Literatura

Resumo de A Hora da Estrela de Clarice Lispector + Análise

Resumo de A Hora da EstrelaResumo de A Hora da Estrela

A Hora de Estrela é um romance literário da escritora Clarice Linspector publicado em 1977. O romance narra a história da datilógrafa alagoana, Macabéa.

Se você gosta de Clarice Lispector e pretender ler mais de suas obras, precisa ler o nosso resumo de A Hora da Estrela. Este livro é leitura obrigatória em alguns vestibulares das federais do país.

Como se não bastasse o resumo de A Hora da Estrela, detalhamos também uma análise completa desta última obra da autora.

Ao final deste artigo confira exercícios de vestibulares sobre A Hora da Estrela de Clarice Lispector.

Temos muitos resumos no nosso Blog, confira a parte de literatura. Nesta parte você encontrará resumos, análises e exercícios sobre livros de literatura que compõe a lista de leituras obrigatórias para vestibulares e também as obras mais recorrentes no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Um resumo de destaque que temos é também de outra autora e será cobrado na Fuvest 2019. Estamos falando de Minha Vida de Menina de Helena Morley. Não deixe de conferir!

Resumo de A Hora da Estrela

ATENÇÃO: o resumo de A Hora da Estrela contém spoiler da obra! Se isso não é um problema, continue. Caso seja, leia nossa lista completa de livros que mais caem no ENEM e de livros obrigatórios para o vestibular FUVEST.

Lista de personagens

  • Rodrigo S.M.: Este é o personagem narrador e é entendido como uma representação da própria Clarice Lispector. Ao longo do livro ele reflete sobre o próprio ato de escrever e se preocupa com a profundidade do ser humano.
  • Macabéa: Essa é a principal personagem. Trata-se de uma alagoana de 19 anos, muito desleixada, que vive sem a família no Rio de Janeiro. É muito ignorante e sequer reconhece a própria infelicidade.
  • Olímpico de Jesus: Primeiro namorado de Macabéa. Outro nordestino, mas muito ambicioso.
  • Glória: Filha do açougueiro e amiga de Macabéa. Ela, por ser mais atraente que a amiga, ficou com Olímpico de Jesus.
  • Madame Cartola: Cartomante que diz o futuro de Macabéa.

Início

A Hora da Estrela começa com a apresentação do narrador e também personagem Rodrigo S.M. Ele é alguém que se atormenta tendo de escrever sobre si e sobre Macabéa, uma jovem nordestina, para uma novela. O tormento advém dos seus questionamentos sobre seus próprios métodos, estilo, narração, capacidade de compreender Macabéa, uma jovem socialmente e culturalmente inferior.

Ele expõe a intimidade de Macabéa de forma cru, bem realista.

Em seu texto ele também tenta compreender a complicada relação entre ficção e realidade em seu trabalho. Rodrigo S.M quer mesmo é desvelar o significado da existência e da literatura.

Macabéa é uma jovem alagoana de 19 anos, muito magricela, feia, sozinha e morrinhenta, péssima datilógrafa. Menina pobre que fez uma miserável trajetória para o Rio de Janeiro, onde mora numa pensão dividindo quarto com mais 4 balconistas das Lojas Americanas: Maria da Penha, Maria Aparecida, Maria José e Maria.

É uma menina sem perspectiva de vida, sonsa, datilógrafa de meia boca, alienada, sem vida interior ou futuro. Macabéa vivia uma vida cretina.

Com o passar do tempo ela começa um namoro, com um nordestino metalúrgico chamado Olímpico de Jesus. Seu namorado é um rapaz grosseiro, sem muita instrução mas que ao menos tem sonhos. Seu desejo é tornar-se deputado na região sul, mudando de vida.

Como Macabéa era incompetente para a vida, segundo o narrador, ele a deixa para namorar Glória, uma jovem loira oxigenada, inclusive amiga de Macabéa. Ela inclusive aconselha a amiga a procurar uma cartomante chamada madame Carlota, uma ex-prostituta e cafetina. Macabéa o faz.

Madame Cartola se sensibiliza com Macabéa e tenta apresentar a ela um futuro melhor, profetizando para ela um encontro com um gringo loiro de olhos azuis, verdes, castanhos ou pretos e, principalmente, rico, com quem ela se casaria.

Macabéa que “nunca tinha tido coragem de ter esperança” ficou bem feliz com o que ouvira, já que “a cartomante lhe decretara sentença de vida”.

Porém, a sonsa, ao atravessar distraidamente a rua foi atropelada por uma Mercedes amarela.

