História

O que era Absolutismo? Como era ser governado por um rei com poder absoluto? Nem tão legal quanto nos filmes…

O que era AbsolutismoO que era Absolutismo

O absolutismo é o regime político em que uma única pessoa possui poderes absolutos, ou seja, o governante é o único que possui o poder absoluto de ordenar. Normalmente o regime é governado por um rei ou uma rainha.

Estude essa matéria de História com o nosso artigo sobre Absolutismo, que foi uma fase importante e que costuma cair com frequência no caderno de Ciências Humanas e suas tecnologias do ENEM e de outros principais vestibulares. 

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O que era Absolutismo?

O absolutismo é um regime de poder, uma forma de governar, na qual o poder absoluto deve ser concentrado nas mãos do rei, e ele é o responsável por comandar toda a nação. Na Europa, na idade moderna, entre os séculos XVI e XIX, esse regime foi um dos principais modelos de governo colocado em prática.

Por meio do absolutismo, os monarcas tinham o poder de desenvolver leis, sem que tivesse a aprovação de outras pessoas, como por exemplo o consentimento da sociedade, que não tinha nenhuma possibilidade de decidir sobre as questões implantadas. 

Além disso, criavam novos impostos e tributos para financiar os seus próprios projetos e conflitos, beneficiando somente a si. 

O rei na fase absolutista tinha extremo poder, diferente da Idade Média. O rei nesse período era considerado limitado, pois dependia de uma relação de vassalagem, esse relacionamento era baseado na troca de favores entre reis e nobres. 

O rei absoluto sempre estava envolvido em conflitos religiosos, ao ponto de ter total controle diante do clero. Sendo assim, o rei possui um poder até maior do que as igrejas, muitos interferiam no papado, consideravam-se superiores e tudo deveria estar abaixo deles.

relacionamento do rei com o clero no absolutismo
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As nações modernas, começaram a passar por um processo de estruturação. Esse desenvolvimento fez gerar então uma nova classe social, que possuía grande poder econômico, denominada burguesia

Essa classe formada, considerava a fragmentação política e econômica do feudalismo, muito desinteressante, pois atrapalhava nas relações comerciais. Isso se dava porque em cada terreno o rei definia sua própria moeda e seu próprio imposto.  

A nobreza, diferentemente da burguesia, acreditava que a concentração do poder garantia as terras e o seu controle sobre elas, assim não sairiam prejudicados. 

O rei tinha como responsabilidades:

  • Criar impostos;
  • Determinar leis;
  • Impor leis, a moeda e o idioma;
  • Impedir invasões;
  • Garantir a segurança do reino;
  • Acabar com rebeliões e revoltas.

A economia das nações se desenvolveu e fortaleceu, consequentemente foi preciso proteger toda a produção nacional. Para isso foram criados impostos alfandegários, que eram cobrados de produtos produzidos em outros países. 

Com tantos impostos cobrados, o rei capacitou diversas pessoas para constituir um exército especializado e permanente para lutar, defender e proteger o reino das ameaças.

Importante ressaltar que a doutrina “Direito Divino Reis” é diferente do regime absolutista, pois o poder e autoridade da doutrina era concebido diretamente de Deus, o rei só era destituído por Deus. 

Principais pensadores absolutistas

Pensadores absolutistas: Maquiavel, Hobbes e Bossuet

Nesta época do regime absolutista, teve o surgimento de grandes intelectuais que escreveram sobre a justificativa do poder absoluto. Eles são estudados até os dias atuais, como por exemplo:

  • Nicolau Maquiavel, com a obra “O Príncipe”;
  • Thomas Hobbes, com a obra “O Leviatã”; 
  • Jacques Bossuet “ A política retirada da escritura sagrada”; 

Nicolau Maquiavel, em “O Príncipe”, defendeu o uso da violência para a manutenção do poder sobre a população, assim ela continuaria sobre controle. Ele defendia a ideia de que “os fins justificam os meios” e que o rei deveria ser mais temido do que amado.

Thomas Hobbes, em “O Leviatã” defendeu que o poder era essencial para que a ordem mundial fosse estabelecida. Hobbes acreditava que a Europa antes do poder real era um estado de caos, com extrema violência, pois o homem, para ele, era mau por natureza, por isso é necessário ter um rei para ordenar e manter um estado sem caos.

Jacques Bossuet, em “A política retirada da escritura sagrada” defendeu que todo o poder designado ao rei provinha de Deus. Essa ideia fazia com que as pessoas sentissem medo de ir contra o rei, pois se o poder real fosse constestado era o mesmo que contestar ao próprio Deus.

Absolutismo na Europa

Rei da França Luís XIV, chamado Rei sol, na fase absolutista da Europa

A Europa teve diversos regimes absolutistas, sendo a França governada pelo Rei Luís XIV, que foi um dos reis mais conhecidos  na fase absolutista francesa. Ele até recebeu o nome de “Rei Sol”, após dizer a frase “o Estado sou eu“. O Rei Henrique VIII, teve também grande reputação na Inglaterra, como a Rainha Elizabeth. 

Já em Portugal, o regime era diferente, pois o poder estabelecido aos reis não era absoluto. Havia uma divisão entre as cortes e outras associações soberanas. Porém, ao decorrer do tempo o rei começou a aumentar o seu poder, o que gerou o reinado do Rei João V. 

Na região da Espanha, o rei Fernando de Aragão casou-se com a Rainha Isabel de Castela, assim aconteceu a união do reino espanhol, que deu início ao regime absolutista espanhol.

Surgimento do Iluminismo 

O Iluminismo fez muitas críticas aos regime absolutistas, a partir do século XVIII, juntamente com os ideais defendidos pela Revolução Francesa, o que fez o absolutismo chegar ao seu fim, sendo substituído, na maior parte dos casos, por uma tentativa de República. Após esse processo, o absolutismo ficou conhecido como “Antigo Regime”. 

Porém, antes que o antigo regime chegasse ao fim, ele tentou passar por um reforma por meio do despotismo, no entanto muitas críticas continuavam sendo apontadas.

O despotismo também é bastante diferente do absolutismo, pois nele o rei possuía ações sem nenhuma preocupação, não possuía uma sustentação teórica e não tinha muitos defensores.

Fim do Absolutismo

O absolutismo parou de ser um regime praticado, a partir do século XIX, pois era bastante criticado pelos pensamentos iluministas. 

A Revolução Francesa tentou iniciar a república, mas fracassou. Os revolucionários não conseguiram e a própria população clamou por um rei novamente. Assim surge napoleão Bonaparte, que se tornou imperador, por exemplo. Contudo, ele também fracassou no fim e aos poucos, com as transformações que surgiram, o regime absolutista parou de ser considerado como forma de governo em toda a Europa, dando fim a esse tipo de poder. 

Tais mudanças tentavam descentralizar o poder, questionavam a teoria da vontade divina do poder real, seguindo o ideal Iluminista, que acreditava na racionalização do pensamento humano.

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