Filosofia

O que é a Fundamentação da Metafísica dos Costumes? Principais aspectos do livro

fundamentação da metafísica dos costumesO que é a Fundamentação da metafísica dos costumes?

A Fundamentação da Metafísica dos Costumes é uma das obras mais importantes do filósofo Immanuel Kant. Através dela, ele se propõe a responder uma pergunta sobre o agir humano, ou seja, da Ética. Esse livro é citado em questões do Enem, leia este resumo para responder bem às provas.

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Informações gerais

A Fundamentação da Metafísica dos costumes é uma importante obra da Filosofia iluminista. Antes de tratarmos do conteúdo do livro, vamos conhecer seus aspectos técnicos.

Ficha técnica

Título: Fundamentação da Metafísica dos Costumes (Grundlegung zur Metaphysik der Sitten, no original em alemão)

  • Autor: Immanuel Kant
  • Ano de publicação: 1785
  • Área: Filosofia
  • Sub-área: Ética
  • Movimento filosófico: Iluminismo

Quem foi Immanuel Kant?

Immanuel Kant nasceu na pequena cidade de Konigsberg, atual Alemanha, em 1724. Ele veio de uma família protestante luterana e recebeu uma educação baseada no ramo pietista dessa religião.

Seus pais garantiram sua instrução e ele chegou a ser professor da universidade de sua cidade. Seu interesse inicial era na Filosofia da Natureza, mas ele logo mudou para os campos da Teoria do Conhecimento, da Antropologia e da Ética.

O que movia Kant eram quatro perguntas: o que posso saber? O que devo fazer? O que esperar? O que é o homem?

A Fundamentação da Metafísica dos Costumes responde à segunda pergunta. Vamos ver um resumo sobre ela a seguir.

O que diz a Fundamentação da Metafísica dos Costumes?

A Fundamentação da Metafísica dos Costumes é um dos livros mais importantes de Kant. Publicada pela primeira vez em 1785, tornou-se uma referência nos estudos da Ética e da Moral.

No começo, ele afirma que a antiga filosofia grega dividia a ciência em três: a lógica, a ética e a física. Para ele, a divisão está correta, mas era preciso apresentar seus princípios. A intenção de Kant com este livro é a fixação do princípio supremo da ética.

Além disso, o objetivo de Kant não é somente especulativo, mas também prático. Ele entende que é preciso expor o critério para que cada um possa analisar o valor de suas ações.

Para fazer isso, Kant separa a parte empírica das considerações éticas e se volta para a racionalidade.

Ou seja, ele não analisa o que as pessoas estão fazendo, a experiência. Seu interesse é buscar o fundamento racional e universal da moralidade. É por isso que a fundamentação é metafísica, pois esta palavra na filosofia de Kant se refere ao conhecimento racional.

Para Kant, a moralidade é a submissão da vontade humana a um dever. E o dever é a necessidade de cumprir uma ação em respeito à lei moral.

Kant define o dever de duas formas: dever por dever e o dever conforme o dever. Somente o primeiro tem valor moral, pois ele é livre de qualquer interesse, exceto o de cumprir a lei moral. Já o dever conforme o dever é algo feito visando um retorno.

Por exemplo, defender a própria vida é agir conforme o dever, mas mantê-la mesmo diante de sofrimentos é um dever pelo dever.

Vamos ver quais são os pontos principais que ele trouxe nesta obra.

  • Leia nosso artigo sobre Ética e Moral e entenda a diferença entre as duas.

Quais são os pontos centrais da Fundamentação da Metafísica dos Costumes?

O livro possui seis pontos centrais para a argumentação de Kant sobre a Ética. Leia até o final para conhecer todos os itens da Fundamentação da Metafísica dos Costumes: 

Boa vontade

Kant entende que o ponto principal da Ética está na boa vontade humana. Para ele, as coisas não são boas ou más em si mesmas, só a nossa vontade pode ser realmente boa ou má.

A boa vontade é dirigida pela razão e não pelos sentimentos. Além disso, ela é boa por dever e não conforme o dever. A moralidade, portanto, é fruto de uma boa intenção.

O critério da moralidade de uma ação está no princípio da ação

Uma ação só pode ser vista como ética pelos princípios que orientam a pessoa que a realiza. Ou seja, ela não está no conteúdo da ação (o que é feito), nem nos efeitos (finalidade), mas pela obediência à lei moral.

Ou seja, uma grande máxima que define Kant seria a boa e velha “o que vale é a intensão”.

A moral não é baseada na experiência

Como o critério para saber se uma ação é moral ou não está na boa vontade, não podemos saber se as ações que vemos por aí são realizadas por este critério. Deste modo, a experiência não pode ser o fator principal para basear a ética.

Por isso, a lei moral só pode se basear na razão. Para definir a lei moral, Kant utiliza a definição do imperativo categórico, que é a forma como ela aparece para nós. Imperativo categórico é uma obrigação moral incondicional não subordinada a qualquer fim exterior que tem valor em si e se impõe de maneira absoluta.

O imperativo categórico vale em todas as circunstâncias e independente das consequências.

A lei moral se impõe pelo dever

Nós somos seres racionais, não é? Mas além disso somos também cheios de sentimentos e emoções, na linguagem de Kant, somos seres sensíveis.

Por isso, a nossa razão é afetada pelos sentimentos. Às vezes somos levados a desejar coisas que talvez não deveríamos querer. Por isso, a lei moral se impõe pelo dever a ser cumprido.

As fórmulas do Dever na Fundamentação da Metafísica dos Costumes

Kant traz algumas formulações sobre a ação humana.

  • Primeira: aja de uma maneira que a sua máxima se torne uma lei universal.
  • Segunda: aja de uma maneira que a sua máxima se torne uma lei universal da natureza.
  • Terceira: que a sua ação tenha as pessoas sempre como um fim e nunca como um meio.
  • Quarta: aja de uma maneira que a sua vontade possa se encarar como um juiz universal.
  • Quinta: você deve agir de uma maneira como se fosse membro legislador de um reino universal dos fins.

A moralidade se funda na liberdade

A liberdade é ser autônomo, ou seja, governar-se a si mesmo. Contudo, esse governo livre ainda precisa obedecer a uma lei: a moral. Assim, a pessoa verdadeiramente livre é aquela que obedece às leis na razão, em vez das inclinações próprias.

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