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Resumo sobre Grécia Antiga: Aprenda a origem, história, cultura e economia desta sociedade

Resumo sobre a Grécia AntigaResumo sobre a Grécia Antiga

A Grécia Antiga foi uma importante civilização que se desenvolveu às margens do mar Mediterrâneo. Sua história é marcada pelo florescimento da Filosofia em suas cidades, dentre outras coisas que influenciam até hoje uma grande parte do mundo e estão presentes em provas como o Enem. Leia nosso resumo sobre a Grécia Antiga e fique por dentro dos aspectos mais importantes desta sociedade.

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O que foi a Grécia Antiga? (Resumo)

O mundo grego é uma referência muito presente nas produções artísticas ocidentais. Autores de filmes, livros e séries se baseiam nos mitos e na história grega para construir peças narrativas que chegam a diversas partes do mundo.

Por exemplo, o filme Tróia, de 2004, que conta a história do herói Aquiles. A trama tem como base o poema Ilíada, escrito por Homero no século VIII a.C, e foi um sucesso de bilheteria.

Mas por que os gregos têm esse lugar na nossa cultura? O que eles fizeram para influenciar até hoje na arte, nas leis e na política? É o que você descobre neste artigo.

Resumo da história da Grécia Antiga

A Grécia Antiga foi uma civilização que floresceu às margens do mar Mediterrâneo num período que se estende entre o século XX a.C. e o século II a.C, quando passou a ser dominada por Roma.

Ao contrário do que muita gente acredita, a Grécia Antiga não era um único país, mas sim um conjunto de cidades-estados que compuseram o que se chama de mundo grego. As cidades eram independentes entre si, mas mantinham costumes em comum.

Isso se dava pela formação de redes de contato que mantinham entre si, estabelecendo uma cultura muito similar. A língua, a religiosidade, as formas artísticas e mesmo as políticas eram muito parecidas.

A história da Grécia Antiga pode ser dividida em cinco períodos:

  • Pré-Homérico (séculos XX – XII a.C.)
  • Homérico (séculos XII – VII a.C.)
  • Arcaico (séculos VII – VI a.C.)
  • Clássico (Séculos V – IV a.C.)
  • Helênico (séculos IV a.C. – II a.C.)

Período Pré-Homérico (séculos XX – XII a.C.)

O período Pré-Homérico é o conjunto dos séculos em que a civilização grega se formou. Isto se dá através do contato e miscigenação de outros povos indo-europeus, sendo eles: os jônios, os aqueus, os eólios e os dórios.

A chegada de cada povo ao território situado ao sul da península balcânica que passou a ser a Grécia aconteceu em diferentes momentos da história.

Os aqueus foram os primeiros, a se estabelecerem no local em 1600 a.C. Sua cultura foi influenciada grandemente por uma civilização anterior, conhecida como minóica ou cretense, por ter florescido na ilha de Creta a partir de 2000 a.C.

Eles tinham origem na cidade de Micenas, de onde se espalharam até a região do Peloponeso. Neste local, eles conquistaram a cidade de Creta, estabelecendo uma série de intercâmbios econômicos e culturais.

Os povos Aqueus já falavam o grego e não tinham unidade política, pois se dividiam em cidades-estados cujo centro político era o palácio, à semelhança dos cretenses.

Os Eólios tiveram sua origem na Macedônia e se espalharam pelo território grego por volta do século XVIII a.C. Já os Jônios eram originários da Ásia Menor, atual Turquia.

Os dóricos eram um povo guerreiro, os últimos a chegar na Grécia. Conhecidos pela violência de suas conquistas, provocaram a dispersão dos demais povos que habitavam a região.

Período Homérico (séculos XII – VII a.C.)

A invasão dórica estabeleceu uma nova forma de organização social baseada na Genos, ou seja, numa comunidade que tinha uma origem comum, familiar.

Nela, a terra era dividida entre as famílias para a produção e subsistência. As relações eram lideradas pelo pater, o patriarca, que detinha o poder político, religioso e militar.

Contudo, com o crescimento da população e a desigualdade na distribuição das terras, o sistema gentílico começou a entrar em decadência. As famílias de poucas posses se uniram em fratrias (conjuntos de genos) para reivindicar a mudança na ordem.

No entanto, não conseguiram o que almejavam, então buscaram fortalecer os laços entre si. A união entre as fratrias fez surgir as tribos que, ao se unirem, formaram as cidades-estado.

Com a crise do sistema gentílico, muitas famílias tiveram de emigrar. Por meio deste fluxo migratório, diversas colônias foram estabelecidas, aumentando a extensão do mundo grego ao longo do mar Mediterrâneo.

Período Arcaico (séculos VII – VI a.C.)

É neste período que surgem as polis. As tribos que se formaram a partir da união entre as fratrias, fundaram cidades fortificadas em espaços de grande altitude, conhecidas como acrópoles – cidades do ar, em grego.

Nestes espaços urbanos acontecem diversas inovações, como o surgimento do alfabeto fonético e a divisão do trabalho no comércio. É neste período também que surge a Filosofia, com Tales, da cidade de Mileto.

