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O que foi o Egito Antigo? Aprenda a história e as principais características

Egito AntigoEgito Antigo

O Egito Antigo foi uma civilização que floresceu no vale do rio Nilo, no nordeste da África. Sua história contém uma riqueza muito grande em acontecimentos políticos, conhecimentos e desenvolvimento de uma cultura cheia de elementos, até hoje presentes no imaginário do mundo inteiro. Conheça um pouco mais sobre o Egito Antigo com este resumo!

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Depois que você terminar de ler esse resumo sobre o Egito Antigo, que tal organizar seus estudos sobre as civilizações antigas com o plano de estudos Beduka?

O que foi o Egito Antigo?

Você lembra de um filme de muito sucesso chamado A Múmia? A depender da sua idade, talvez não. Ele foi lançado em 1999 e conta a história de exploradores europeus que, no começo do século XX, trouxeram uma múmia egípcia do século XIII a. C. de volta à vida.

O Egito Antigo tem sido uma grande fonte de conteúdo para as artes ocidentais. São inúmeros os filmes sobre Cleópatra ou a mitologia egípcia. Além disso, ele tem servido como fonte de valorização dos povos africanos que se dispersaram devido ao tráfico de escravos, servindo como um elemento de identidade para eles.

Mas que civilização era essa? Como eles se organizavam? Qual a sua história? É isso que vamos responder neste texto.

Resumo da história do Egito Antigo

O Egito Antigo é mais conhecido pelo tempo das dinastias faraônicas. Contudo, sua primeira organização foi de pequenas comunidades conhecidas como “nomos”. Eles eram independentes, mas mantinham relações entre si.

Dos “nomos” formaram-se os reinos do Alto e do Baixo Egito. O Alto Egito ocupava a parte sul do território, próximo a montanhas. Já o Baixo Egito ficava no norte, se estendendo até o mar Mediterrâneo.

No entanto, Menés (rei do Alto Egito) unificou os dois reinos no ano de 3.200 a.C. Assim, deu-se início à história das dinastias faraônicas do Egito Antigo. A unidade entre os reinos era simbolizada na coroa do faraó, que tinha duas partes, uma vermelha e outra branca, representando o baixo e o alto Egito, respectivamente.

O período dinástico do Egito é dividido em três fases:

Império Antigo (3200 a. C. – 2100 a. C.)

Foi uma fase de muitas conquistas de poder político, militar e religioso pelos faraós. Os mais destacados foram Queóps, Quéfren e Miquerinos, sendo os mandantes da construção das pirâmides encontradas em Gizé.

O final do período é repleto de revoltas que buscavam o enfraquecimento do poder faraônico. A partir destas revoltas, aconteceram guerras civis que desestabilizaram a sociedade.

Médio Império (2100 a.C. – 1580 a.C.)

A nobreza de Tebas conseguiu reunir forças para acabar com as revoltas e estabilizar novamente o império egípcio. Deste modo, esta cidade se tornou a capital do Egito e dela surgiram os faraós dos séculos seguintes.

Contudo, por volta de 1.750 a.C., os hicsos, um povo nômade asiático, invadiram o Egito e conquistaram uma parte norte do território. Fundaram sua capital em Avaris, que permaneceu por 170 anos.

Novo Império (1580 a.C. – 715 a.C.)

Os egípcios uniram forças em 1580 a.C. para expulsar os hicsos e estabelecer uma nova fase dinástica no seu território. Contudo, no fim do período, os monarcas e a classe sacerdotal entram em conflito, além de os camponeses iniciarem uma série de revoltas.

Com isso, o Egito entrou em declínio e sofreu diversas invasões de povos variados, como os assírios, os persas, os macedônios e os romanos.

Como era a política do Egito Antigo?

O Egito antigo tinha uma política monárquica, centralizada no faraó. Ao contrário do que se afirma, os faraós não eram tidos como deuses pelos egípcios. Eles eram, porém, um canal de contato entre a ordem divina e a ordem política, que deveria refleti-la. 

