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Resumo de Papéis Avulsos!

Resumo de Papéis Avulsos - Machado de Assis!Resumo de Papéis Avulsos - Machado de Assis!

Papéis Avulsos é um livro do célebre Machado de Assis, formado por um compilado de contos com características do Realismo. Mesmo sendo o 3° livro de contos escrito pelo autor, este foi o que ganhou mais destaque nacional devido à maturidade literária alcançada e os temas envolventes e impactantes! Fique conosco para saber tudo sobre o resumo de Papéis Avulsos!

Neste artigo com o resumo de Papéis Avulsos, você encontrará:

  1. Informações gerais: ficha técnica
  2. Resumo de Papéis Avulsos
  3. Análise da obra
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Informações gerais

É importante, principalmente se você não tiver muito tempo para ler a obra completa, conhecer e se recordar dos aspectos técnicos, que podem te guiar na leitura do resumo de Papéis Avulsos.

Ficha técnica:

Título: Papéis Avulsos

Autor: Machado de Assis

Ano de publicação: 1882

Nacionalidade: Brasileiro

Foco narrativo: Dependendo do conto, varia entre 1° e 3° pessoa, além de poder apresentar diálogos.

PDF: Papéis Avulsos

Movimento literário: Realismo

Gênero Literário: Conjunto de 12 contos: 

  1. O Alienista
  2. Teoria do Medalhão 
  3. A Chinela Turca
  4. Na arca 
  5. D. Benedita
  6. O Segredo do Bonzo 
  7. O anel de Polícrates 
  8. O empréstimo 
  9. A Sereníssima República 
  10. O Espelho
  11. Uma Visita de Alcibíades 
  12. Verba testamentária

Resumo de Papéis Avulsos 

Fique agora com o nosso resumo de Papéis Avulsos, separados por contos, para você se localizar melhor e adentrar na narrativa!

O Alienista

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Após se tornar um médico de respeito na Europa e no Brasil, o Dr.Simão Bacamarte retorna à sua terra-natal: Itaguaí. Lá, ele se dedica a estudar psiquiatria e constrói um manicômio chamado Casa Verde, para abrigar todos os que ele considerava loucos, segundo seus estudos.

A cidade foi adquirindo um clima cada vez mais tenso e o barbeiro Porfírio (conhecido como Canjica), que a muito almejava ingressar na carreira política, armou a Revolta dos Canjicas, com toda a população na porta da casa do Dr. Bacamarte. Contudo, o Dr. os recebeu com sobriedade e racionalidade.

No final das contas, quase 75% da população já estava internada e o alienista, percebendo que sua teoria estava errada, resolve libertar todos e refazer sua teoria. Sua nova conclusão era que se a maioria apresentava desvios de personalidade e não seguia um padrão, então louco era quem mantinha regularidade.

Dr. Bacamarte recomeça a internar as pessoas da cidade e outras pessoas, porém, são consideradas curadas ao apresentarem algum desvio de caráter. Após algum tempo, o Dr. Simão Bacamarte percebe que sua teoria – mais uma vez – estava incorreta e manda soltar todos. Como ninguém tinha uma personalidade perfeita, exceto ele próprio, ele conclui ser o único anormal e decide trancar-se sozinho na Casa Verde para o resto de sua vida.

Teoria do Medalhão

Após o jantar comemorativo de 21 anos do filho, o pai e ele embarcam em um diálogo. Basicamente, o pai aconselha ao filho tornar-se um Medalhão, ou seja, alguém que conseguiu conquistar riqueza e fama.

O discurso do pai é pautado numa teoria sobre como o filho conseguiria isso, aconselhando-o a mudar seus hábitos e costumes, anulando seus gostos e opiniões pessoais.

Deveria manter-se neutro perante tudo, possuir um vocabulário limitado e conhecer apenas o básico das coisas. Preferir um humor simples e direto, por meio da ironia, que requer raciocínio e construção imaginativa. 

Após muitos outros conselhos, o pai termina a conversa admitindo que suas palavras têm certa semelhança com a obra “O Príncipe”, de Maquiavel, e diz para o filho ir dormir.

