História

Resumo da Revolução Francesa

Resumo da Revolução FrancesaResumo da Revolução Francesa

Em resumo, a Revolução Francesa foi um movimento revolucionário que aconteceu entre 1789 e 1799, obtendo grandes proporções e se espalhando por toda a França, marcando o fim do absolutismo nesse país e em toda Europa. Teve como inspiração os ideais do Iluminismo e foi motivada pela situação de crise que a França vivia no final do século XVIII.

Você sabe o que foi a Revolução Francesa? O movimento revolucionário francês é um tema bastante recorrente no ENEM e em outros vestibulares. Para te ajudar a compreender mais sobre o tema e se preparar para a prova, preparamos um Resumo da Revolução Francesa.

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Nesse artigo vamos falar sobre:

  • Causas da Revolução Francesa;
  • Etapas da Revolução;
  • Resumo da Revolução Francesa.

Considerações iniciais

A Revolução Francesa espalhou no mundo os ideias de Igualdade, Fraternidade. Isso é um grande paradoxo, porque ela mesma não foi assim. Foram aproximadamente 18000 assassinatos em 10 anos. As pessoas eram decapitadas em praça pública.

Vejam só a que ponto os revolucionários chegaram: 16 religiosas carmelitas foram condenadas à guilhotina porque se recusaram a assinar o manifesto revolucionário e continuaram no convento rezando. Isso aconteceu no dia 17 de julho de 1794. Isso não se deu somente com elas, mas com padres, camponeses, membros da corte.

Para serem mortos, bastava que discordassem da causa. A guilhotina matava os inocentes com uma posição diferente.

Contexto Histórico da França

No final do século XVIII, a França vivia em um regime monárquico absolutista, em que o rei era Luís XVI. O poder de Luís XVI era absoluto e a sociedade francesa era estratificada em grupos sociais muito bem definidos. A composição social da França era a seguinte:

  • Primeiro Estado: clero;
  • Segundo Estado: nobreza;
  • Terceiro Estado: restante da população.

Causas da Revolução Francesa – Resumo

Desigualdade Social

A divisão social trazia consigo uma desigualdade social muito aparente. O Primeiro e Segundo Estados tinham privilégios que o Terceiro Estado não possuía. Eles estavam isentos de pagar impostos, diferentemente do restante da população.

O Terceiro Estado era constituído por diferentes grupos, como a burguesia e os camponeses. Os camponeses ficavam cada vez mais pobres à medida que a aristocracia francesa vivia com muito luxo. Para a burguesia, os privilégios da aristocracia do país eram um obstáculo para a evolução de seus negócios.

Crise Econômica

A desigualdade social se intensificou ainda mais com a crise que existia na França. A crise econômica francesa era resultado dos elevados gastos do país. Esses gastos foram agravados pelo envolvimento da França em conflitos no exterior. A existência de privilégios para os Primeiro e Segundo Estados no país também contribuía para a crise.

A crise econômica na França fez com que o custo de vida aumentasse, a demanda de empregos fosse reduzida, e os impostos cobrados pela nobreza aumentassem.

Essa crise já era o suficiente para levar os camponeses à fome, porém em 1788 e 1789 a França passou por um inverno rigoroso, que prejudicou as colheitas e fez com que a alimentação tive um custo ainda maior.

Inúmeras tentativas de reformulação tinham sido sugeridas, mas não avançaram porque o Primeiro e Segundo Estados haviam se mostrado resistentes às chances de reformas que pudessem acabar com alguns de seus privilégios.

Assim sendo, em 1789, a França se encontrava uma condução crítica, pois a crise econômica era grave, e a pobreza e a fome levaram a população a um estado de quase rebelião.

O Início da Revolução Francesa – Resumo

A solução encontrada pela nobreza francesa foi convocar os Estados Gerais, uma reunião criada na França feudal para situações de emergência. Esta pareceu a melhor estratégia para a aristocracia, pois, no antigo Estado Geral, Primeiro e Segundo Estados se uniam contra o Terceiro.

