Biologia

O que são Angiospermas? Resumo com as principais características, estrutura, classificação e imagens!

Resumo com as principais características das Angiospermas!Resumo com as principais características das Angiospermas!

As Angiospermas são plantas caracterizadas pela presença de flores e frutos, uma novidade evolutiva surgida neste grupo. Elas ainda se dividem em duas classes conforme a disposição da raiz e das folhas, podendo ser dicotiledôneas e monocotiledôneas. Para entender o que são Gimnospermas, atente-se para a sua reprodução que é do tipo dupla!

Neste artigo sobre o que são Angiospermas, você encontrará:

  1. O que são Angiospermas? Exemplos e Função
  2. Estruturas das Angiospermas – partes da flor
  3. Como é a reprodução das Angiospermas
  4. Classificação das Angiospermas: Monocotiledôneas e Dicotiledôneas
  5. Principais características das Angiospermas – Resumo
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Principais características das Angiospermas – Resumo

Se você já é fera nos conceitos de botânica, podemos listar as principais características das Angiospermas:

  • São organismos eucariontes e pluricelulares
  • Estão classificadas no Reino Plantae e são as mais complexas da linha evolutiva dos 4 grupos
  • São fanerógamas (COM sementes) 
  • Sua novidade evolutiva são as Flores e Frutos, além de possuir as estruturas evoluídas como raiz, caule e folha
  • São vascularizadas: existem vasos para conduzir a seiva bruta (água e sais minerais) chamados de xilema (ou lenho). Existem vasos que conduzem a seiva elaborada ( matéria orgânica) chamado floema (ou líber)
  • Reprodução independente de água e possível por fatores bióticos (seres vivos) ou abióticos (vento)
  • Apresentam Fecundação Dupla 
  • São subdivididas em Monocotiledôneas e Dicotiledôneas

Mas se não entendeu o que foi dito, confira a explicação completa passo a passo para clarear a sua mente:

O que são Angiospermas? Exemplos das plantas

As Angiospermas são o grupo das plantas mais complexos, caracterizados por apresentar flores e frutos. Os principais exemplos são as flores ornamentais como rosas, orquídeas, violetas e aquelas com frutos comestíveis como macieira, bananeira, coqueiro, etc.

Elas também são as mais diversas, apresentando mais de 250 mil espécies espalhadas pelo mundo e com diferentes tamanhos. Sendo assim, o habitat também é variado, podendo ocupar biomas frios ou quentes, úmidos ou secos.

A palavra “Angiosperma” vem do grego: “angeios” e “sperma”, que significam “urna/caixa/bolsa” e “semente”. Essas plantas representam suas principais características: possuem sementes “guardadas” dentro dos frutos.

Qual é a função das Angiospermas?

As Angiospermas têm uma importância muito grande quando analisamos sua função no nosso cotidiano. Elas sempre serviram como alimento para todos os animais frutíferos e onívoros, sendo fundamentais na manutenção da Teia e Cadeia Alimentar. 

Além disso, as flores possuem alto valor ornamental, estético e econômico, sendo utilizadas desde casas até eventos.

Estruturas das Angiospermas

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A estrutura das Angiospermas é formada, basicamente, por três partes:

  • Raízes: são responsáveis por fixar a planta no solo e absorver água e sais minerais. Neste grupo, elas são todas subterrâneas!
  • Caules: é a estrutura responsável por sustentar as folhas e fazer o transporte de seiva por toda a planta, ligando raízes às folhas. Aqui é onde passam os vasos do xilema e floema.
  • Folhas: são estruturas com formato de lâmina pendendo para fora da planta na parte mais externa. São ricas em cloroplastos e, por isso, é onde a fotossíntese ocorre e seus produtos (os açúcares) são usados para elaboração de seiva.

Porém, há outras estruturas que surgiram neste grupo:

  • Flores: são belas e delicadas, ficam bem à vista e nas extremidades das plantas, abrigando os órgãos reprodutores e o pólen. São atrativas justamente para favorecer a ação de polinizadores e potencializar a reprodução.
  • Frutos: são estruturas que se desenvolvem pelo ovário da flor, após a fecundação, e envolve a semente para protegê-la, nutri-la e, em alguns casos, ajudar na sua propagação: sementes engolidas pelos animais ao comer o fruto, costumam atravessar o tubo digestivo e ser eliminada no ambiente com as fezes, favorecendo conquista de novos territórios. Quando são comestíveis pelo homem, chamamos de fruta.

Quais são as partes da flor?

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As flores podem ser chamativas tanto pela cor quanto pelo seu formato, além de muitas vezes também exalarem odores agradáveis e produzirem o néctar. Este líquido famoso por ser adocicado serve de alimento para as abelhas, beija-flores e outros animais.

