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Biologia

O que é Mutualismo? Definição, características, tipos e exemplos!

O que é Mutualismo.

Mutualismo é um tipo de relação ecológica que acontece entre animais de espécies distintas e ambos são beneficiados, ou seja, é interespecífica e harmônica. Essa relação é bem diversa, obrigatória ou não, beneficiando cada indivíduo de diferentes formas. Fique conosco para saber todos os detalhes e esclarecer com os exemplos!

Neste artigo sobre o que é Mutualismo, você encontrará:

  1. O que são relações ecológicas
  2. O que é Mutualismo
  3. Tipos de Mutualismo

O que são Relações Ecológicas

Cada animal age de um jeito muito particular e se relacionam uns com os outros de diferentes formas. As Relações Ecológicas são as categorias, ou seja, o estudo dos nomes e características que se dá para cada modo de convivência entre os animais.

Classificamos, de forma geral, as relações segundo duas características: 

  • Quanto à espécie

Interespecífica 

(Inter = entre, ou seja, relações que acontecem entre diferentes espécies)

Intraespecífica 

(Intra = dentro, ou seja, relações que acontecem dentro de uma única espécie)

  • Quanto à qualidade

Harmônica

(nenhum dos animais sai prejudicado)

Desarmônica

(um dos animais – podendo até ser todos – sai prejudicado)

Existem muitas Relações Ecológicas, como: predatismo, parasitismo, comensalismo, amensalismo, etc. Contudo, neste artigo, vamos trabalhar apenas o que é Mutualismo e compreender qual sua relação com a Simbiose e a Protocooperação; termos que são muito confundidos.

O que é Mutualismo

Mutualismo é, como vimos, uma relação interespecífica harmônica. Ou seja, cada espécie desempenha um papel que auxilia a outra.

Um clássico exemplo de Mutualismo são os cenários vistos no interior: o boi pastando e o Anu (ave) pousado em cima dele. Afinal, o que acontece? 

O gado solto no pasto está suscetível à parasitas, e costuma contrair carrapatos, algo que o enfraquece. Algumas espécies de aves, por sua vez, nutrem-se melhor ao ingerir insetos. 

Sabendo dessas duas realidades, quando a ave pousa no gado, ela pode se alimentar com facilidade, ao mesmo tempo que contribui para minimizar o incômodo do gado. Assim, ambas as espécies são beneficiadas. 

Tipos de Mutualismo

Agora que você já sabe o que é Mutualismo, vamos aprofundar nas especificidades. Há dois grandes agrupamentos dentro do Mutualismo:

  • Quanto à obrigatoriedade 

1. Facultativo

2. Obrigatório

  • Quanto ao papel desempenhado

1. Trófico

2. Defensivo

3. Dispersivo

Vejamos a seguir o que constitui cada um deles!

Mutualismo Obrigatório

Também conhecido como Simbiose, ou apenas Mutualismo, a relação desempenhada entre as espécies são obrigatórias para as suas sobrevivências. Um exemplo clássico de Mutualismo Obrigatório é a formação dos líquens:

Os líquens são formados por uma associação entre algas clorofiladas e fungos. As algas fazem fotossíntese, produzindo matéria orgânica que é o único alimento do fungo em questão. Já o fungo, cria um ambiente que retém umidade e nutrientes inorgânicos. Essa ambientação protege a alga e permite a realização da fotossíntese. 

É uma relação obrigatória porque nem a alga, nem o fungo poderiam viver nesses ambientes (rochas, madeiras e certos tipos de solo), se não estivessem associados na forma de líquen. Se o líquen for destruído, alga e fungo morrerão.

Mutualismo Facultativo

Mais conhecido como Protocooperação, caracteriza as relações que não são necessárias para a sobrevivência das espécies envolvidas. Ou seja, caso interrompida, os seres não morrerão por isso. O primeiro exemplo citado, Anu e boi, é Mutualismo Facultativo. Além deste, há o curioso caso do Crocodilo e do Pássaro-Palito:

O Crocodilo é conhecido por atacar quase qualquer bicho que se aproxime das margens do rio. Por isso mesmo, entre seus dentes, costumam ficar restos de carne agarrados. Isso acaba gerando um incômodo além dos possíveis parasitas.

Contudo, o Crocodilo não ataca o Pássaro-Palito, que recebe esse nome justamente porque serve como um palito de dente: pousa na boca aberta do réptil e logo está diante de uma fonte fácil de alimento. 

É uma relação de Mutualismo facultativo, pois se os pássaros migrarem da região, encontrarão outras fontes de alimento no novo local e o Crocodilo que permanecer no antigo local não morrerá por ter um incômodo nos dentes.