No entanto, o Terceiro Estado propôs uma alteração no funcionamento dos Estados Gerais. A proposta era de que o voto não fosse mais por Estado, mas sim individual, ou seja, todos os membros de todos os dos Estados (incluindo os mais de 500 do Terceiro Estado) teriam direito ao voto.

O rei da França não aceitou a proposta e então o Terceiro Estado rompeu com os Estados Gerais e fundou a Assembleia Nacional Constituinte.

Ela tinha o objetivo de elaborar uma Constituição que traria mudanças para a França, fazendo com que ela se tornasse uma monarquia constitucional. Quando Luís XVI tentou fechar a Constituinte à força, a população parisiense se rebelou em sua defesa.

Em 12 de julho de 1789, a população francesa tomou as ruas de Paris. No dia 13, uma Comuna foi criada para governar Paris e uma Guarda Nacional, um tipo de milícia popular.

No dia 14, a população saiu para tomar armas e pólvora do governo, atacando a Bastilha, uma antiga fortaleza que foi transformada em prisão para os que se opunham aos reis da França.

No dia 14 de julho houve a queda da Bastilha, em que os revoltosos invadiram e tomaram o controle da prisão, que então simbolizava a opressão absolutista. Depois desse dia, a revolução espalhou-se por toda a França, alcançando novas cidades e chegando ao campo.

queda da bastilha

Etapas da Revolução Francesa

Após a queda da Bastilha, a revolução se espalhou por toda a França e se estendeu pelos próximos dez anos, tendo seu fim quando Napoleão Bonaparte assumiu o poder do país por meio do Golpe de 18 de Brumário. Em resumo, a Revolução Francesa pode ser dividida dentro do período das instituições políticas que atuaram no país:

  • Assembleia Nacional Constituinte e Assembleia Legislativa (1789-1792);
  • Convenção Nacional (1792-1795);
  • Diretório (1795-1799).

Assembleia Nacional Constituinte

Esse período corresponde aos anos em que foi redigida uma Constituição para a França e ao período da Assembleia Legislativa. A queda da Bastilha fez com que a revolução se espalhasse por toda a França, e os camponeses foram ao ataque, com medo de que a nobreza francesa tomasse alguma atitude e os deixassem sem alimento.

Conhecida como Grande Medo, essa investida aconteceu entre julho e agosto de 1789 e ficou marcada por saqueamentos e ataques contra propriedades da nobreza, seguidos de, em muitos casos, o assassinato do proprietário do local. O fim de alguns impostos e o maior acesso aos alimentos eram os principais motivos da luta dos camponeses.

À medida que a população se tornava radical, muitas mudanças ocorreram na França. Todos os privilégios feudais foram banidos e, pouco tempo depois, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi anunciada.

Este documento determinava, em teoria, que todos eram iguais perante a lei. Esta declaração pode ser considerado a mais importante de toda a Revolução Francesa.

A radicalização do povo fez com que a burguesia e a classe média tomassem um posicionamento conservador, com o objetivo de reter o ímpeto da população.

Os Primeiro e Segundo Estados começaram a fugir da França, indo para países como a Áustria e Prússia. O rei Luís XVI também tentou fugir do país, mas foi reconhecido e trazido de volta ao Palácio de Tulherias.

Durante esse período, os revolucionários atacaram também os privilégios do clero através da Constituição Civil do Clero, em 1790. O objetivo era tentar subjugar a Igreja à autoridade do Estado e isso contribuiu para que o clero aderisse à Contrarrevolução. Os revolucionários tinham verdadeiro ÓDIO à fé Cristã.

Em 1791 a nova Constituição Francesa foi promulgada, tentando interromper a radicalização da revolução. A França foi transformada em uma Monarquia Constitucional, contrariando o desejo de muitos em fazer do país uma República amplamente democrática.

Em resposta a isso, a Assembleia Nacional Constituinte se transformou em Assembleia Legislativa.

Os dois grandes grupos políticos que marcaram a Revolução Francesa então se consolidaram: os girondinos e jacobinos. Esses grupos tinham visões extremas com relação ao processo revolucionário.

Os girondinos entendiam que as mudanças deveriam ser contidas, já os jacobinos achavam que as mudanças deveriam ser mais radicalizadas.

