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O que é Ambiguidade, seu conceitos, exemplos e diferenças importantes!

Entenda o que é Ambiguidade e suas características próprias!

A ambiguidade é um fenômeno que gera dúvida na interpretação de uma frase. Ele não é causado de forma proposital, mas é um erro acidental se levarmos em conta as regras da língua formal. Muitas vezes ele é causado pela escolha incorreta da palavra ou por sua posição na frase. Também é um conceito muito confundido com polissemia e duplo sentido!

Neste artigo sobre Ambiguidade, você encontrará:

  1. O que é Ambiguidade? Lexical e Estrutural com Exemplo!
  2. Como saber se a frase é ambígua
  3. Tipos de ambiguidade e como concertar
  4. Polissemia, Duplo sentido, Figura de linguagem, Anfibologia
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O que é ambiguidade? Exemplo

Ambiguidade significa algo que é duvidoso, que tem mais de um entendimento. Ao escrevermos um texto pode acontecer da nossa frase significar mais de uma coisa ao mesmo tempo, confundindo o leitor.

Um trecho ambíguo pode gerar problemas de interpretação e dificultar a comunicação. Se não temos certeza sobre o que foi passado, significa que a mensagem não foi passada de forma clara.


Na linguística, a área do português que estuda as questões da língua, também podemos chamar ambiguidade de anfibologia. Se ver esse nome, saiba que são as mesmas coisas!

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Exemplo:

“Caetano sentou na cadeira e quebrou o braço.”

  • Quem ler uma frase assim, pode se perguntar: “Quem teve o braço quebrado, Caetano ou a cadeira?”

Ambiguidade Lexical e Estrutural

  • O que é ambiguidade lexical? É aquela que acontece dependendo da palavra que escolhemos usar.
  • O que é ambiguidade estrutural ou de sintaxe? É aquela que acontece dependendo da posição que a palavra ocupa na frase.

Viu a diferença? Uma envolve a escolha da palavra, a outra envolve a posição da palavra.

Como saber se a frase tem ambiguidade?

Quando lemos uma frase ambígua ficamos com dúvida e confusos. Intuitivamente sabemos que algo está errado, pois começam surgir possibilidades e tentativas de entender o que foi dito.

É importante ressaltar que a Ambiguidade é um vício de linguagem, ou seja, algo que não é permitido em textos formais. É um erro que se comete ao tentar passar a mensagem. 

  • Por outro lado, você já deve ter percebido alguns textos literários ou poéticos que usam recursos parecidos para causar humor. Nesse caso, não se trata de ambiguidade, mas de polissemia ou duplo sentido. Veremos essa diferença no último tópico do artigo!

O que é uma frase ambígua?

De acordo com a gramática da língua portuguesa, dizemos que uma frase, comunicado, ou fala é ambígua quando permite diferentes interpretações. Assim, esse trecho dá uma sensação de incerteza, dúvida e não nos permite saber ao certo o que era pra ser comunicado.

Tipos de ambiguidade, exemplos e como consertar!

Veja a classificação e a apresentação das formas mais comuns de se causar ambiguidade. Logo após, colocaremos a forma de evitá-las ou consertá-las.

Acompanhe:

Uso incorreto de pronomes possessivos

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Não saber empregar o pronome possessivo pode gerar ambiguidade. Eles indicam posse e você pode deixar o leitor confuso sobre quem tem o quê. Veja:

Exemplo: “Ana pediu a Caio que pegasse sua carteira.”

Fica a dúvida: a carteira era de Ana ou Caio? 

Para evitar isso, devemos escolher um pronome que flexione. Assim:

“Ana pediu a Caio que pegasse a carteira dele.”

Assim, fica claro de quem era a carteira. Se fosse de Ana, seria usado o “dela”.

Colocação inadequada de palavras

Ocorre quando a posição da palavra na frase não nos dá certeza sobre a mensagem. Veja:

Exemplo: “O garoto doente não conseguiu andar.”

Surge a dúvida: o garoto sempre teve uma doença e não conseguiu andar dessa vez, ou estava doente e por isso não conseguiu andar naquele momento? 

Para evitar a dúvida, a posição em que se coloca o termo “doente” e a colocação de vírgulas é que auxilia o entendimento.

“Estando doente, o garoto não conseguiu andar.”

“O garoto, que era doente, não conseguiu andar.”

Confusão entre o pronome relativo e conjunção integrante

Ocorre quando uma pessoa não sabe como usar o pronome relativo, aquele que retoma um antecedente, representando-o no início de uma oração. E também desconhece a função da conjunção integrante, aquela que introduz orações substantivas.

Exemplo: “A mãe avisou à filha que estava indo ao shopping.”

Dúvida: Quem ia ao shopping, a mãe ou a filha? 

Para tirar o problema, a partícula “que” deve ter suas possíveis funções bem entendidas e sinalizadas. Assim:

“À filha, a mãe avisou que estava indo ao shopping.”

“A mãe avisou à filha, que estava indo ao shopping.”

Posição duvidosa das formas nominais

A ambiguidade ocorre quando o uso de verbos na forma nominal, gerúndio, particípio ou infinitivo, aparecem em contextos não especificados, ou seja, em posições duvidosas. 

Exemplo: “Maria olhou a gata correndo”

Podemos nos perguntar: “Quem estava correndo, Maria ou a gata?” 

Para evitar esse problema, podemos mudar a posição das orações, assim:

“Correndo, Maria viu a gata.”

“Maria viu a gata, que estava correndo.”

Qual é a diferença entre duplo sentido e ambiguidade?

A ambiguidade, como já foi dito, é vista como um vício de linguagem. Então ela é causada de forma desproposital, um erro sem perceber. 

Porém, na linguagem lírica e poéticaliberdade criativa o que chamamos de licença poética. Neste caso, as figuras de linguagem podem ser usadas para causar efeitos de ênfase ou humor.

Dentro delas, temos os recursos do duplo sentido e da polissemia. 

O duplo sentido é o uso proposital de expressões que possuem diferentes interpretações, para um fim poético-humorístico e contextualizado.

Polissemia e Anfibologia

Polissemia-da-palavra-manga

A polissemia é um outro recurso que está próximo dos conceitos de ambiguidade e duplo sentido, mas é algo diferente. Ela diz respeito às palavras que naturalmente apresentam mais de um significado no dicionário, independente do contexto e da intencionalidade.

A palavra isolada pode gerar dúvidas sobre qual significado se referia, porém, quando aplicada no contexto da frase, não deixará dúvidas.

Exemplos:

  • Manga” é uma palavra que naturalmente tem dois significados, seja a manga da camisa ou a manga fruta.
  • Ponto” pode tratar-se de um ponto na geometria (plano cartesiano), ou o sinal de pontuação em gramática, ou o local como o ponto de ônibus ou de táxi. 
  • Pregar“, por exemplo, pode se referir ao ato de falar, pregar um sermão. Mas naturalmente também pode se referir a ação de unir coisas, como pregar um prego

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