A Chinela Turca

No Rio de Janeiro, ano de 1850, o bacharel Duarte prepara-se para ir a um baile, onde encontrará sua recente namorada, quando anunciam a visita do major Lopo Alves, velho amigo da família.

Ficou incomodado, pois já era hora de ir ver sua amada e a visita inconveniente ainda trouxera um pergaminho de 180 folhas manuscritas, era um drama que o amigo queria lhe mostrar. Dividia-se em sete quadros e segue-se a segunda parte do conto com o envolvimento da personagem em uma série caótica e alucinante de acontecimentos.

Subitamente, o major, enrolando o manuscrito, lança-lhe um olhar mau e odioso, saindo rapidamente do gabinete. Inicia-se, então, uma estranha aventura: chegam policiais acusando Duarte te ter roubado uma rica chinela turca, levam-no a um lugar desconhecido.

Numa sala, ele encontra um padre e conhece uma moça lindíssima, muito parecida com sua namorada. Explicam-lhe que as chinelas eram um pretexto, e que está obrigado a casar. Duarte escapa por uma janela em disparada, até encontrar uma casa aberta, onde encontra o Major Lopo Alves.

Com o retorno à situação inicial, o leitor se dá conta de que o bacharel havia caído no sono durante a leitura do entediante drama, e que tudo havia se confundido nos pensamentos de Duarte. Assim, dá-se encaminhamento à primeira cena: Duarte usa de frases enigmáticas para dizer que um sonho é mais emocionante que a história do Major.

Na arca 

No conto, Noé é retratado com sua esposa e três filhos (Sem, Cam e Jafé), sendo que cada um deles tinha uma esposa também, totalizando 8 pessoas na família. Ao fim do dilúvio, Noé manda que os filhos desçam da arca para ver o novo local. Assim, Jafé põe em questão a discussão sobre a divisão da terra.

Sem querer dividir a terra igualmente e viver em tendas separadas. Contudo, há um rio que gera problema, pois apenas um teria acesso a parte mais funda. Assim, o própio Sem sugere que ele fique com o rio em troca de ceder mais um pedaço de terra, mas Jafé não concorda.

Enquanto lobo e cordeiro são retratados se ajudando, os irmão brigam violentamente um contra o outro. As mulheres surgem e logo chamam o pai, Noé, para apaziguar. Noé se assusta com a cena violenta e com o fato de já estarem brigando pelos limites da terra sendo que nem a possuem ainda. Exclama: “O que será quando vierem a Turquia e a Rússia?”

D. Benedita

Dona Benedita, uma senhora de 42 anos, mesmo amando seu marido, vivia longe dele – era desembargador. Há a cena de um jantar, em que ela fala também de Dona Maria dos Anjos, sua melhor amiga. 

Benedita escreve cartas ao marido, recebe a visita de um cônego que propõe o casamento entre sua filha e o filho de Maria dos Anjos. Contudo, a menina não fica feliz com o arranjo e a mãe lembra-se de um homem de outra cidade que chamou a atenção da menina.

Dona Benedita se sente com muita dor de cabeça e acaba sendo fria e estranha com a amiga em outro jantar. No dia seguinte, anunciou a todos que iria para o Pará por dois ou três meses, pois queria ver o marido.

Ao desembarcar, dona Benedita encontra o tenente que chamou a atenção de Eulália. Então, chama-o para um jantar em sua casa. No jantar, ele pediu a mão da filha, logo depois casaram e já souberam da notícia que o marido de Benedita havia morrido. Logo a menina ficou grávida e se mudou para o Norte. 

Sozinha e viúva, Benedita recebeu um convite de casamento e fica com dúvida em se casar. Certa noite, viu um espectro, aparentemente humano e com um luz opaca que se mexia e dizia “casa, não casa, casará, casando…”

Ficou espantada e imóvel, mas perguntou quem era a figura. Respondeu que era a fada do nascimento de D. Benedita e que se chamava Veleidade. Logo depois sumiu.

