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O que é a teoria malthusiana? Veja as características e críticas!

O que diz a Teoria Populacional Malthusiana Descubra suas características neste resumoO que diz a Teoria Populacional Malthusiana? Descubra suas características neste resumo!

A teoria populacional malthusiana foi desenvolvida por Thomas Malthus, um pastor iluminista e economista. Ele dizia que o mundo estaria destinado à miséria, porque as pessoas se reproduzem mais rápido que a produção de alimento. Porém, essa teoria foi criticada por outras correntes e ainda se demonstrou falha… Leia o texto e entenda o motivo.

Neste texto sobre o que é a teoria malthusiana, você encontrará os tópicos abaixo. Se quiser, clique em um deles para ir diretamente ao conteúdo:

  1. O que é a teoria malthusiana? Quem a criou?
  2. Em que contexto histórico essa teoria surgiu?
  3. Afinal, o que diz a teoria de Malthus?
  4. Quais são as principais características e soluções?
  5. Porque ela não deu certo + críticas!
  6. O surgimento do Neomalthusianismo e do Reformismo.
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O que é a teoria malthusiana?

A teoria malthusiana é uma das principais teorias demográficas que ficaram conhecidas no mundo. De modo geral, elas são análises que tentam entender as causas e consequências do crescimento populacional.

Existem outras que derivam dessa como crítica e contraponto, são elas as teorias neomalthusiana e reformista. Primeiro vamos entender o malthusianismo e depois as outras, assim saberemos suas características e diferenças!

Quem criou o malthusianismo?

A Teoria Malthusiana tem esse nome porque foi elaborada por Thomas Robert Malthus (1766-1834). Ele era um pastor anglicano que exercia a função de economista e também foi influenciado por alguns autores iluministas.

É importante saber disso porque você pode identificar alguns traços de sua teoria que tem a ver com o seu contexto e posição social. Vamos lá:

Em que contexto histórico a teoria populacional malthusiana foi desenvolvida?

O malthusianismo é uma ideia sobre demografia que foi criada no final do século XVIII. Ou seja, em plena Revolução Industrial.

Como você deve saber, a primeira revolução industrial trouxe mudanças drásticas para a sociedade, coisas nunca vividas antes. 

A Europa sofreu um intenso êxodo rural, com camponeses saindo do interior e buscando uma vida na cidade pelas novas tecnologias e promessas. Mas a verdade é que era muita mão de obra, então ficou desvalorizada e os trabalhadores recebiam pouquíssimo.

Além disso, com menos gente no campo, a produção de alimentos caiu. Assim, estamos falando de um cenário em que a fome e a pobreza cresciam, juntamente com um grande crescimento populacional nos centros urbanos.

As novas tecnologias desenvolvidas na medicina também influenciaram, pois possibilitaram que a população tivesse maior acesso às vacinas e aos medicamentos. Isso aumentou a expectativa de vida e diminuiu a taxa de mortalidade infantil.

Vamos ver um exemplo: a Grã-Bretanha foi quem iniciou a Revolução Industrial, quando tinha um contingente populacional de 5 milhões de habitantes em 1750. Meio século depois, a população já passava dos 20 milhões. 

Esse crescimento acelerado da população foi impulsionado pela Revolução Industrial , que também se espalhou para outros países. Assim, o fenômeno de aumento demográfico passou a ser visto em todo o mundo. 

Foi nesse contexto inédito que as teorias demográficas passaram a ser elaboradas! 

Agora vamos direto ao ponto e entender o que o malthusianismo dizia:

Afinal, o que diz a teoria malthusiana?

Malthus escreveu uma obra chamada “Ensaio sobre o Princípio da População”, onde desenvolvia uma ideia que pode ser resumida assim:

“As pessoas crescem em progressão geométrica, enquanto os alimentos crescem em progressão aritmética. Isso gera miséria e fome no mundo inteiro.”

Calma! É um pouquinho de matemática misturada com geografia, mas é simples de entender:

A progressão geométrica (PG) é aquela que cresce de forma exponencial, como a sequência (2,4,8,16,32,64,128…).

A progressão aritmética (PA) é aquela que cresce de forma linear, como a sequência (2,4,6,8,10,12,14,16…).

Em outras palavras, ele dizia que as pessoas crescem se multiplicando, enquanto a produção de alimento cresce se somando. 

Passado um tempo, teríamos mais pessoas para sustentar e menos recursos disponíveis. Isso porque o ritmo de produção é menor que o ritmo de crescimento populacional.

Isso implica em uma série de pensamentos, vamos conhecê los:

Quais são as principais características da teoria malthusiana?

A principal marca do malthusianismo é o pessimismo evidente sobre o desenvolvimento humano. Malthus acreditava que as coisas sempre aconteceriam assim, então deduziu que a pobreza fazia parte do destino da humanidade.

Portanto, o aumento da população seria a causa enquanto a miséria seria uma consequência.

Mas ele não parou por aí…

Divergindo com alguns iluministas de sua época, Malthus não acreditava que toda a população devesse ser igual. Para ele, a desigualdade era inevitável, independente de quão grande e intensa ela fosse.

Isso porque se todos fossem prósperos, provocaria um aumento da produção e da população. Assim, haveria um outro tipo de desequilíbrio entre a produção de alimentos e a humanidade, no futuro.

