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Resumo da Idade Moderna: conceito e principais características

Idade ModernaIdade Moderna

A Idade Moderna construiu as bases para a vida contemporânea. Ela foi um momento importante para a história, no qual floresceram o Estado como conhecemos hoje e muitas nações, inclusive o Brasil. Descubra como foi a Idade Moderna e se prepare para as provas de vestibular e do Enem, em que ela está sempre presente.

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Como a história é dividida? E por quê?

O ensino da história nas escolas brasileiras é feito a partir de recortes em longos períodos. Por isso se fala em Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna etc.

Essa divisão segue a periodização estabelecida pela historiografia ocidental. O intuito por trás dela é o de organizar o tempo, facilitando o estudo sobre a vida humana e as sociedades.

Deste modo, facilita percebermos as mudanças que ocorreram de um período para o outro. Além disso, podemos saber qual foi o momento marcante que acarretou nas transformações descritas.

O modelo que temos atualmente é uma forma clássica de divisão que se consolidou quando a História se tornou uma disciplina escolar e universitária, na passagem do século XVIII para o XIX. Neste momento, entendia-se que a história poderia ser recortada em: Antiga, Medieval e Moderna.

Os períodos atualmente estudados no Brasil são:

Conceito de Idade Moderna

A ideia de Idade Moderna já existia no século XVI. Alguns intelectuais deste século sentiram a necessidade de diferenciar a sua época da Idade Média.

Apesar disso, somente no século XIX os marcos temporais que definem a Idade Moderna seriam estabelecidos. No caso, ela teria início em 1453, ano da queda do Império Bizantino e o fim em 1789, quando a Revolução Francesa começou.

O marco inicial da Idade Moderna foi estabelecido pela primeira vez por Christopher Keller. Ele publicou seu livro História Universal em 1688, onde pôs como limites da Idade Média o reinado de Constantino e a tomada de Constantinopla pelos otomanos, em 1453. A partir deste ano haveria uma nova época, portanto: a moderna.

É preciso entender que as transições pelos períodos não marcam uma ruptura total entre duas formas de organização social, política e econômica. Ao contrário, há muitas permanências também. Segundo o historiador Jacques Le Goff, aspectos medievais permaneceram na França até o século XIX.

Um outro apontamento é que os marcos foram estabelecidos pelo ponto de vista europeu. Ou seja, levam em consideração apenas eventos que afetaram diretamente o velho continente, ignorando acontecimentos em outras partes do mundo.

Quais são as características da Idade Moderna?

Assim como o conceito de Idade Moderna se refere a eventos europeus, é preciso entender que cada nação viveu esta época à sua maneira. O que não impede de podermos fazer classificações gerais levando em consideração algumas características comuns ao período.

De maneira geral, a descentralização política que foi a norma na Europa medieval e fortaleceu a nobreza foi revertida para uma centralização política cada vez maior. Isso deu origem ao Estado Moderno e ao Antigo Regime.

A Idade Moderna colheu os frutos do Renascimento que foi seu movimento cultural característico. Ele estabeleceu uma compreensão humanista da realidade, que transformou a forma como se via a vida.

Nas questões intelectuais, foi durante a Idade Moderna que surgiu a Filosofia Iluminista, as discussões sobre a natureza dos conhecimentos, vistas nas disputas entre racionalistas e empiristas e a invenção da imprensa.

É neste momento que a sociedade passa a ser mais antropocêntrica e menos teocêntrica. Isso será a base para a secularização dos Estados.

Com as Grandes Navegações que aconteceram ao longo desse período, o contato entre diversos povos também influenciou em novas formas de compreender o homem e seu lugar no mundo.

Foi durante este período também que aconteceram revoluções políticas, como a Revolução Puritana na Inglaterra e a Revolução Americana. Esta última terminou com a independência dos Estados Unidos da América.

As características principais da Idade Moderna são:

  • Renascimento cultural: foi um movimento artístico e intelectual que esteve em vigor durante os séculos XIV e XVI, tendo como origem a Itália. Seus principais aspectos são: o humanismo, o racionalismo e a valorização da antiguidade.
  • Renascimento comercial: durante a Idade Média o comércio ficou retraído, pois a base da economia era o feudo e ela não era monetarizada. Com o crescimento das cidades, houve a expansão do comércio e o surgimento da classe burguesa.
  • Centralização do poder político: O poder do rei cresceu no final do século XIV, principalmente com o crescimento das guerras na Europa, como a Guerra dos Cem anos.
  • Reformas Religiosas: A Idade Moderna foi palco da quebra da unidade religiosa que havia na Idade Média. Várias denominações religiosas surgiram após críticas à Igreja Católica e com a ajuda de reis que desejavam menos controle da religião nos assuntos políticos.
  • Expansão marítima: Com a centralização do poder político, os reis passaram a financiar expedições comerciais para outros continentes, como África e Ásia.
  • Colonialismo: As expedições comerciais levaram a lugares desconhecidos, que foram tomados pelos europeus, onde eles estabeleceram colônias.

Política da Idade Moderna

A Idade Moderna foi o período de florescimento da consolidação dos Estado Nacionais e do absolutismo monárquico. Essa transformação foi a mais profunda com relação ao período medieval.

A Europa era dividida em feudos, onde se estabeleciam as relações de vassalagem. Deste modo, o poder do senhor feudal atingia diretamente aqueles que lhe prestavam fidelidade, mas não obrigava o vassalo a obediência a outra pessoa, mesmo o rei.

Mas isso se inverte e o poder político passa a ser centralizado até mesmo sob o argumento religioso de que havia um direito divino dos reis. Os autores mais conhecidos desta doutrina foram Jean Bodin e Jaime I.

Outras causas para a formação do absolutismo foram:

  • O renascimento do Direito Romano;
  • a criação de exércitos permanentes pelos reis, que proibiam a guerra entre vassalos;
  • o apoio da burguesia ao rei;
  • decadência da cavalaria;
  • ampliação do domínio dos reis feita pelo casamento ou por conquistas.

Economia da Idade Moderna

A Idade Moderna é tida como o momento de transição entre o modo de produção feudal e o modo capitalista. Isso se deu pelas práticas mercantilistas, que são características do período.

O mercantilismo surgiu após o progresso comercial iniciado nos fins da Idade Média e do avanço da manufatura. Ele foi a principal política econômica dos reis absolutistas modernos.

As características principais do mercantilismo são:

  • Metalismo: a riqueza das nações é avaliada na quantidade de metais preciosos (ouro e prata) que elas detêm.
  • Balança comercial favorável: com esse princípio buscava-se ter mais exportações que importações, mantendo assim a economia em superávit. Isto é, ganhando mais do que gastando.
  • Incentivo às manufaturas: os mercantilistas apoiavam as manufaturas pois os produtos delas eram mais caros do que as matérias-primas e por isso geravam mais lucros.
  • Protecionismo alfandegário: tinha-se como prática a manutenção de altos impostos sobre produtos importados para proteger os Estados, estimular a indústria nacional e a manter a riqueza no país.

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