Caiu no chão e agonizando disse sua última frase: “Quanto ao futuro”. Enigmático, não? Muitas pessoas observavam a moribunda no momento. Alguém inclusive deixou junto ao corpo dela uma vela acesa.

Assim, com essa morte, foi que Macabéa alcançou a hora da estrela.

Fizemos este resumo de A Hora da Estrela curto, bem sintético para você que está com menos tempo. Porém, se precisar fazer uma prova e não puder ler o livro completo, leia abaixo mais detalhes sobre os acontecimentos na vida de Macabéa.

Resumo de A Hora da Estrela – Sobre Macabéa

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Macabéa não conheceu os pais, é uma órfã que foi criada por uma parente, uma tia muito ruim. Ela costumava castigar Macabéa com cascudos na cabeça e a privava da sobremesa que ela mais gostava: goiabada com queijo. Sua infância foi miserável, sem conforto, sem amigos e sem animais de estimação.

Ela é uma moça feia, que gosta de coca cola e cachorro quente, às vezes até passa fome e tem o trabalho de datilógrafa no Rio de Janeiro. Nunca teve relação com homem algum. Tem enorme despreparo para a vida inteligente, é sonsa e tola. Sorri para as pessoas e é ignorada.

Tossia muito anoite, tinha azia e raramente tomava banho. Um de seus divertimentos era ouvir a Rádio Relógio. A emissora sequer transmitia música, apenas notícias fúteis, propagandas e a hora certa. Certa vez quis ter um creme para a pele, mas preferia comê-lo que usar como cosmético.

Sua aparência é de tamanha pobreza mental que parece pedir um tapa para acordar. A expressão usada no livro para ela que destacamos neste resumo de A Hora da Estrela é “alma rala”, ou seja, sem profundidade.

A moça realmente não sabia nada, era uma completa alienada.

A vida medíocre de Macabéa

“Ela somente vive, inspirando e expirando, inspirando e expirando.“ Percebem que é uma vida animal? É como se ela nem pensasse. Nunca nada importante aconteceu em sua vida e se morresse não haveria alguém para sentir falta ou legado que deixasse. Tudo no seu cotidiano era uma mesmice, uma repetição chata.

Ainda assim, anoite ela nem costumava se recordar do que acontecera de manhã. E aos domingos ela acordava mais cedo para fazer nada por mais tempo.

Sua ignorância era sobre o mundo e sobre si mesma, nem mesmo sabendo quem era quando acordava. Algumas vezes era como se sumisse diante do espelho, nem mesmo se enxergando.

Segundo o narrador ela vivia a dimensão do Não-ser, como se diz na filosofia.
(Veja aqui os filósofos que mais caem nos vestibulares, principalmente Enem)

“Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não, sabia para quê, não se indagava.”

Achou a comparação com um cachorro muito forte? Pois o narrador, Rodrigo S.M fez outra pior ainda:

“Ela era subterrânea e nunca tinha tido floração. Minto: ela era capim. […]

Tornara-se apenas vivente em sua forma primária. […] Era apenas fina matéria orgânica. Existia. Só isto.”

Macabéa não entende porque existe, nem para quê existe, nem a existência do mundo. Quase sempre é uma mentecapta (sem inteligência, tola, idiota). Certa vez o patrão Raimundo quis demiti-la e ela pediu desculpas por ter aborrecido-o. Ele teve dó e não a despediu.

A tuberculose de Macabéa

Continuando nosso resumo de A Hora da Estrela de Clarice Lispector, nesta parte mais detalhada, ressaltamos a consulta que Macabéa fez.

Ela procurou um médico por indicação da amiga Glória e ele a diagnosticou com tuberculose ao que ela agradeceu. O médico chegou a ficar irritado com a burrice dela. Ele até receitou espaguete e ela nem entendeu o que significava.

Quanto a essa amiga Glória, certa vez até a perguntou se doía ser feia. Quando Macabéa comprou um batom vermelho e quis ser a Marilyn Monroe Glória também zombou dela. E não só! Glória ficou com o namorado de Macabéa, que riu quando ele lhe deu o fora.

Ela não fica desesperada mesmo sabendo que não era interessante para ninguém. O futuro não lhe trazia preocupações, nem o presente e nem mesmo o passado. Macabéa era realmente um vegetal.

São muito poucas as vezes em que ela realmente sentia algo. Certa vez chorou ouvindo Caruso e noutra teve coragem de dançar sozinha no quarto. Sua descoberta do ser se deu mesmo foi na hora da morte, após o atropelamento, ou seja, na hora da estrela.

Namoro de Macabéa com Olímpico

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Vamos falar mais sobre seu namoro com Olímpico neste resumo de A Hora da Estrela.

