Biologia

O que é Hereditariedade? Veja este Resumo para aprender sobre o assunto!

Entenda de uma vez por todas o que é Hereditariedade e o que ela tem a ver com a genética!Entenda de uma vez por todas o que é Hereditariedade e o que ela tem a ver com a genética!

Hereditariedade é o fenômeno biológico de transmissão das características, feita de pais para filhos. Isso só é possível porque os genes são estruturas que portam essas informações e estão presentes nos gametas. Assim, durante a fecundação, a metade das características de cada parental será transmitida para os filhos.

Neste artigo sobre Hereditariedade, você encontrará:

  1. O que é Hereditariedade
  2. Qual é o conceito de hereditariedade?
  3. História da formação do conceito
  4. Qual é a importância da hereditariedade?
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Qual é o conceito de hereditariedade?

Hereditariedade é a capacidade que os seres vivos têm de transmitir características de geração em geração.

No sistema biológico dos seres vivos, as características são carregadas pelo “universo celular”: o material genético das pessoas, DNA, são fitas que se enrolam e formam cromossomos. Cada par de cromossomos forma uma unidade chamada gene.

Portanto, em última análise, os genes é que portam os códigos que descrevem as características que temos. É como se fosse um gráfico: a gente dá os números dos pontos, e eles formam uma imagem característica. Tendo em vista essa analogia, precisamos destacar dois conceitos:

  • Genótipo: é informação da característica em linguagem de códigos (genes)
  • Fenótipo: é a expressão física da característica (como o corpo real aparenta)

Dito isso, é importante lembrar que apesar de os genes serem hereditários, pode ocorrer de uma pessoa ter um gene que não irá se expressar, ou seja, ela tem um genótipo que não gera um fenótipo. Também pode ocorrer de um gene do pai não passar para o filho

Mas como isso é possível?

Algumas propriedades podem se manter inativas durante gerações, porque precisam estar acompanhadas de outros genes semelhantes para conseguir se expressar. Estamos falando dos genes recessivos e dominantes.

  • Recessivos: precisam estar em pares iguais (duplicados) para despertar o seu fenótipo. Olhos azuis, ser canhoto, ter cabelos loiros e ruivos são exemplos disso. Se só houver um deles no par, o outro será dominante e expressará sua própria característica. 
  • Dominantes: basta haver apenas um desse gene para despertar o seu fenótipo, mas pode aparecer em par também, sem alterar a expressão da característica. Ter lábios grossos e cabelos escuros são exemplos disso.

Além disso, as informações gênicas podem desaparecer, em consequência das mudanças ambientais e climáticas. Nestes casos, a seleção natural afeta diretamente a hereditariedade.

A hereditariedade se expressa pelo conjunto de genes, também contidas no núcleo dos gametas. Portanto, durante a fecundação, a metade dos genes de cada ascendente (pais ou parentais) se fundem em um novo ser. 

Esses descendentes (filhos) são formados por duas metades de características herdadas e misturadas, formando uma combinação inédita.

Tipos de Hereditariedade

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De modo geral, dizemos que existem dois tipos de hereditariedade:

  • Hereditariedade Específica: é aquela que transmite os agentes genéticos que determinam as características comuns a toda uma espécie. A espécie humana, por exemplo, apresenta atributos físicos e estruturais comuns a todos os seus seres e que nos diferenciam de outros animais.
  • Hereditariedade Individual: determina os agentes genéticos que expressarão fenótipos próprios dos indivíduos, tornando-os únicos e diferentes de outros dentro da sua espécie. Essa que nos permite notar algumas semelhanças de pais com filhos apesar de reconhecermos que são diferentes.

História da Hereditariedade

Apesar de hoje termos noção de todos esses conceitos e como as coisas ocorrem, a hereditariedade não foi sempre compreendida assim. Ela é estudada pela ciência que se chama Genética e, como todas as outras, foi sendo aperfeiçoada ao longo do tempo.

A primeira pessoa a ter ideias sobre isso foi Hipócrates, o “pai da Medicina”, por volta de 410 a.C. na Antiga Grécia. Ele propôs a ideia da pangênese, dizendo que o organismo produzia partículas de todas as partes do organismo e que essas partículas eram transmitidas no momento da reprodução. 

O nosso querido sabichão Aristóteles também possuía uma ideia sobre hereditariedade. De acordo com ele, existia algum material no sêmen (nesse caso, o termo refere-se aos gametas, não à excreção masculina) produzido pelos pais que garantiam a transmissão de características.

Após essas teorias, houve um grande período de pausa, fato é que eles chegaram perto! Apenas depois do Renascimento, os estudos voltaram a ser realizados, mas só com o clérigo Gregor Mendel, o Pai da Genética, foi que chegamos às conclusões de hoje!

Vamos conhecer um pouco de suas teorias:

Leis da Hereditariedade e Genética

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O pioneiro nos estudos sobre os princípios da hereditariedade foi o monge agostiniano Gregor Mendel. Ele veio de uma família humilde mas foi admitido em um mosteiro que também era o centro de pesquisas científicas. 

Ele teve acesso a boas universidades e sempre se esforçou, descobrindo e elaborando conceitos relacionados aos cromossomos, genes e fazendo experimentos com cruzamento de plantas e observação de gerações. Por isso ele é considerado o pai da Genética.

As experiências permitiram que ele elaborasse duas leis: Lei da Segregação ou Primeira Lei de Mendel e a Lei da Segregação Independente ou Segunda Lei de Mendel

  • Nos nossos artigos você encontra mais sobre a vida de Mendel, a descrição de seus experimentos com imagens e a explicação dos conceitos. 

Mas aqui só vamos colocar o resumo:

  • Primeira Lei de Mendel

A Lei da Segregação diz que cada característica dos indivíduos é determinada por fatores que se dividem durante a formação dos gametas, sendo esses fatores chamados de genes. 

Assim, concluiu que:

1.Os pais transmitem apenas um gene para cada características dos seus descendentes.

2.As propriedades hereditárias são herança do pai e da mãe, sendo metade de cada.

3.Os seres são singulares e detém um par de genes para cada característica.

  • Segunda Lei de Mendel

A Lei da Segregação Independente diz que cada característica possui seu próprio par de genes independentes. Ou seja, ter uma determinada cor não necessariamente interfere em qual será o tamanho e textura daquele ser.

Qual é a importância da hereditariedade?

Os estudos relacionados à hereditariedade são essenciais para entendermos o funcionamento dos seres. Por meio dele, podemos compreender como as doenças genéticas ou hereditárias se comportam, quais são as chances de serem evitadas, como lidar com elas, etc.

Também podemos estabelecer uma classificação dos seres vivos mais eficaz, entendo quais as semelhanças que cada espécie compartilha com a outra. Assim, quando queremos fazer o teste de algum medicamento, escolhe-se primeiro um animal que mais se assemelhe ao humano para termos noção das consequências.

Esse estudo também nos permite fazer uma análise de quais são as tendências que uma pessoa pode apresentar durante sua vida, auxiliando a encontrar um modo de vida mais adequado para ela.

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