  • Alguma Poesia (1930)
  • Sentimento do Mundo (1934)
  • A Rosa do Povo (1945)
  • Claro Enigma (1951)
  • Antologia Poética (1962)
  • Poemas (1971)

Confira a seguir as melhores questões sobre Carlos Drummond de Andrade, com gabarito!

Questões sobre Carlos Drummond de Andrade

Questão 1 – (ENEM)

Aquele bêbado

— Juro nunca mais beber — e fez o sinal da cruz com os indicadores. Acrescentou: — Álcool.

O mais ele achou que podia beber. Bebia paisagens, músicas de Tom Jobim, versos de Mário Quintana. Tomou um pileque de Segall. Nos fins de semana, embebedava-se de Índia Reclinada, de Celso Antônio.

— Curou-se 100% do vício — comentavam os amigos.

Só ele sabia que andava mais bêbado que um gambá. Morreu de etilismo abstrato, no meio de uma carraspana de pôr do sol no Leblon, e seu féretro ostentava inúmeras coroas de ex-alcoólatras anônimos.

ANDRADE, C. D. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991.

A causa mortis do personagem, expressa no último parágrafo, adquire um efeito irônico no texto porque, ao longo da narrativa, ocorre uma

a) metaforização do sentido literal do verbo “beber”.

b) aproximação exagerada da estética abstracionista.

c) apresentação gradativa da coloquialidade da linguagem.

d) exploração hiperbólica da expressão “inúmeras coroas”.

e) citação aleatória de nomes de diferentes artistas.

Questão 2 – (UFN)

Poeta que fala com humor e ironia da mediocridade da “vida besta” que permeia o cotidiano e cujas obras A Rosa do Povo e Claro Enigma são marcadas por vigoroso espírito de síntese e pelo sentido trágico da existência humana. Esse poeta é

a) Vinícius de Moraes.

b) Carlos Drummond de Andrade.

c) Olavo Bilac.

d) Mário de Andrade.

e) Murilo Mendes.

Questão 3 – (UNIVESP

Leia o poema para responder à questão.

Amar

Que pode uma criatura senão,

Entre criaturas, amar?

Amar e esquecer, amar e malamar,

Amar, desamar, amar?

Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,

Sozinho, em rotação universal,

Senão rodar também, e amar?

Amar o que o mar traz à praia,

O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,

É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,

O que é entrega ou adoração expectante,

E amar o inóspito, o cru,

Um vaso sem flor, um chão de ferro,

E o peito inerte, e a rua vista em sonho, e

Uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,

Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,

Doação ilimitada a uma completa ingratidão,

E na concha vazia do amor a procura medrosa,

Paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,

E na secura nossa amar a água implícita,

E o beijo tácito, e a sede infinita.

– Carlos Drummond de Andrade, em “Claro enigma”. 1951.

A respeito do termo malamar, presente na primeira estrofe do poema, pode-se afirmar corretamente que trata-se de

a) Um verbo muito usado na linguagem mais formal, característica do autor.

b) Um advérbio de lugar, referente à localização próxima ao mar.

c) Um adjetivo que qualifica a forma de amar típica do poeta.

d) Um neologismo, palavra criada por Drummond pela junção do verbo amar e do advérbio de modo mal.

e) Um vocábulo que Drummond tomou emprestado da língua italiana, recurso recorrente na obra do autor.

Opa, já foram três das questões sobre Carlos Drummond de Andrade. Você está indo bem!

Questão 4 – (UEA

Legado

Que lembrança darei ao país que me deu

Tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?

Na noite do sem fim, breve o tempo esqueceu

Minha incerta medalha, e a meu nome se ri.

E mereço esperar mais do que os outros, eu?

Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.

Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu,

A vagar, taciturno, entre o talvez e o se.

Não deixarei de mim nenhum canto radioso,

Uma voz matinal palpitando na bruma

E que arranque de alguém seu mais secreto espinho.

De tudo quanto foi meu passo caprichoso

Na vida, restará, pois o resto se esfuma,

Uma pedra que havia em meio do caminho.

(Carlos Drummond de Andrade. Claro enigma, 2012.)

Considerando que pleonasmo constitui “redundância de expressão, em que um termo repete o que outro já exprimiu”, indique o verso em que tal figura de sintaxe se manifesta.

a) “Na noite do sem fim, breve o tempo esqueceu”

b) “Minha incerta medalha, e a meu nome se ri.”

c) “Tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?”

d) “Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.”

e) “Uma pedra que havia em meio do caminho.”