O namoro dos dois começou primeiramente porque se viram como dois seres do mesmo lugar. Eles se reconheceram como nordestinos e se aproximaram. Mas o namoro não ia bem, inclusive sempre chovia quando se encontravam.

Olímpico, ao contrário da namorada, queria ser rico. Era disposto a qualquer coisa, homem duro, mau-caráter, que até mesmo roubava os colegas no emprego que tinha na metalurgia. Segundo Rodrigo, o narrador, era homem de honra já lavada, porque chegou a matar um desafeto no sertão.

É impaciente com a namorada, nem mesmo é delicado. Destacamos um episódio específico neste resumo de A Hora da Estrela.

Olímpico era tão grosso que ao irem tomar café ela perguntou se poderia escolher um pingado (café com leite). Sabem o que ele respondeu? Que sim, poderia, mas que teria de pagar a diferença se fosse mais caro. Ainda assim ela fica impressionada com a bondade do namorado. Acaba pondo muito açúcar e fica enjoada.

Quando ele viu Glória, amiga de Macabéa, cresceu em intenções por ela. Tratava-se de uma típica carioca, mais bonita e com a força de uma mulata. Além disso ela vivia com pai, mãe e comida na hora certa. Tudo isso aumentou o interesse de Olímpico.

Ele abandonou Macabéa sem nem pensar e com muita rudeza.

Resumo de A Hora da Estrela – A cartomante e a morte

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Foi procurando a cartomante Madame Cartola, por indicação de Glória, que Macabéa se apercebeu de que sua vida havia sido horrível até o momento. Conversando com a cartomante ela ficou tão cheia de esperanças que se viu transformada, estava “grávida de futuro”.

Saindo da sua consulta ela morreu atropelada por uma Mercedes amarela. Seria esse o encontro com o estrangeiro rico?

Foi sendo atropelada que pensou estar vivendo o primeiro dia de sua vida. Ela própria considerou que estava nascendo. O paradoxo que se revela aqui é que a vida de Macabéa começou com sua morte.

Antes de morrer ela repetia: “Eu sou, eu sou, seu sou, eu sou.”

Fim do relato

Ricardo S. M termina a narrativa como alguém que se vai terminando também. Ele termina de existir quando termina de narrar. O narrador vislumbra a própria morte escrevendo sobre a morte de Macabéa.

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A hora da estrela é a hora da morte. A conclusão implícita é a de que ele, Macabéa e a própria Clarice Lispector embora tão diferentes entre si, partilham deste destino comum.

Agora que terminamos o resumo de A Hora da Estrela, há muitos detalhes para analisar. Vamos lá?

Análise de A Hora da Estrela de Clarice Lispector

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A obra foi publicada em 1977 duas semanas antes de Clarice Lispector morrer. Trata-se de um curtíssima novela que se enquadra na terceira fase do modernismo, conhecida como geração 45.

Não há divisão por capítulos.

Quando perguntada sobre a obra que escrevia, disse Clarice que escrevia sobre uma “inocência pisada e sobre uma miséria anônima.”

No interior do livro há ainda 11 títulos alternativos:

  • A culpa é minha
  • Ela que se arranje
  • O direito ao grito
  • Quanto ao futuro
  • Lamento de um blue
  • Ela não sabe gritar
  • Assovio ao vento escuro
  • Eu não posso fazer nada
  • Registro dos fatos antecedentes
  • História lacrimogênica de cordel
  • Saída discreta pela porta dos fundos

A Hora da Estrela é a única enfatizando a realidade objetiva com intenção explícita na temática social.

Foi o último romance da autora, considerado romance intimista e psicológico. O romance é também uma tragédia sendo um conto de fadas às avessas.

A Hora da Estrela recebeu adaptação para o cinema em 1985. O filme inclusive foi premiado. Ele está COMPLETO no YouTube e pode ser acessado clicando aqui.

Veja o trailer:

Sobre a Obra – Narrador/ Denúncia social/ Modernismo

A Hora da Estrela foi escrita quando Clarice lispector padecia de um câncer. Segundo dizia: “Não aguento ser apenas para mim, preciso dos outros para me manter em pé”. Seu texto era uma abertura para mundo externo. Na obra ela projetou suas angústias e medos antes de morrer.

O período histórico deve ser considerado nas interpretações e ressaltamos isso neste artigo com o resumo de A Hora da Estrela, nesta análise.