Neste momento, a quantidade de cidades gregas ultrapassava o número de 100. As duas pólis principais foram Esparta e Atenas. A primeira foi fundada pelos dórios e a segunda pelos jônios. Elas serviam de inspiração para as demais na formação política e cultural.

Atenas era conhecida pela democracia estabelecida por Clístenes, no século VI a.C., pela Filosofia, pela educação humanista e liberal. Já Esparta era conhecida pela sua diarquia e pelo militarismo.

Período Clássico (Séculos V – IV a.C.)

O período clássico se inicia com as guerras médicas. Elas foram travadas entre os gregos e os persas, também conhecidos como medos, por isso o “médicas” das guerras.

Com o fim dessas guerras, os atenienses lideraram uma liga de cidades, conhecida como Liga de Delos. Cada pólis era obrigada a contribuir para o fortalecimento naval e militar da Liga, a fim de garantir a resistência contra possíveis invasões estrangeiras.

Esse período coincide com o esplendor cultural de Atenas. O período clássico é conhecido como a era de ouro grega. É nele que surgem as figuras de Sócrates, Platão e Aristóteles, os principais nomes da Filosofia Grega.

Essa hegemonia de Atenas sobre as demais cidades foi mal vista pelos espartanos, que formaram a Liga do Peloponeso para se impor sobre o mundo grego. 

O conflito entre as duas ligas é conhecido como guerra do Peloponeso, e aconteceu entre 431 a.C. e 404 a.C.

Contudo, com as disputas internas, as cidades gregas ficaram fragilizadas e foram dominadas pelos macedônios.

Período Helenístico (séculos IV a.C. – II a.C.)

Com a dominação macedônica, realizada por Filipe II em 338 a.C. e a expansão do seu império para o Oriente, houve uma mescla entre as culturas que caracterizou o período helenístico.

O filho de Filipe II, Alexandre, foi quem realizou a expansão, com o desejo de levar a cultura grega para os demais lugares do mundo. Seu império chegou à Pérsia, ao Egito e à Palestina.

No século II a.C., aconteceu a invasão dos romanos que transformaram o mundo grego em um de seus protetorados. No entanto, os romanos assimilaram muito da cultura grega e à preservaram com muitos cidadãos romanos sendo educados por escravos gregos.

Como funcionava a política na Grécia Antiga?

Como cada pólis era independente, o regime político e as formas de participação eram diferentes. Ou seja, cada cidade possuía um tipo de governo e uma organização social. São exemplares os casos de Esparta e Atenas.

Enquanto Atenas tinha uma compreensão mais democrática, permitindo que todos os cidadãos livres participassem das deliberações, Esparta tinha um regime chamado de diarquia. No caso, dois reis detinham o poder sobre a cidade.

Contudo, a política em Atenas nem sempre foi democrática. Em alguns momentos de sua história ela também foi uma monarquia (período Pré-Homérico), ou viveu sob a tirania (no período Arcaico).

Como era a economia na Grécia Antiga?

A base da economia grega antiga era a produção manufatureira, a agricultura e o comércio. Contudo, pela proximidade com o mar e o solo pouco fértil, a atividade principal era a pesca e comércio.

A moeda com que se faziam as transações econômicas gregas era conhecida como dracma. Ela esteve em circulação até 2002, quando o Euro foi adotado na Grécia moderna.

Cidades, como Atenas, permitiam o uso de mão-de-obra escrava pelos proprietários. No entanto, em Esparta havia um regime de servidão pública, em que os servos, conhecidos como hilotas, pertenciam à cidade.

Como era a religião na Grécia Antiga?

A religião dos gregos era politeista, ou seja, havia a crença na existência de diversas divindades. Cada cidade-estado tinha um deus protetor e em honra dos deuses, muitos festivais aconteciam.

Um exemplo deles são as festas dionisíacas, em que havia a apresentação dos concursos de peças teatrais.

A religião para os gregos, de forma geral, era muito importante. Era um fator primordial para a formação de cidades, onde as redes de solidariedade e sociabilidade eram definidas pelo culto.

Os gregos tinham a crença também nos deuses dos lares, cultuados pelas famílias.

  • Depois de ler este resumo sobre a Grécia Antiga, veja nosso texto sobre mitologia.

Como era a cultura da Grécia Antiga?

Os gregos antigos tiveram uma cultura muito rica e nos deixaram boa parte de suas produções. Os vasos de cerâmica com desenhos de situações mitológicas, a música, a poesia, o teatro, os mitos, entre outros elementos fazem parte dessa cultura. .

A música era algo de muita importância, utilizada para alegrar banquetes e acompanhar os eventos religiosos. Estava presente também nos festivais, nos quais aconteciam os concursos de teatro.

As peças artísticas utilizavam-se da mitologia, ressignificando os mitos para demonstrar a situação política do momento em que eram escritas.

A produção intelectual grega foi muito profunda, sendo o berço de ciências como a História e a Filosofia.

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