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Tudo sobre o curso de Medicina: como ingressar, graduação, áreas de atuação, remuneração e muito mais!

Brasão do curso de MedicinaBrasão do curso de Medicina

O curso de Medicina é um dos mais prestigiados em todo o mundo. Por sua alta remuneração e boa oferta de trabalho, é muito concorrido nos vestibulares. Contudo, é uma profissão de grande responsabilidade e dedicação, que não deve ser vista apenas como fator de status. Fique conosco e saiba os detalhes do curso!

Neste artigo você encontrará:

  1. Introdução ao curso de Medicina: o que é, origem e atuação
  2. Duração e cronograma do curso de Medicina
  3. Internato, Residência e especializações
  4. Mercado de trabalho e remuneração
  5. Onde cursar Medicina e quanto custa

Introdução ao curso de Medicina

A Medicina é uma ciência dedicada à restauração e manutenção da saúde humana nos mais variados aspectos: físico, mental e social; da infância à maturidade. Tem como fundamento a cura e a prevenção de enfermidades, seja uma indisposição, contaminação, infecção ou síndrome.

O pai da medicina, Hipócrates, dissertou belíssimamente sobre a “arte da cura” e toda a responsabilidade que há por trás dela. Não em vão, parte do juramento dos graduandos em Medicina é retirada de seu texto:

 “Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência”.

Segundo Hipócrates, a Medicina deve se basear nas observações dos fatos, do corpo humano e da sua relação com o meio ambiente. É um trabalho que exige muitas virtudes e dedicação.

Muitas vezes, o curso de Medicina é escolhido devido ao seu status ou alta remuneração. Porém, alguns aspirantes desconhecem que, para se tornar um médico, é preciso enfrentar uma jornada longa e exaustiva (cerca de uma década) e que a carga ética, moral, humana e acadêmica que envolve a profissão é séria e pesada.

O vestibular é apenas o início das dificuldades de um futuro médico, mas, também, das conquistas e alegrias! 

O curso tem duração de 6 anos e possui um currículo bem rigoroso. Após o período de vestibular e de graduação, deve-se acostumar com o fato de não parar de estudar, ter uma carga horária farta e lidar com situações difíceis, caso queira honrar a profissão e ter sucesso. É necessário muito conhecimento e controle emocional.

Duração e cronograma do curso de Medicina

Modalidade: Bacharelado

Duração: 6 anos de graduação

Área: Ciências Biológicas

Carga horária: Integral

Matérias obrigatórias: cerca de 70% da grade curricular

Matérias opcionais: cerca de 30% da grade curricular

Observação: podem haver pequenas variações de acordo com as instituições de ensino.

O curso de Medicina costuma ser dividido em 3 etapas: inicial, clínica e internato. Confira os detalhes de cada uma.

Etapa inicial do curso de Medicina

Esta etapa corresponde aos dois primeiros anos do curso de Medicina, e é onde são aprendidos os fundamentos teóricos da graduação. Veja as principais matérias cobradas:

  • Anatomia e fisiologia
  • Bioquímica e biofísica
  • Farmacologia e Imunologia
  • Microbiologia e Histologia
  • Embriologia e Genética

Neste ponto do curso, as aulas de Anatomia são estudadas tanto por imagens impressas e animações 3D, quanto pelo uso do laboratório com peças anatômicas e manipulação de cadáveres. Além disso, muitos experimentos são feitos em microscópios.

Etapa clínica teórica ou pré-clínica

Já neste período da graduação, os temas principais serão as patologias. Será estudado todas as categorias principais de doenças e suas manifestações e assuntos complementares, como profilaxia.

Há um estudo complexo e aprofundado das matérias de Patologia e Epidemiologia. Também pode-se chamar de fase pré-clínica porque o foco ainda não é a atuação prática. Esta fase também dura cerca de 2 anos.

É como uma etapa intermediária em que ainda se estuda a teoria mas já direcionando para as condutas de atuação, não tanto para o conteúdo em si.