Foi no tempo de Geisel que ela escreveu. Acontecia a distensão da ditadura, lenta e gradualmente. A repressão diminuía e também a sociedade civil com suas inquietações. De forma menos contida já retornavam as contestações políticas. Isso pode ter levado Clarice à decisão de produzir uma obra social, principalmente também por solidariedade com os nordestinos que buscavam uma vida melhor na região sudeste do Brasil.

Acesse aqui o PDF do livro A Hora da Estrela de Clarice Lispector

Narrador

Falar sobre o narrador é essencial.

Pela primeira vez, uma voz masculina ganhou espaço narrando uma obra de Clarice Lispector. Sendo homem, Rodrigo S.M era menos intimista e menos sentimental relatando e narrando a vida de Macabéa.

Segundo Clarice “escritora mulher pode lacrimejar piegas”.

O livro é iniciado com uma dedicatória do autor, e isso é seguido de uma advertência: “na verdade Clarice Lispector”. Note que assim se cria uma relação entre o narrador e a própria Clarice, podendo até se entender que eles se confundem. Ora são um, ora são diferentes.

O que fica claro é que Rodrigo S.M é uma outra forma de se expressar e escrever da própria Clarice. É como se ele fosse um heterônimo dela.

O encargo de expressar a realidade de forma mais objetiva ficou para ele. A Hora da Estrela é também um drama de linguagem segundo Benedito Nunes. Além disso é uma busca por respostas para os impasses existenciais e literários da autora.

Como se verá ao final, é também uma reflexão sobre o significado de existir, sobre a finalidade última da vida.

Estilo literário

Conhecemos Rodrigo nas primeiras 20 páginas. Nelas ele nos relata seus impasses para começar a escrever o drama de Macabéa. Ele nem mesmo havia decidido ainda qual seria o estilo para a narração. Por fim, sua escolha foi a simplicidade.

“É claro que, como todo o escritor, tenho a tentação de usar termos suculentos: conheço adjetivos esplendorosos, carnudos substantivos e verbos tão esguios que atravessam agudos o ar […] Mas não vou enfeitar a palavra […] Tenho que falar simples. […] Que ninguém se engane, só consigo a simplicidade através de muito trabalho.”

Rodrigo preocupou-se também com o tipo de estrutura com a qual organizaria sua narrativa. Clarice costumava optar por uma estrutura que revelava o psicológico das personagens, o subjetivo delas. Ele não. Quis fazê-lo da forma tradicional.

Segundo o modelo tradicional é preciso um bom personagem que tenha ação sobre o mundo num sentido forte, que mude as coisas, que haja um grande final. Mas Macabéa é medíocre e o próprio Rodrigo várias vezes problematiza a miséria que é a vida de Macabéa que ele vai narrar.

A vida de Macabéa é rala, não tem emoção, não é coisa alguma e toda a cidade parece ser feita contra ela, a desprezada de todos, que viveu uma vida que não acrescenta algo a de outrem.

Rodrigo sente outra coisa em relação a Macabéa: culpa. Ele se sente responsável por sua pobreza interior e econômica. Isso o atormenta. Deve ter sido possível perceber isso no resumo de A Hora da Estrela.

“Sou um homem que tem mais dinheiro do que os que passam fome, o que faz de mim de algum modo um desonesto. A classe alta me tem como um monstro esquisito, a média com desconfiança de que eu possa desequilibrá-la, a classe baixa nunca vem a mim. […]

Sou obrigado a procurar uma verdade que me ultrapassa. […] A moça é uma verdade da qual eu não queria saber. […] Não sei a quem acusar, mas deve haver um réu. […]”

Este narrador escrevendo faz mais do que isso, ele se questiona. Não só conta um drama social, a história da vida de uma jovem moça nordestina pobre e sem perspectiva. Para ele o livro é uma pergunta e uma busca por autoconhecimento e é por isso que ele tanto fala de si também.

Trata-se de uma busca por conhecimento nas coisas externas, saindo um pouco da própria interioridade. Para Rodrigo escrever é também suspender um pouco a própria morte.

“Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias.”

Ele tenta, mas acaba por sentir que fracassou na linguagem. Concluiu também que a literatura não resolve os problemas humanos. Afinal, escrever esse livro não ajudou Clarice a se curar do Câncer certo? Mais esta obra não lhe deu dias a mais de vida.

Outra coisa complexa é a relação do narrador Rodrigo com sua Macabéa. Ele estabelece com ela um vínculo afetivo e a trata como alguém que merece amor, misericórdia. Pode até se enraivecer com ela, afinal leva uma vida muito patética, alienada.

Também partilha com ela o drama da condição humana, finita. Nesta análise de A Hora da Estrela, ressaltamos que ele chega a se perguntar ao final da obra se ele vai morrer também. Rodrigo e Macabéa também se confundem.