O Segredo do Bonzo 

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No ano de 1552, ao caminhar com seu amigo Diogo pelas ruas no reino de Bungo, Fernão se depara com uma multidão reunida em torno de um homem que defendia a teoria de que os grilos teriam surgido do ar e das folhas de coqueiro sob a luz da lua. O povo não só ouvia como também aclamava a maluquice.

Continuando a caminhar, viram essa cena se repetir com outras pessoas e teorias malucas. Quando se encontraram com Titané, um amigo de Diogo, ele os recebeu entusiasmado e explicava sobre a outra doutrina que estava sendo seguida, os ensinamentos de um certo bonzo.

No dia seguinte, foram encontrar o bonzo, conhecido por Pomada. Ele conta que sempre buscou ampliar seu conhecimento lendo livros e desenvolvendo ideias, porém, seu esforço nunca era reconhecido, apenas o produto final. Concluiu que sem uma plateia é como se os saberes não existissem e se algo não existir na realidade, mas existir na opinião das pessoas, esse algo passa a ter uma “existência real”. 

Assim, ele pensou em uma maneira de conseguir sucesso sem ter que passar por tanto trabalho. Os três deixam a casa do bonzo e passam a aplicar a Doutrina Pomadista. Titané era alpercateiro (fabricante de sandália de couro) e divulgou pela cidade que suas alpercatas eram famosas no exterior. Ele passa a ser reverenciado pela opinião pública e receber encomendas frequentes. 

Fernão fica famoso como sendo um músico brilhante somente pela prepotência de seus gestos e da maneira como organizava os concertos pela cidade. Por fim, Diogo, que era médico, espalhou que os cidadãos estavam sofrendo de uma doença que deixa o nariz do enfermo inchado, obrigando-o a amputar.

Porém, nenhum doente queria amputar o nariz. Assim, Diogo anuncia sua teoria que consistia na substituição do nariz amputado por um “nariz metafísico”. Da mesma forma que a metafísica, o novo nariz não seria visível ou poderia ser tocado, mas só seria entendido pelo conhecimento do paciente. A partir daí, inúmeros enfermos buscam Diogo

O anel de Polícrates 

Xavier era um homem cheio de ideias que, apesar disso, não conseguia se organizar para escrever uma obra literária com elas. Assim, sai lançando suas ideias em diálogos, na esperança de que seja disseminada e que a reencontre na boca de alguém, assim como ocorre na história do Anel de Polícrates.

O conto é um diálogo entre 2 pessoas que falam sobre um certo Xavier. Contudo, há divergências no diálogo, como se estivessem falando de duas pessoas diferentes. Até que um dos dialogantes começa a narrar as ideias de Xavier e cita a história do Anel de Polícrates. Aí, surge a narração do mito.

Polícrates governava a ilha de Samos. Era o rei mais feliz da terra; tão feliz, que começou a recear alguma reviravolta da Fortuna. Para aplacá-la, determinou fazer um sacrifício: jogar ao mar o anel precioso. Contudo, o anel foi engolido por um peixe, o peixe pescado e mandado para a cozinha do rei, que assim voltou à posse do anel. 

Xavier, fazendo o mesmo, conseguiu encontrar sua frase de efeito, algumas vezes reformulada, mais ou menos dramática, em uma conversa entre colegas num restaurante, num baile, no jornal, numa comédia de autoria de um amigo ou na última sentença de um moribundo. Contudo, ele nunca conseguirá se apossar novamente dela. 

O empréstimo 

Ao final do expediente, o tabelião Vaz Nunes recebe a visita de Custódio, que veio lhe pedir dinheiro. O tabelião tem a capacidade de desvendar o interesse que se esconde atrás da aparência, Custódio tem “a vocação da riqueza, sem a vocação do trabalho”.

Enquanto se confrontam, revela-se a natureza de cada um deles. Há uma detalhada descrição do gesto de olhar por cima dos óculos, do movimento dos braços, o modo de pegar a carteira, a maneira de caminhar de cabeça erguida… Há um confronto de disfarces entre os dois cavalheiros. 

A cada lance desse jogo, aparentam estar jogando a sua última cartada, ao mesmo tempo que disfarçam os trunfos de que ainda dispõe: a elasticidade da ambição, de um lado, e a capacidade de concessão, do outro. Ao final, ambos parecem sair satisfeitos com o próprio desempenho: o ganho é mínimo para um e a perda, insignificante para o outro. 