Questão 5 –  (ITA

O livro “Claro Enigma”, uma das obras mais importantes de Carlos Drummond de Andrade, foi editado em 1951.

Memória

Amar o perdido

Deixa confundido

Este coração.

Nada pode o olvido

Contra o sem sentido

Apelo do Não.

As coisas tangíveis

Tornam-se insensíveis

À palma da mão.

Mas as coisas findas,

Muito mais que lindas,

Essas ficarão.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. “Claro Enigma”, Rio de Janeiro: Record, 1991.)

Sobre esse texto, é correto dizer que

a) A passagem do tempo acaba por apagar da memória praticamente todas as lembranças humanas; quase nada permanece.

b) A memória de cada pessoa é marcada exclusivamente por aqueles fatos de grande impacto emocional; tudo o mais se perde.

c) A passagem do tempo apaga muitas coisas, mas a memória afetiva registra as coisas que emocionalmente têm importância; essas permanecem.

d) A passagem do tempo atinge as lembranças humanas da mesma forma que envelhece e destrói o mundo material; nada permanece.

e) O homem não tem alternativa contra a passagem do tempo, pois o tempo apaga tudo; a memória nada pode; tudo se perde.

Metade das questões sobre Carlos Drummond de Andrade respondidas! Vamos lá! Mais cinco pela frente!

Questão 6 – (FGV-SP)

Texto para a questão

Um boi vê os homens

Tão delicados (mais que um arbusto) e correm

E correm de um para outro lado, sempre esquecidos

De alguma coisa. Certamente, falta-lhes

Não sei que atributo essencial, posto se apresentem nobres

E graves, por vezes. Ah, espantosamente graves,

Até sinistros. Coitados, dir-se-ia não escutam

Nem o canto do ar nem os segredos do feno,

Como também parecem não enxergar o que é visível

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E comum a cada um de nós, no espaço. E ficam tristes

E no rasto da tristeza chegam à crueldade.

(…)

Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma.

O fato de trazer o boi como sua referência primordial vincula mais diretamente o poema à seguinte linha temática, dentre as que compõem o livro Claro enigma:

a) Crítica do engajamento político.

b) Memória do passado mineiro do poeta.

c) Metalinguagem, como crítica do fazer poético.

d) Madureza – ou a experiência do envelhecimento.

e) Desilusões do amor.

Questão 7 – (FGV-SP

Consideração do poema:

Não rimarei a palavra sono

Com a incorrespondente palavra outono.

Rimarei com a palavra carne

Ou qualquer outra, que todas me convêm.

As palavras não nascem amarradas,

Elas saltam, se beijam, se dissolvem,

No céu livre por vezes um desenho,

São puras, largas, autênticas, indevassáveis.

Uma pedra no meio do caminho

Ou apenas um rastro, não importa.

Estes poetas são meus. De todo o orgulho,

De toda a precisão se incorporam

Ao fatal meu lado esquerdo. Furto a Vinicius

Sua mais límpida elegia. Bebo em Murilo.

Que Neruda me dê sua gravata

Chamejante. Me perco em Apollinaire. Adeus, Maiakovski.

São todos meus irmãos, não são jornais

Nem deslizar de lancha entre camélias:

É toda a minha vida que joguei.

Estes poemas são meus. É minha terra

E é ainda mais do que ela. É qualquer homem

Ao meio-dia em qualquer praça. É a lanterna

Em qualquer estalagem, se ainda as há.

– Há mortos? há mercados? há doenças?

É tudo meu. Ser explosivo, sem fronteiras,

Por que falsa mesquinhez me rasgaria?

Que se depositem os beijos na face branca, nas principiantes rugas.

O beijo ainda é um sinal, perdido embora,

Da ausência de comércio,

Boiando em tempos sujos.

(…)

Carlos Drummond de Andrade, A rosa do povo.

Em sua consideração do poema, o poeta reivindica como traço de sua poética, entre outros,

a) O abandono do verso.

b) A intertextualidade.

c) O primado do individualismo.

d) A musicalidade.

e) O didatismo.

Questão 8 – (UFRN

Leia o poema “Episódio”, que integra  “A rosa do povo”, de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1945, num contexto histórico e político dominado pela ordem social burguesa.

