História

O que representava a democracia para os antigos gregos? Entenda como ela surgiu e sua importância

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A Grécia Antiga era um conjunto de cidades cuja população falava a mesma língua e cultuava os mesmos deuses, mas não tinha a mesma estrutura política. Enquanto a maior parte delas vivia um regime tirânico, em Atenas floresceu a democracia.

Este regime era baseado na igualdade e se tornou exemplo para o nosso tempo, representando muito para nós.

Com este resumo, vamos explicar o que representava a democracia para os antigos gregos, como ela se organizava e como chegou ao fim.

Neste artigo vamos te explicar o que a democracia representava para os gregos antigos, caso queira ir para alguma parte do conteúdo, clique em um dos tópicos abaixo:

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O que representava a democracia para os antigos gregos?

A democracia foi uma forma de governo que surgiu em Atenas por volta do século VI a.C. e representava um modo de organizar a sociedade com o máximo de participação possível dos cidadãos.

A democracia refletia o poder popular nas tomadas de decisões de Atenas e o regime mais adequado para dar poderes aos cidadãos, como notou Aristóteles no seu livro “A Política”.

Além disso, ela era a representação da liberdade como condição da igualdade entre os cidadãos. Bem como da responsabilidade, uma vez que o cidadão tinha poderes de escolha que valiam não só para si, mas para toda a cidade.

Contudo, ainda assim, como todos os regimes políticos, a democracia ateniense tinha princípios excludentes. Somente eram considerados cidadãos os nascidos em Atenas, maiores de 30 anos, com pais atenienses e reconhecidos pela fratria paterna e com obrigações militares quitadas.

Assim, estavam excluídos diversos grupos, como as mulheres e os estrangeiros. Cerca de 70% da população não tinha direitos políticos.

A Grécia foi uma das civilizações mais importantes da Antiguidade. Conheça as outras com nosso resumo sobre a Idade Antiga.

Como a Democracia se formou em Atenas?

Para entender o que representava a democracia para os antigos gregos, vamos ver como ela se formou em Atenas.

E vale lembrar que somente Atenas teve uma forma de governo democrática, já que o mundo grego quase todo era um conjunto de tiranias e monarquias.

Até mesmo Atenas teve essas formas de governo. Antes de se tornar democrática, a cidade era governada pelos Eupátridas, um grupo de aristocratas, como o próprio nome indica: os bem nascidos.

Porém, com a ascensão econômica de diversas classes que pretendiam participar da vida política, a organização dos poderes começa a ser revista. A democracia foi instituída após a revolta liderada por Clístenes, em 510 a.C.

Atenas foi dividida em dez unidades chamadas de “demos”, que se tornaram o elemento principal da reforma e deram o nome à nova forma de governo.

Clístenes aumentou o poder da Assembleia Popular, ampliando as reformas que já tinham sido feitas pelo tirano Sólon em 590 a.C. Assim, a democracia ateniense pode significar a soberania da assembleia popular, onde os cidadãos tinham igualdade de direitos e votos.

Para ficar por dentro do que representava a democracia para os antigos gregos, vamos entender como ela funcionava.

A democracia foi muito importante para os filósofos gregos. Entenda mais com nosso artigo sobre a influência da política da Filosofia Grega.

Como a Democracia ateniense funcionava?

A democracia ateniense funcionava com base na igualdade entre os cidadãos. Como vimos, o grupo de pessoas que tinham cidadania era muito pequeno, portanto, a democracia em Atenas era restritiva.

Apesar disso, cada cidadão tinha direito a um voto, independente de sua classe social. E as tomadas de decisão eram feitas de maneira direta, diferente do nosso modelo atual, em que elegemos representantes para isso.

A legislação era elaborada na Assembleia do Povo ou Ecclesia, que reunia a totalidade dos cidadãos. Além de fazer as leis, a Ecclesia decidia sobre a ida da cidade à guerra, elegia os membros de outras instituições por sorteio e votavam o ostracismo (exílio) de outros cidadãos.

Outra instituição da democracia ateniense era a Bulé, um conselho de 500 membros, mudado anualmente, criado por Sólon. Era nela que os projetos de lei votados na Ecclesia eram criados. Só se podia participar da Bulé duas vezes na vida.

A execução das leis estava a cargo dos 10 arcontes e 10 estrategos, que formavam o corpo de magistrados. Os arcontes eram responsáveis também pelo culto aos deuses e a organização dos tribunais, enquanto os estrategos chefiavam o exército.

Os delitos comuns eram julgados pelo Tribunal Popular, o Helieu, composto por juízes sorteados. Os crimes religiosos e de morte eram julgados no Areópago, constituído pelos arcontes.

Para entender melhor o que representava a democracia para os antigos gregos, leia nosso resumo sobre a Grécia Antiga.

Fim da Democracia dos gregos antigos

O fim da democracia grega chegou quando os macedônios conquistaram toda a região da Grécia, sob a liderança de Filipe II e seu filho Alexandre, o Grande, no final do século IV a.C.

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Com isso, restou de Atenas apenas o espaço urbano povoado, com uma mínima autonomia local. As instituições democráticas funcionavam, mas subordinadas aos interesses dos conquistadores.

Um exemplo disso aconteceu quando os atenienses aprovaram um decreto diminuindo a atuação do rei macedônio Demétrio I. Porém, não só tiveram que anulá-lo, como os autores foram condenados à morte e ao exílio. Além disso, tiveram de aprovar um decreto que dizia ser sagrado tudo que Demétrio ordenasse.

O período que segue à conquista da Grécia para a Macedônia é conhecido como Helenismo

Contudo, a ideia democrática não morreu na Grécia Antiga. Pelo contrário, ela foi ganhando mais espaço a partir do século XVIII, quando aconteceram as revoluções liberais que defendiam que todo poder emana do povo e deve ser exercido em seu favor.

A maior parte dos países do mundo se dizem democráticos atualmente. Por isso, a democracia continua sendo um tema muito atual. Por exemplo, há uma defesa cada vez maior de ampliação da participação popular, que você pode conhecer com nosso texto sobre a democracia participativa.

O tema da democracia é recorrente também quando se tem eleições e de alguma forma as instituições de representação do povo ficam ameaçadas de alguma forma. Quando um candidato perde o pleito e ameaça um golpe ou quando o sistema resolve quem será eleito, como várias vezes aconteceu no Brasil.

Portanto, assim como o que representava a democracia para os antigos gregos, esses assuntos são muito importantes para nós e estão presentes no Enem.

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Esperamos que tenha entendido o que representava a democracia para os antigos gregos. Bons estudos!

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