A Sereníssima República 

Em uma conferência religiosa, o Cônego Vargas expõe suas descobertas aos demais presentes. Descobriu a linguagem fônica das aranhas e, a partir de então, organizou-as em sociedade e lhe deu uma forma de governo; dominou a língua das aranhas e infundiu-lhes o terror.

Depois de se associar às aranhas, o Cônego estabelece a República. Fala-se sobre o sistema eleitoral: para escolher os representantes, punha-se em um saco bolas com os nomes dos candidatos. Inúmeras fraudes ocorrem: duas bolas com o nome do mesmo candidato ou omite-se o nome de um dos candidatos. Ao fim, perde-se a esperança na virtude de um governo justo.

O Espelho

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Um rapaz chamado Jacobina era de origem pobre mas acabou ganhando a oportunidade de se tornar alferes, um posto militar muito desejado. Uma tia rica o convidou para passar um tempo em sua fazenda, cercava-o de mimos. Logo depois, foi ver sua filha e deixou Jacobina com os escravos da propriedade.

Os escravos também mimavam Jacobina por seu posto, mas logo depois desapareceram. Diante da ausência de pessoas, Jacobina se sentiu triste, um nada, pois não havia ninguém para reconhecer que ele era o alferes. Havia um espelho grande em que ele já não conseguia se ver mais.

Até que ele tem a ideia de pôr a farda e, assim, consegue se enxergar no espelho, pois ela havia retomando sua identidade. Ele já “não era mais um autômato, era um ente animado”. 

Uma Visita de Alcibíades 

O conto narra a história de um Desembargador que faz uma evocação espírita. Quem aparece para ele é um general e político ateniense, o Alcibíades. O Desembargador fica inquieto diante daquilo, pois pretendia invocar um espírito, mas recebeu um humano em carne e osso revivido.  

Após conhecer a realidade do século XIX, Alcibíades fica perplexo com a modificação dos hábitos e estilos, pois diz que as vestimentas demonstravam uma sociedade melancólica e triste. Assim, morre pela segunda vez, em um ataque de desespero.

Mesmo que aterrorizado pela situação pela qual acaba de passar, o desembargador envia uma carta pedindo para que o chefe de polícia da corte tome as devidas providências com o famoso cadáver.

Verba testamentária

Desde pequeno, Nicolau era invejoso, ambicioso, malvado e impertinente. Chegara até a espancar um colega por ter mais desempenho do que ele na escola. Queria sempre ser superior aos outros em todos os aspectos, contudo não havia nada em que se destacasse, exceto na violência e irritabilidade. Por esse motivo, causava em sua família um profundo desgosto.

Ainda criança, apanhou muito, recebendo muitos castigos, o que em nada lhe modificou o caráter. Nem professores conseguiram tal feito. Após a morte de seus pais, a irmã de Nicolau se casou. Ele começou a viver sozinho desde então, incapaz de conviver com quem fosse gentil e nobre. Por influência da irmã, chegou a casar, contudo seu matrimônio não resistiu à sua falta de paciência e humor irascível. 

Sofrendo de uma patologia no baço e na solidão, foi padecendo até sua morte em 1885, com 68 anos. Deixou uma verba testamentária àquele que, segundo ele, deveria fazer seu caixão. 

Análise de Papéis Avulsos

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“Papéis Avulsos” foi lançado logo depois de Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), que foi um marco na carreira de Machado. Anteriormente, Machado seguia tendências do Romantismo, mas a partir dessas obras inaugura sua fase Realista, que tem como característica típica o uso da ironia para tecer críticas sociais.

O título da obra também é uma ironia. Apesar de “avulsos” dar a impressão de que são coisas desconexas, o próprio autor afirma no prólogo “Advertência”, que os contos estão unidos dentro de um mesmo molde, ou seja, tudo conflui para as reflexões propostas:

Utiliza de grande ironia e um pouco de pessimismo para tratar a respeito da contradição entre ser e parecer, entre vida pública e vida interior/íntima, entre a máscara e o desejo. 

