Literatura

O que foi o Romantismo?

O que foi o Romantismo?O que foi o Romantismo?

O Romantismo foi um movimento artístico e literário que surgiu na Europa no século XVIII e atingiu o seu ápice no século XIX. Esse movimento influenciou as pinturas, a literatura, a arquitetura e a música. No Brasil, exaltou a beleza da fauna e da flora local e representou os indígenas de forma heroica em uma de suas fases.

Conheça o Romantismo, uma Escola Literária muito importante que surgiu no século XVIII. Nesse artigo iremos falar:

  1. O que foi o Romantismo;
  2. O contexto histórico desse movimento;
  3. As principais características;
  4. As gerações do Romantismo;
  5. Como foi o Romantismo no Brasil.

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1 – O que foi o Romantismo?

O Romantismo foi um movimento artístico que surgiu na Europa no século XVIII, mais especificamente na década de 1770, e durou até o século XIX. Esse movimento influenciou a literatura, a pintura, a arquitetura e a música. 

Durante o período em que o Romantismo durou, a sociedade evidenciou o que foi chamado de espírito romântico – uma atitude e visão de mundo centrada no indivíduo – que tinha como objetivo se diferenciar dos pensamentos do Iluminismo, que colocava a razão como centro do mundo e pregava a objetividade. 

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Em grande parte do século XIX, o Romantismo e esse espírito romântico produziram teorias filosóficas e obras de artes bastante subjetivas. Os romancistas tinham a intenção de retratar o drama e as emoções humanas, os amores trágicos e os ideais utópicos.

2 – Contexto Histórico do Romantismo

Contexto Histórico do Romantismo

 O Romantismo surgiu durante a Era das Revoluções – período compreendido, aproximadamente, entre 1774 e 1849 – no qual ocorreram diversas transformações políticas, sociais e econômicas no Ocidente, como a Revolução Industrial e a Revolução Francesa

Movidos por esse ideal de mudança, os artistas românticos começaram a mudar a teoria e a prática de suas artes. Além disso, a forma como essas pessoas enxergavam o mundo também começou a mudar. 

Tais transformações ultrapassaram o campo artístico e teve imenso impacto na filosofia e em toda a cultura ocidental, que passou a aceitar a emoção e os sentidos como uma forma válida de experimentar a vida.

A influência das revoluções pode ser percebida nas características de idealismo e rebeldia, que foram marcantes nas obras produzidas no período.

Da mesma forma, o escapismo e o subjetivismo, que valorizavam mais os sentimentos individuais do que os coletivos, como consequência do desgosto com a situação social, também podem ser apontados como uma influência do período histórico no Romantismo.

O individualismo, que era outro aspecto do desse movimento, era uma característica da burguesia da época, que se tornou mais evidente a partir das revoluções do final do século XVIII.

3 – Principais Características do Romantismo

Levando em consideração que o Romantismo buscava se afastar dos valores tradicionais e queria se libertar da visão objetiva, a maioria de suas características são oposições diretas à esses preceitos. Veja a seguir:

Liberdade de expressão e de criação

As regras externas não importam no Romantismo. As obras desse movimento têm como principal objetivo retratar e valorizar o “eu”. Por esse motivo, os autores sentem que têm total liberdade para expressarem seus sentimentos e visão de mundo da forma como desejam. 

É importante considerar também que os pensadores e artistas românticos frequentemente recorriam à imaginação na produção das suas obras. Na literatura, por exemplo, o objetivo não era descrever o mundo como ele é, mas sim como ele poderia ser.

Rebeldia e Idealismo

Os autores do Romantismo tinha uma visão de mundo completamente idealizada. A realidade para esses autores era considerada desesperadora, já que eles enxergavam as regras do mundo moderno como limitações ao crescimento pessoal, político e artístico. 

Para eles, a pátria, a mulher e o amor são vistos não da forma como são, mas como eles acreditam que deveriam ser. Por esse motivo, a pátria é sempre perfeita. A mulher é sempre retratada como virgem, frágil, bela e submissa e além dessas características, está  o inatingível. O amor é espiritual, geralmente inalcançável e a causa de grande sofrimento.

Assim, os artistas românticos eram idealistas e frequentemente se retratavam como heróis rebeldes, à margem da sociedade passaram a ver seu trabalho como uma forma de promover a mudança. Por esse motivo, era comum que a arte romântica também retratasse as injustiças sociais e as opressões políticas da época.

Individualismo 

Os autores do Romantismo consideravam que eles e seus sentimentos estavam no centro do universo. Na visão dos romancistas, seus desejos, paixões e frustrações são mais importantes do que os acontecimentos externos. 

Eles davam grande ênfase às suas características e experiências pessoais, que geralmente eram definidas por sentimentos e emoções. Dessa forma, as obras românticas eram também marcadas por um forte subjetivismo que retratava de forma fiel a visão de mundo dos autores.