Manhã cedo passa

À minha porta um boi.

De onde vem ele

Se não há fazendas?

Vem cheirando o tempo

Entre noite e rosa.

Para à minha porta

Sua lenta máquina.

Alheio à polícia

Anterior ao tráfego

Ó boi, me conquistas

Para outro, teu reino.

Seguro teus chifres:

Eis-me transportado

Sonho e compromisso

Ao País Profundo.

DRUMMOND, Carlos. Nova reunião: 23 livros de poesia. Rio de Janeiro: Edições BestBolso, 2009. 

Nesse poema, o eu-lírico

a) Exalta a experiência do universo urbano em detrimento da experiência rural.

b) Expressa a contradição entre o ritmo da civilização moderna e o ritmo da vida do campo.

c) Exprime inadaptação ao cotidiano urbano e descontentamento com a experiência rural.

d) Fala do cotidiano rural rústico com o desejo de partir para o espaço urbano moderno.

Questão 9 – (UPF

Primeiro grande poeta a se afirmar após as estreias modernistas, Carlos Drummond de Andrade publica, na década de 1930, os livros Alguma poesia e Brejo das almas, marcados pelo individualismo e pelo humor do poeta gauche. Entretanto, desde Sentimento do mundo, publicado no início da década de 1940, nota-se a emergência de um(a) ___________ na produção do poeta mineiro, e o livro A rosa do povo, de 1945, assinala, justamente, o momento culminante e derradeiro da ___________ de Drummond, composta sob os anos trágicos e sombrios da Segunda Guerra Mundial.

Assinale a alternativa cujas informações preenchem corretamente as lacunas do enunciado.

a) Sentimento ufanista / poesia nacionalista.

b) Senso participante / poesia metafísica.

c) Pendor filosofante / poesia metafísica

d) Sentimento nostálgico / poesia memorialística.

e) Concepção formalista / poesia experimental.

Só falta a última das questões sobre Carlos Drummond de Andrade. Vamos até o fim!

Questão 10 – (UNEMAT

No livro Alguma poesia (2010, p. 87), Carlos Drummond de Andrade escreve:

ANEDOTA BÚLGARA

Era uma vez um czar naturalista

Que caçava homens. Quando lhe disseram que também se caçam

Borboletas e andorinhas,

Ficou muito espantado

E achou uma barbaridade.

Sobre o poema é correto afirmar que:

a) Trata da alienação que a literatura provoca nos homens.

b) Discute um assunto muito atual, que é a queda das ditaduras no mundo.

c) É um protesto contra a destruição da natureza.

d) Tem a estrutura dos contos de fadas.

e) Levanta questões de consciência e alienação.

Parabéns! Você fez todas as questões sobre Carlos Drummond de Andrade. Veja o gabarito para confirmar se acertou tudo!

Gabarito das questões sobre Carlos Drummond de Andrade

Exercício resolvido questão 1 – 

Alternativa correta: a) metaforização do sentido literal do verbo “beber”.

Exercício resolvido questão 2 – 

Alternativa correta: b) Carlos Drummond de Andrade.

Exercício resolvido questão 3 – 

Alternativa correta: d) Um neologismo, palavra criada por Drummond pela junção do verbo amar e do advérbio de modo mal.

Exercício resolvido questão 4 – 

Alternativa correta: d) “Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.”

Exercício resolvido questão 5 – 

Alternativa correta: c) A passagem do tempo apaga muitas coisas, mas a memória afetiva registra as coisas que emocionalmente têm importância; essas permanecem.

Exercício resolvido questão 6 – 

Alternativa correta: b) Memória do passado mineiro do poeta.

Exercício resolvido questão 7 – 

Alternativa correta: b) A intertextualidade.

Exercício resolvido questão 8 – 

Alternativa correta:  b) Expressa a contradição entre o ritmo da civilização moderna e o ritmo da vida do campo.

Exercício resolvido questão 9 – 

Alternativa correta: b) Senso participante / poesia metafísica.

Exercício resolvido questão 10 – 

Alternativa correta: e) Levanta questões de consciência e alienação.

Esperamos ter ajudado com a nossa seleção das melhores questões sobre Carlos Drummond de Andrade. Bons estudos!

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Agradecemos por ter lido até o final!

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