Soluções propostas por Thomas Malthus

Para conter o ritmo acelerado do crescimento populacional, Malthus acreditava que deveria existir um controle de natalidade

Naquela época não existiam métodos contraceptivos como os de hoje, então ele chamou a melhor solução de “controle moral”. Ela consistia na abstinência sexual ou no adiamento de casamentos. 

Além disso, ele fez a observação de que as guerras e pestes eram fenômenos que faziam bem, porque diminuíam o contingente populacional de forma natural.

Vale ressaltar que esse controle foi sugerido com o foco na população mais pobre. Isso porque, para Malthus, era o grande contingente populacional que gerava a pobreza. Se os mais pobres tinham mais filhos, era aí que esse ciclo deveria ser interrompido.

Assim, deveriam ser abolidas as ajudas e caridade aos pobres. Se essas medidas não fossem suficientes, o governo deveria ampliar as classes médias criando um ambiente em que os mais pobres pudessem progredir por sua conta.

Por que a teoria malthusiana não deu certo?

As previsões levantadas pela teoria de Malthus não se confirmaram porque ele focou em um contexto pontual de alguns países e se fechou nisso. É como se ele considerasse a sociedade parada, estática, e assumiu que ela sempre seria desse jeito.

Então, ele não conseguiu prever as possibilidades de mudanças externas que aconteceram depois.

Aconteceu algo não imaginado por Malthus: as novas tecnologias foram implantadas não só nas cidades, mas também nos campos. A partir daí, a produção de alimentos também começou a crescer de forma exponencial.

Além disso, as mulheres entraram no mercado de trabalho e, consequentemente, começaram a ter menos filhos. 

Essas ideias começaram a ser refutadas em meio a um fenômeno de que os países mais desenvolvidos tiveram uma queda na taxa de natalidade. 

Assim, a população não dobrou a cada 25 anos. O que aconteceu foi quase que o contrário. O alimento em PG e as pessoas em PA!

Críticas ao malthusianismo

A princípio, as teorias de Malthus faziam sentido para a época, pois foi o primeiro estudo feito sobre isso. Com o passar dos anos, a produção de alimento cresceu, a fome e miséria não tomaram conta do mundo, mas continuaram existindo.

A partir disso, umas das principais críticas a Malthus é que ele não foi visionário e pensou de forma limitada. Pois ele nem cogitou o progresso científico na agro-pecuária ou na criação de métodos anticoncepcionais.

Ela também foi bastante criticada por ser considerada pessimista e cruel, por considerar a miséria mundial um fato e colocar a culpa nos pobres. 

O que é o Neomalthusianismo e o Reformismo

Embora as previsões e conclusões de Malthus fossem erradas, seus artigos serviram de base para iniciar os estudos na área demográfica. 

No século XX, seu pensamento foi reformulado e aplicado na teoria Neomalthusiana.

Logo depois, surge uma teoria oposta chamada Reformista.

Existem outras além dessas, umas fazendo críticas às outras. Mas aqui vamos entender somente essas duas, porque são as mais famosas que caem nas provas:

Teoria Neomalthusiana

A Teoria Neomalthusiana foi desenvolvida no início do século 20 e demonstrava receio em relação ao crescimento acelerado da população nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. 

É como um resgate daquele “medo” sobre muitas pessoas prosperarem, aumentarem os gastos com a produção e voltarem à miséria. Mas aqui a solução seria o investimento em educação, saúde e também no controle da natalidade.

Como fala-se em uma época mais moderna, já existiam meios artificiais de contracepção e combate à concepção. Exemplo é o uso de anticoncepcionais, a indústria de promoção ao aborto e a camapanha de implantação involuntária e massiva de DIU.

Muitos testes foram feitos na população pobre e até hoje se faz propaganda sobre isso, usando os mesmos argumentos: acabar com a pobreza impedindo que pobres e deficientes nasçam. 

Uma figura histórica que apoiava esse pensamento era Adolf Hitler. O nome dessa mentalidade é Eugenia e foi usado para endossar o holocausto na 2° Guerra Mundial.

Os neomalthusianos apresentavam ideias alarmistas e associadas a alguns movimentos ambientalistas. Afirmam que, se o crescimento populacional não for contido, os recursos naturais na Terra serão esgotados.

Novamente, as críticas feitas à essa ideia giram em torno do pessimismo, da falta de visão para enxergar inovações e da vontade autoritária de controlar as decisões reprodutivas das pessoas. É uma diminuição da liberdade do casal em prol do planejamento estatal.

Teoria Reformista ou Marxista

Os reformistas foram um dos vários movimentos contrários à Teoria Neomalthusiana, mas foi o que ganhou mais destaque. As ideias desses pensadores seguiam caminhos opostos.

Para os reformistas, o aumento das taxas de natalidade era resultado da pobreza, não a causa. De acordo com essa teoria, a pobreza existia porque havia déficit na educação, saúde e saneamento básico.

Assim, embora o raciocínio e a análise sejam diferentes e opostas, a solução vai ser semelhante.

Segundo eles, é necessário investir em saúde e educação para que as desigualdades sejam totalmente extinguidas e o controle populacional seja melhor aceito.

Isso inclui a esterilização da população, a criação do planejamento familiar e o controle do número de filhos permitido por casal. Um exemplo de sua aplicação é na China.

A solução seria colocar tudo nas mãos do governo e fazer valer por meio de políticas públicas. Por isso, ela também é chamada de Teoria Marxista. Não à toa, essa teoria foi elaborada em meio ao período da Guerra Fria.

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