“Vejo a nordestina se olhando ao espelho e – um rufar de tambor – no espelho aparece o meu rosto cansado e barbudo. Tanto nós nos intertrocamos. […]”

Denúncia social

A obra realiza uma denúncia social, pois Clarice retrata uma situação de uma migrante nordestina. Tenta uma vida melhor mas acaba se tornando uma miserável. Até hoje é comum que nordestinos venham tentar melhorar a vida na região sul e sudeste do Brasil.

Há também uma crítica às pessoas que se apropriam do discurso de outras, mesmo não tendo passado pelo que elas passaram. O narrador Rodrigo S.M é, além de homem, um intelectual que está bem de vida sem problemas financeiros e se põe a falar de uma mulher, pobre e burra.

Análise e resumo de A Hora da Estrela – Características modernistas

  • Metaficção: Não são fatos reais, mas toda a narrativa é verossímil. Mesmo não sendo Macabéa uma pessoa real, sua vida se encaixa na de muitos brasileiros. Até o narrador se sabe uma invenção.
  • Há também um fluxo de consciência. Lendo você perceberá que a representação do pensamento não é linear.
  • Embora a obra não revele subjetivismos há trechos com análise psicológica das personagens e certo intimismo.
  • Metalinguismo: O narrador é um personagem que cria e narra a vida de Macabéa, até se identifica com ela. O autor é um narrador que fala em sua obra e nela mesma busca o autoconhecimento.

Ufa! Gostou de aprender com este resumo de A Hora da Estrela de Clarice Lispector? Então treine com os exercícios de vestibulares sobre a mais abaixo.

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Questões de vestibular sobre A Hora da Estrela

1. (Fuvest) “A ação desta história terá como resultado minha transfiguração em outrem (…)”.

Neste excerto de A hora da estrela, o narrador expressa uma de suas tendências mais marcantes, que ele irá reiterar ao longo de todo o livro. Entre os trechos abaixo, o único que NÃO expressa tendência correspondente é:

a) “Vejo a nordestina se olhando ao espelho e (…) no espelho aparece o meu rosto cansado e barbudo. Tanto nós nos intertrocamos”.

b) “é paixão minha ser o outro. No caso a outra”.

c) “Enquanto isso, Macabéa no chão parecia se tornar cada vez mais uma Macabéa, como se chegasse a si mesma”.

d) “Queiram os deuses que eu nunca descreva o lázaro porque senão eu me cobriria de lepra”.

e) “Eu te conheço até o osso por intermédio de uma encantação que vem de mim para ti”.

2. (Fuvest) Sobre o narrador de A hora da estrela, de Clarice Lispector, pode-se afirmar que:

a) é do tipo observador, pois revela não ter conhecimento sobre o que se passa no universo sentimental e psíquico da personagem (Macabéa).

b) é onisciente, pois assume o papel de criador de uma vida, sobre a qual detém todas as informações; o poder da onisciência é, para ele, fonte de satisfação, pois Rodrigo S. percebe que os fatos dependem de seu arbítrio.

c) é do tipo observador, pois limita-se a descrever superficialmente as emoções de Macabéa, o que fica evidente nas ocorrências enigmáticas do termo “explosão“, apresentado sempre entre parênteses.

d) constitui-se como um personagem, pois narra em primeira pessoa; não há, entretanto, referências à sua história pessoal, visto que seu objetivo é falar sobre um personagem de ficção (Macabéa).

e) é um dos personagens do livro; entretanto, ao apresentar-se não só como narrador, mas também como criador da história, problematiza a essência da literatura de ficção, que reside na recriação arbitrária do real.

3. (PUC-RS) ___________, a personagem de Clarice Lispector em A hora da estrela, é uma nordestina, pobre, feia, sem vida interior, incapaz de manter a relação com o namorado.

Sua “hora da estrela” só acontece quando sai feliz e distraída da cartomante e ___________.

No romance, os problemas existenciais estão relacionados às ___________ da moça.

As lacunas podem ser correta e respectivamente preenchidas por:

a) Gabriela – é assassinada e desaparece – crenças religiosas.

b) Macabéa – é atropelada e morre – condições sócioculturais.

c) Aurora – encontra Fernando e casa – debilidades físicas.

d) Capitu – é atropelada mas salva-se – dificuldades financeiras.

e) Diadorim – volta ao sertão e vive só – necessidades econômicas.

Conseguiu acertar os exercícios com ajuda do resumo de A Hora da Estrela? Confira o gabarito:

1 – c

2 – b

3 – b

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