Nesse período a Assembleia Legislativa declarou guerra com muitas outras nações da Europa. A Revolução Francesa era uma ameaça a todos as outras nações absolutistas, e muitos desses países conspiraram para invadir a França. A Assembleia Legislativa se antecipou e declarou guerra contra a Áustria e a Prússia.

Essa declaração de guerra fez com que a Revolução Francesa se radicalizasse ainda mais , dando início ao período chamado TERROR. O clima de guerra empurrou a sociedade francesa para o lado dos jacobinos e dos sans-culottes. O resultado disso foi que os sans-culottes organizaram-se, derrubaram a Monarquia Francesa e instauraram a República.

Convenção Nacional

Com a instituição da República na França, em 1792 a Assembleia Legislativa deu lugar à Convenção. Os membros da Convenção foram escolhidos através do sufrágio universal masculino. Luís XVI então deixou de ser o rei da França e sua execução já começava a ser discutida.

Enquanto os girondinos exigiam que Luís XVI fosse exilado, os jacobinos exigiam sua execução. Quando descobriram que Luís XVI estava se associando à Contrarrevolução, o rei foi executado em janeiro de 1793.

Após a execução, os jacobinos radicalizaram ainda mais a revolução para tentar implantar uma agenda reformista na França. Liderados por Maximilien Robespierre, os jacobinos impuseram seus ideais através do Comitê de Salvação Pública, apesar da Convenção ser a instituição mais importante do país.

A República governada pelos jacobinos conseguiu estabilizar a situação do país e controlar a guerra e a população. No entanto, a guerra se agravou depois da execução de Luís XVI.

A Lei dos Suspeitos imposta pelos jacobinos dava permissão para perseguir todos os considerados inimigos da revolução. Os suspeitos eram julgados e, caso condenados, GUILHOTINADOS.

guilhotina

A postura dos jacobinos gerou um desconforto por parte dos grupos mais conservadores, que decidiram reagir com o apoio da alta burguesia francesa. Eles articularam um golpe chamado Reação Termidoriana, que aconteceu em 1794.

A partir dessa data, os girondinos tomaram uma série de medidas que reverteram as decisões jacobinas. Em 1795, a Convenção foi substituída pelo Diretório. Com a Reação Termidoriana vários jacobinos, incluindo Robespierre, foram guilhotinados.

Diretório

Com a derrota dos jacobinos, a alta burguesia e os girondinos redigiram uma Nova Constituição para o país, restaurando algumas medidas. Foi um período autoritário em que o exército foi utilizado para reprimir o povo várias vezes. Além do mais, houve resistência às tentativas de golpe por parte de jacobinos e monarquistas.

A alta burguesia defendeu o autoritarismo devido à instabilidade que o país vivia, pois a população estava insatisfeita, a economia estava em colapso e as ameaças de guerra eram iminentes. Então, implantação de uma ditadura autoritária começou a ser defendida.

Surgiu então o apoio a Napoleão Bonaparte, general que liderava os exércitos franceses. O resultado foi a organização de um golpe por Napoleão, que tomou o poder da França em 1799, em um evento conhecido como Golpe do 18 de Brumário. Iniciou-se, então, o Período Napoleônico.

Resumo das Consequências da Revolução Francesa

  • Aproximadamente 18.000 pessoas assassinadas na guilhotina, aproximadamente 4 por dia;
  • Desestabilizou a França de forma que nunca mais prosperou como antes da Revolução;
  • Império do Estado sobre a liberdade religiosa e perseguição dos cristãos;
  • Desunião do povo francês;
  • Fim do feudalismo e início da consolidação do capitalismo;
  • Queda do absolutismo em toda a Europa;
  • Inspirou os movimentos de independência na América, sobretudo das nações colonizadas pela Espanha;
  • Popularizou a república como forma de governo;
  • Popularizou a ideia de separação dos poderes;
  • Garantiu a aplicação dos ideais liberais de liberdade individual do lema “todos os homens são iguais perante a lei”;
  • Consolidou o nacionalismo enquanto ideologia de reconhecimento do dever patriótico.

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