Mutualismo Trófico

O termo “trófico” significa alimento, nutrição. Por isso, o Mutualismo Trófico se caracteriza por relações que envolvem o fornecimento de nutrientes. 

Geralmente, é obrigatório, pois costuma envolver seres com funções muito específicas, dificilmente encontradas em outros contextos. Observe os exemplos:

1. Bacteriorrizas: associação entre bactérias e raízes

As bactérias do gênero Rhizobium são fixadoras de nitrogênio, ou seja, conseguem transformar o nitrogênio do solo em uma forma absorvível pelas raízes de plantas leguminosas. Assim, as bactérias fornecem nutrientes à planta e o emaranhado de raízes fornece boa nutrição às bactérias, advinda dos produtos orgânicos da fotossíntese.

2. Micorrizas: associação de fungos e raízes

Alguns tipos de fungos são essenciais para certas plantas, promovendo absorção satisfatória de umidade e de nutrientes do solo. Já a planta, fornece nutrientes orgânicos advindos da fotossíntese, alimentando o fungo que precisa de matéria orgânica. 

3. Cupins e protozoários ou ruminantes e bactérias

O cupim se alimenta de madeira e não possui enzimas necessárias para digerir a celulose. Isso é possível porque possui protozoários em seu interior, os quais fazem a digestão da celulose. Já o protozoário, vivendo dentro do cupim, é alimentado e protegido

Outro exemplo semelhante são os ruminantes, como a vaca e a cabra, mas no lugar de protozoários há bactérias.

Mutualismo Defensivo

Pode se referir a 2 casos: um em que ambas as espécies oferecem proteção ou uma oferece alimento e a outra proteção. Geralmente, são relações facultativas.

Além disso, existe uma subdivisão chamada mutualismo de limpeza, como é o caso do Crocodilo e do Pássaro-Palito, em que um se nutre (o pássaro) e o outro é defendido de parasitas (Crocodilo), por meio da limpeza dos dentes.

1. Anêmonas-do-mar e Caranguejo-ermitão (ou eremita ou Paguro)

As anêmonas fixadas na concha do caranguejo, oferecem proteção ao corpo mole do Paguro, pois possuem tentáculos com espículas, afastando os predadores. Em troca, a Anêmona é transportada pelo Caranguejo, favorecendo a reprodução com variabilidade genética e a busca por ambientes mais propícios.

2. Formigas e pulgões ou Formigas e plantas

formigas que defendem os pulgões de seus predadores e, em troca, nutrem-se do néctar por eles produzidos. Também podem desempenhar o mesmo papel em relação a algumas plantas, protegendo-as de herbívoros em troca de alimento.

Mutualismo Dispersivo

O Mutualismo Dispersivo é bem específico: insetos, mamíferos e aves irão se relacionar com plantas para obter alimento. Em troca, eles acabam realizando a dispersão do pólen ou das sementes, favorecendo o alastramento dessas espécies por diferentes regiões, aumentando a chance de prosperidade. 

Essa relação pode ser tanto facultativa quanto obrigatória, depende de cada caso. Veja os exemplos:

1. Insetos polinizadores

As abelhas, buscam o néctar das flores como fonte de alimento. Ao voar de flor em flor, muitos grãos de pólen são fecundados. Sem as abelhas, a reprodução da flor dependeria do vento, que nem sempre está presente ou atua diretamente dentro das flores. Ou seja, a presença da abelha otimiza a reprodução das flores e favorece a perpetuação da espécie.

2. Beija-flor e flores específicas

Existem algumas plantas que possuem flores com um formato afunilado e comprido. O pólen dessas flores não conseguirá ser atingido pelo vento. Logo, dependem da atuação do beija-flor, que tem um bico fino e longo, para poder reproduzir. Assim como o beija-flor precisa nutrir-se do néctar.

3. Lobo-Guará e a fruta Lobeira (Fruta-de-lobo ou Guarambá)

A Lobeira é uma fruta típica do Cerrado brasileiro, única por seu forte odor, rica em propriedade medicinais e resistente à seca. Não apenas o Lobo-Guará, mas diversos animais e seres humanos se alimentam dessa iguaria. 

Contudo, o nome da fruta se deve a relação de Mutualismo Dispersivo que existe entre o lobo e a planta. Há um fato muito curioso: apenas o processo de digestão que a fruta sofre dentro do Lobo-Guará faz com que as sementes sejam férteis e, assim, possam dar continuidade à espécie da planta.

Portanto, enquanto Lobo-Lobeira é uma relação de Mutualismo Dispersivo, a relação da fruta com os demais animais é, diferentemente, classificada como Herbivoria.

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