Assim, por meio de um mito de fundação, os egípcios entendiam que o deus que criou a ordem no mundo emanava sua divindade sobre todo o Egito. Isso se realizava por intermédio do faraó.

Com isso, a figura do faraó tinha um poder político e religioso. Ambos os poderes se relacionavam e se mantinham. O culto do deus era sustentado pela burocracia faraônica, que por sua vez era sustentada pelo culto.

Isso pode ser visto na mudança que o faraó Akhenaton fez do culto oficial. Antes era de Amon-Rá e passou a ser dirigido a Aton. Este fato levou à mudança de capital de Tebas para Akhetaton, cidade construída para abrigar o culto a Aton.

Assim sendo, pode-se dizer que o Egito Antigo tinha uma política teocrática, na qual a vontade do soberano se confundia com a vontade da divindade cultuada oficialmente.

Como era a sociedade do Egito Antigo?

Sociedade do Egito Antigo

A sociedade do Antigo Egito era hierarquizada e estamental. Ou seja, era composta por uma estrutura rígida de classes entre as quais a mobilidade social era praticamente nula.

No topo da pirâmide social do Egito Antigo estava o Faraó, seguido pelas classes privilegiadas de nobres, sacerdotes e escribas. No entanto, com a mudança da divindade, poderia haver alteração dos indivíduos que compunham esses quadros.

No inferior da pirâmide encontravam-se os camponeses, os artesãos e os escravos.

Como era a economia do Egito Antigo?

A base da economia do Egito Antigo era a agricultura. Isso era possível porque, apesar de estar numa região rodeada de desertos, o rio Nilo fertilizava o solo às suas margens, permitindo o cultivo de alimentos.

O modo de produção do Egito Antigo é chamado de modo de produção asiático. Neste sistema, o governante é o verdadeiro detentor das terras e se apropria do excedente da produção. Há, também, um regime de servidão para pagar o uso da terra.

Além da agricultura, os egípcios criavam bois, carneiros, aves e porcos. A carne, porém, não era consumida por toda a população, apenas pelos estamentos mais altos. O comércio de produtos dos artesãos compunha também a economia do Egito Antigo.

  • Que tal responder algumas questões para testar seus conhecimentos depois de ler o resumo sobre o Egito Antigo?

Como era a religião do Egito Antigo?

A religião egípcia era politéista. Significa que havia um panteão com diversas divindades. Contudo, o culto era direcionado principalmente às divindades solares, pois o sol era visto como a fonte de vida. São exemplos disso os deuses Rá e Aton.

Os deuses egípcios eram antropomórficos, ou seja, tinham aparência humana. Contudo, muitas vezes, manifestavam partes de animais também, sendo antropozoomórficos. O culto destes deuses era baseado em rituais e oferendas em sua homenagem.

Cada cidade tinha seu deus protetor e um templo dedicado para eles. Às vezes um deus dividia culto com outros, como era o caso de Amon, na cidade de Tebas. Ele só veio a ganhar projeção sobre os demais após Tebas se tornar capital do Egito e por meio da sua identificação com Rá, o Sol.

Por que os egípcios antigos tinham múmias?

Como dito no início, o filme, A múmia, tem como enredo a volta à vida de um homem mumificado. Mas por que será que os egípcios tinham costume de mumificar pessoas?

Bem, mais uma vez, o fator primordial é religioso. Os egípcios acreditavam que Osíris (o deus dos mortos) tinha sido morto por Seth (o deus da guerra). Seu corpo foi embalsamado pelo deus Anúbis (o guia dos mortos) e, assim, ele ganhou a vida eterna.

Anúbis também deu a Osíris um reino para governar os que estivessem no além-túmulo. Todos queriam entrar neste reino. Porém, para que isso acontecesse, o princípio de imortalidade que havia em todas pessoas precisava ser ativado.

A mumificação era o processo de ativação deste princípio. Por isso que ela era realizada.

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