Internado ou atuação Clínica

Nos 2 anos finais da graduação, há um enfoque na prática da profissão. Além dos estudos da faculdade, o estudante deve atuar em hospitais e unidade de saúde, supervisionados e orientados por médicos formados. Já fazem plantão e aplicam técnicas. 

Este período é chamado de internato, pois é obrigatório para graduação do estudante e ele pode ser mandado para atuar em qualquer localidade de vínculo com a instituição de ensino, utilizando dos conhecimentos adquiridos

Esta fase é muito importante, pois nela se dá o contato direto com os médicos especializados, já impulsionando o aluno para a próxima fase, posterior à graduação.

Graduação em Medicina – Enfim, graduado

Logo após o fim do curso, o recém graduado deve realizar o registro no Conselho Regional de Medicina para ser um profissional legal. 

Todos os estudantes saem como clínico geral – não especializados.

Novas diretrizes foram sancionadas para regulamentação dos estudantes, em 2014. Dentre elas, a obrigatoriedade de realizar estágio no Sistema Único de Saúde (SUS), na emergência e no serviço de urgência, devendo corresponder a 30% do internato.

Outro ponto importante é que os estudantes serão avaliados a cada 2 anos – pelo governo – e o resultado integrará o processo de ingresso na residência médica.

Internato, Residência e Especializações

Há quem faça confusões com esses termos, e isso é perfeitamente comum! Como já abordado no tópico anterior, o internato é uma prática obrigatória que se dá dentro da graduação.

Já a Residência é a etapa pós-graduação, em que o Médico recém formado sai como clínico geral e faz uma prova – mais concorrida que o vestibularpara trabalhar, de fato, e se especializar ao mesmo tempo.

Porém, a Residência dura poucos anos e é apenas a primeira pós-graduação da área médica. Um médico que busque relevância e aperfeiçoamento, pode continuar fazendo mestrados, doutorados, etc; para aprofundar seus tipos de especializações.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), há 53 especializações médicas reconhecidas.

Especializações médicas mais conhecidas e procuradas

  • Pediatria
  • Ginecologia e Obstetrícia
  • Cirurgia Geral
  • Cardiologia
  • Ortopedia e Traumatologia
  • Oftalmologia
  • Radiologia e Diagnóstico por Imagem
  • Psiquiatria
  • Dermatologia
  • Cirurgia Plástica

Cada especialização permite uma ala de atuação diferente: o profissional pode  atuar em sua própria clínica, trabalhar para hospitais, lecionar em universidades, pesquisar em laboratórios, etc.

Mercado de trabalho e remuneração em Medicina

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicadas (IPEA), quase 100% dos médicos brasileiros estão empregados. Para um médico, o mercado de trabalho é sempre favorável, pois estes sempre são muito solicitados, mesmo nas suas mais diversas especializações. 

Cerca de 75,5% dos médicos brasileiros trabalham mais de 40 horas por semana, sendo que a maior parte (78%) possui mais de um emprego. As instituições de atuação vão desde clínicas próprias à instituições públicas ou empresariais.

O salário médio da profissão é de R$ 16.000 por mês. Porém, há muitos fatores que fazem o salário variar, podendo ir de 2.000 (residentes) a 30.000 reais (especializações mais bem pagas e atuação no interior)

Fatores que interferem na remuneração

Há umas série de fatores que podem aumentar o salário de um médico, desde currículo até local de atuação. Confira cada uma delas:

  • Especialização:

Todos sabemos que quanto mais recheado o currículo, maior a possibilidade de uma remuneração farta. Segundo a Revista Exame, médicos que possuem somente graduação ganham cerca de R$4.700 mensais. 

Atualmente, no Brasil, o Cirurgião plástico é o médico especializado mais bem pago, pois o país é campeão internacional em cirurgias anuais de estética. O salário equivale, em média, a R$18.500 mensais.