Nacionalismo

Muitas obras do Romantismo exaltam os feitos dos heróis nacionais, resgatando o passado das nações, principalmente o período medieval. Também é comum a valorização da pátria. 

Valorização da Natureza

Para os romancistas, a natureza consistia em uma força incontrolável e transcendental. O autor romântico é fascinado pela natureza. Ele descreve as paisagens exóticas e usa, também, essa característica para exaltar sua nação.

Além disso, o autor romântico transforma a natureza em uma personagem que reflete o “eu”. Portanto, ela assume as emoções, como tristeza, e esbanja exuberância diante da alegria e das conquistas do indivíduo.

Pessimismo e Escapismo

Os romancistas, frequentemente, ficam impossibilitados de realizar os desejos do seu “eu”. Isso acaba gerando angústia, frustração, desespero, tristeza, entre outras emoções que acabam caracterizando esse estado de espírito como o “mal do século”.

Um fator gerado por esse pessimismo existente é a fuga da realidade que o autor não consegue suportar. A causa dessa frustração vem do contexto histórico: a Revolução Francesa promoveu mudanças, mas essas mudanças não deixaram os homens satisfeitos e nem realizou seus desejos. Dessa forma, ele sente a necessidade de escapar da realidade.

Devido à isso, o final de muitas obras do período do Romantismo traz a saída encontrada pelos autores para essa tristeza e para fugir da realidade. Morte, suicídio, fuga para a natureza ou a pátria são os escapes possíveis para esse mal.

Sentimentalismo

A ênfase nas emoções pessoais é uma das principais características do Romantismo. O autor expressa não só os sentimentos dos personagens, mas sua própria percepção das situações e da vida.

4 – Gerações do Romantismo

O Romantismo pode ser dividido em 3 gerações que possuem algumas características que as diferem. Veja:

Primeira Geração

Quando o Romantismo surgiu os autores ainda mantinham em seus textos algumas características clássicas, seguindo regras da produção literária referentes ao período. 

As obras desse período abordam a natureza, o país e idealizam tudo maravilhoso, por isso alguns estudiosos chamam essa geração de nacionalista. Em Portugal, os temas mais frequentes eram o nacionalismo, o romance histórico e o medievalismo. No Brasil, esse apego ao passado era visto no indianismo.

Segunda Geração

A segunda geração é o período conhecido como Ultrarromântico, em que o mal do século tem papel de destaque e as obras acabam sendo mais pesadas. 

Suas características marcantes são o exagero no subjetivismo e emocionalismo. As menções ao tédio e desejo de morte são frequentes. 

Terceira Geração

Nesse período os escritores quebraram regras da literatura. Os poemas começaram a ser escritos de maneira diferente e na prosa começam a aparecer palavras que antes não eram da literatura, ou seja, palavras mais usadas pelo povo.

Nessa geração os autores também começaram a falar de questões sociais. Foi o primeiro passo para o realismo, próximo movimento literário.

5 – O Romantismo no Brasil

O Romantismo no Brasil

O Romantismo chegou ao Brasil no início do século XIX. Seu marco inicial foi a publicação do livro “Suspiros poéticos e saudades”, de Gonçalves de Magalhães, em 1836. Porém, o Romantismo brasileiro apresenta características um pouco diferentes do Romantismo europeu. 

Na Europa, obras com temáticas medievais eram bastante comuns, já que esse era o passado histórico europeu. Já no Brasil, o resgate ao passado chegava aos nossos ancestrais que já viviam aqui: os índios.

O Romantismo brasileiro é marcado pelo indianismo e culto à nossa fauna e flora. Também está presente o regionalismo ou sertanismo, que é o fato de os autores concentrarem-se em personagens que retratam o típico brasileiro do interior, que vive com o folclore característico de sua região e costumes locais.

A literatura desse período também retratava as lutas políticas e sociais existentes em nosso país, como o movimento abolicionista. Também não podemos nos esquecer que, devido à época, começavam a surgir problemas urbanos relacionados à relação delicada entre indústrias e operários, assim como a corrupção e o materialismo.

6 – Principais autores do Romantismo brasileiro e suas obras

Gonçalves Dias:

  • Segundos Cantos (1848)
  • Últimos Cantos (1851)
  • Os Timbiras (1857)
  • Cantos (1857)

Álvares de Azevedo:

  • Lira dos Vinte Anos (1853)
  • Noite na Taverna (1855)

Casimiro de Abreu:

  • Primaveras (1859)

Castro Alves:   

  • Espumas Flutuantes (1870)
  • Os Escravos (1883)

José de Alencar:   

  • O guarani (1857)
  • Iracema (1865)
  • Til (1871)
  • Senhora (1875)

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