Porém, há algumas poucas flores que não são coloridas, perfumadas ou produtoras de néctar. Estas cumprem o papel básico de qualquer tipo de flor: abrigar os órgãos reprodutivos da planta, e é por meio delas que será produzida a semente e o fruto

Veremos como esse processo funciona no item “Reprodução das Angiospermas”. Por agora, só iremos entender as partes da flor:

  • Órgãos de suporte: são aqueles que sustentam a flor, como o Pedúnculo (liga a flor ao resto do ramo) e o Receptáculo ( é uma dilatação do pedúnculo, onde se inserem as pétalas e demais estruturas).
  • Órgãos de proteção: são as peças reprodutoras propriamente ditas, servindo de proteção para o miolo e ajudando a atrair polinizadores. Algumas de suas estruturas são: Cálice (conjunto de sépalas, parecidas com folhas, que servem para proteger a flor quando em botão), Corola (conjunto de pétalas que podem ser coloridas e perfumadas, com glândulas produtoras de néctar na sua base)
  • Órgãos de reprodução: são folhas férteis modificadas, localizadas mais ao centro da flor. As folhas masculinas são parte do anel mais externo e as femininas do interno. Algumas dessas estruturas são: 

Androceu (masculina, é o conjunto dos estames, o suporte dos esporângios. São constituídas por um filete (cabo) e pela antera (ponta).

Gineceu (feminina, é o conjunto de carpelos. Cada carpelo é constituído por uma oca inferior chamada ovário, onde ficam óvulos. Após a fecundação, as paredes do ovário formam o fruto. O carpelo prolonga-se pelo estilete e termina no estigma, parte que recebe o grão de pólem. Geralmente o estigma é mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopolinização e baixa variabilidade genética.

Como é a reprodução das Angiospermas?

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As Angiospermas mantém a característica de ter uma reprodução não dependente de água e sua tática para propagação é a mais diversificada: pode ser pelo vento, pelos pássaros, pelos insetos, etc.

O tipo de reprodução é Sexuada (há fecundação de gametas) e enquanto as Gimnospermas têm estróbilos como órgão reprodutor, as Angiospermas têm flores como estruturas de reprodução.

  • Vamos entender o ciclo:

Os grãos de pólen são transferidos da antera (parte masculina) até o estigma (parte feminina) das flores, esse processo é denominado polinização. Por causa das flores serem atrativas para insetos, não só os agentes abióticos (vento e água) fazem polinização, mas também os bióticos, como os insetos, pássaros, morcego e o próprio homem. 

Após ser depositado no estigma, o grão de pólen forma o tubo polínico pelo qual os gametas masculinos são transportados em direção ao óvulo. O tubo polínico cresce por dentro do estigma, atravessando o estilete até chegar na abertura do megagametófito, chamado de saco embrionário, localizada no interior do ovário.

O saco embrionário é composto por oito células e merecem destaque a oosfera e os dois núcleos polares. Os gametas masculinos fecundam tanto a oosfera quanto os núcleos polares, o que chamamos de Dupla fecundação!

A oosfera fecundada gera o embrião, os núcleos polares fecundados geram o endosperma ou albúmen, que irá nutrir o embrião durante a germinação. Após a fecundação, o ovário origina o fruto dentro do qual encontra-se a semente.

Classificação das Angiospermas

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Segundo a Taxonomia, todas as plantas estão agrupadas no Reino Vegetal e ele é subdividido em 4 grupos principais:

Na linha evolutiva das plantas, as briófitas foram as primeiras a surgir, não sendo vascularizada e nem tendo sementes. As pteridófitas já têm vasos condutores de seiva, mas não têm sementes. As gimnospermas têm sementes apenas sementes e as Angiospermas surgem com flores e frutos.

Lembre-se que toda característica adquirida em um ponto, permanece existindo nas plantas que vêm depois e se somam as próximas novidades.

Além disso, as Angiospermas são subdivididas em 2 Classes:

  • Monocotiledôneas:

O embrião dentro da semente das Angiospermas contém uma estrutura chamada cotilédone. Essa parte é um folheto embrionário modificado para a nutrição das células embrionárias. As monocotiledôneas têm apenas um cotilédone.

O tipo de nutrição que o embrião recebe também irá impactar no seu desenvolvimento físico. Por isso, surgem diferenciações visuais na sua estrutura:

Raízes fasciculadas: As monocotiledôneas têm raízes em formado de “cabeleira”, bem finas em conjuntos densos e originadas de um único ponto. 

Folhas paralelisérveas: As nervuras (riscos) que tem na folha estão dispostas em um formato mais ou menos paralelos entre si. 

Exemplos: capim, cana-de-açúcar, milho, arroz, trigo, aveias, cevada, bambu, centeio, lírio, alho, cebola, banana, orquídeas, etc.

  • Dicotiledônea:

As dicotiledôneas apresentam 2 cotilédones, por isso, surgem diferenciações visuais na sua estrutura:

Raízes pivotantes: Também chamadas raízes axiais, é composta por uma raiz principal maior que as demais e cresce em direção vertical no solo. Dela, partem várias outras raízes laterais que também se ramificam.

Folhas reticuladas: As nervuras das folhas se ramificam várias vezes, formando  a imagem de uma espécie de rede.

Exemplos: feijão, amendoim, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico, pau-brasil, ipê, cerejeira, abacateiro, acerola, roseira, morango, girassol, margarida, etc. 

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