Outras especialidades bem remuneradas são: Cirurgia Geral ( média de 16.000 reais mensais), Ortopedia (média de 14.000 reais mensais) e Anestesistas ( média de 10.000 mensais). Devido ao envelhecimento demográfico da população brasileira, áreas que trabalham muito com idosos são de alto potencial promissor.

  • Língua estrangeira:

Saber falar – fluentemente- uma língua estrangeira, sempre agrega valor ao currículo de um profissional. O mesmo ocorre para o médico, principalmente se souber mais de uma língua estrangeira. 

Se o profissional tem nível básico em outra língua, pode ganhar em média R$7.000 mensais. Esse valor pode subir para algo próximo de R$9.000,00 mensais, caso haja um segundo idioma fluentemente.

  • Região de atuação: Interior

A taxa de médicos formados e em formação é bem alta no Brasil, semelhante a de países muito desenvolvidos. Porém, há uma grande desigualdade na distribuição desses profissionais, que estão concentrados nas áreas centrais.

Devido a essa realidade, muitas prefeituras interioranas oferecem atrativos salários aos médicos Como exemplo disso há o município de Joia , no qual, durante um período, houve apenas uma médica clínica geral que ganhava cerca de 30.000 reais mensais.

  • Propostas na rede pública (Sus)

Embora haja uma má fama no Sus, que tem sim suas dificuldades, há promessas de mudanças. Vários projetos de lei tem sido tramitados no Congresso, sob acompanhamento do Conselho Federal de Medicina.

Além disso, ainda que a situação nos Postos de Saúde sejam repelentes, os hospitais do SUS oferecem boa remuneração. Como exemplo, há hospitais públicos do Distrito Federal que chegam a pagar R$17.000 mensais aos médicos. Em São Paulo, o piso do estado é próximo aos 14.000 reais mensais para estes profissionais.

Onde cursar medicina e quanto custa?

É quase um consenso que as universidades federais são símbolos de prestígio nos cursos. De fato, são também, as mais concorridas. Porém, há opções tão boas quanto, ou até melhores – dependendo do enfoque que o aluno busca.

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  • Universidade pública: A forma de ingresso sempre passa pelo Enem seguido do Sisu. A não ser naquelas exceções como a Unesp e Usp, que têm vestibular próprio.

O benefício é justamente o fato de ser gratuito e ter relevância nacional. Outro traço marcante, é o estudo voltado para pesquisa e a parceria com hospitais públicos.

  • Universidade particular: a concorrência também é grande, havendo um afunilamento. Com mensalidades que variam de 5 mil a 8 mil no curso de Medicina, não é qualquer um que pode arcar. O benefício é a qualidade da infra-estrutura e a oferta de materiais práticos, além das parcerias com hospitais da rede privada.

Cada uma delas tem uma particularidade na formação de seus alunos. Caso queira,  o estudante deve acessar os sites oficiais e ler a programação da faculdade sobre o curso.

Há formas de ingressos por vestibulares próprios das universidade particulares, que, dependendo de suas políticas, podem render até bolsas. Além disso, há, também, ingresso por meio do ProUni e do Fies

Além do mais, os custos que o estudante tem com transporte, moradia, alimentação, material acadêmico e material de prática, são bem altos; independemente de escolher uma faculdade pública ou privada.

  • As 3 melhores universidades públicas no curso de Medicina:
  1. Universidade de São Paulo (USP)
  2. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
  3. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Para saber o top 10 universidade públicas de medicina, confira o artigo que preparamos!

  • As melhores universidades particulares no curso de Medicina:

De modo geral, as melhores instituições de graduação particular na Medicina são unidades da Faculdade Ciências Médicas e da Pontifícia Universidade Católica (PUC).

Porém, não são todas as unidades espalhadas pelo Brasil que são destaque, e há outras instituições de ensino que são melhores que algumas delas. Sobre esse assunto, fizemos um artigo específico para você. Confira aqui!. Portanto, pode haver variação de cidade para cidade.

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