Para tratar desses pares antagônicos, o autor irá fazer uso de sua grande capacidade linguística para contrapor as reais intenções das personagens com o que elas aparentam. Daqui em diante ele atinge a maturidade da linguística e se consagra como grande escritor internacional. 

Análise de Resumo de Papéis Avulsos por conto

  • O Alienista: é uma sátira, ou seja, uma crítica ao cientificismo. Esta mentalidade, que se deu com o avanço da Medicina, supervalorizava o conhecimento científico, como se fosse capaz de resolver todas as questões humanas. Na obra, Machado faz uma análise do poder e de seus mecanismos psicológicos e sociais, refletindo sobre o problema da fixação de fronteiras entre o normal e o anormal.
  • Teoria do Medalhão: é todo uma grande ironia, criticando a mentalidade elitista e monótona da época. Trabalha quase que com as mesmas ideias tratadas em “O Espelho” (como a aniquilação do indivíduo em favor de uma imagem e posição social) e também encontra paralelo no conto “O segredo do Bonzo”, em que a propaganda pessoal e a aparência valem mais do que a essência. 
  • A Chinela Turca: Ao dizer que o melhor drama está no espectador, e não no palco, pode-se depreender que Machado reflete sobre como os sonhos das pessoas podem se confundir com a realidade. Assim, podem torná-la melhor ou até mesmo o contrário. Eis um dos perigos da mente humana.
  • Na arca: Neste conto há uma recriação da linguagem bíblica, parodiando um acontecimento, narrado em tom de escrituras. Nele há uma analogia entre o episódio da arca e as guerras do império Turco-otomano e ganância do ser humano.
  • Dona Benedita: Neste conto, a fada chamada Veleidade, que acompanha Benedita desde seu nascimento, é uma metáfora para dizer que ela sempre foi fraca e volúvel. Há aqui uma crítica a mulher burguesa, que simplesmente deixa as coisas irem acontecendo, sem ter força de vontade e busca por suas próprias decisões. 
  • O segredo do Bonzo: O fato absurdo é o ponto de partida para uma profunda análise: “não há espetáculo sem espectador” e “a essência é a aparência”. Aqui há uma clara crítica aos discurso vazios de charlatões e à ingenuidade da população que age em massa, sendo facilmente enganada.
  • O anel de Polícrates: Este conto reflete sobre as limitações da felicidade humana e o destino. Os relatos de Cícero são exemplos de situações adversas: desapego em relação aos bens materiais e ironia diante das pequenas mentiras da vida cotidiana.
  • O empréstimo: Conto onde o autor retrata dois personagens com visões diferentes sobre o dinheiro. Há uma melancolia que perpassa e deixa o clima amargo, irônico, causando até riso do leitor. A passagem do tempo não transforma, são personagens  incapazes da mudança. É como se o destino estivesse consumado em vida, retratando os tipos de pessoas e suas jogadas para conseguir o que querem.
  • A sereníssima República: narrado como um texto científico, utiliza as aranhas como metáfora da nossa sociedade. O conto é uma crítica-denúncia à corrupção política e as diferentes formas de distorção, como resultado da apropriação das leis do Estado.
  • O espelho: Através de uma aguda análise do comportamento humano, Machado de Assis expõe que a nossa “alma externa”, ligada ao status e prestígio social é a imagem que os outros fazem de nós. Assim, damos mais importância a ela do que a nossa “alma interna”, ou seja, a nossa real personalidade. 
  • Uma visita de Alcibíades: Nesta obra há uma crítica aos padrões de beleza e moda das sociedades. Retrata que cada sociedade possui seu conceito ideal e quebra a ideia de que apenas mulheres conversam sobre esse assunto. Além disso, é a primeira obra popular brasileira que trouxe um personagem espírita protagonizando.
  • Verba testamentária: Aqui é criticado o orgulho, a inveja e a implicância dos homens que se consideram ser fortes de caráter por sempre querer fazer melhor que o outro. Assim, frustrados por não conseguirem e não se reconhecendo assim, recorrem sempre à violência.

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