Filosofia

Conheça os filósofos pré-socráticos e entenda as suas teorias!

Descubra quem são os filósofos pré-socráticos e quais são as suas ideias!Descubra quem são os filósofos pré-socráticos e quais são as suas ideias!

Os filósofos pré-socráticos são aqueles que vieram antes de Sócrates, ou seja, foram os primeiros filósofos. Eles começaram a sair da explicação mítica e passaram a usar a lógica para estudar a physis (natureza). Tales de Mileto foi o primeiro deles e acreditava na água como o princípio que movia o universo. Há ainda Demócrito, Parmênides e outros que falaremos neste artigo!

Neste texto, você encontrará os tópicos abaixo. Clique em um deles para ir diretamente ao conteúdo:

  1. O que são os pré-socráticos?
  2. Origem da filosofia pré-socrática.
  3. Quais são os filósofos pré-socráticos?
  4. O que eles buscavam?
  5. Quais são as suas principais ideias?
  6. Correntes e Escolas dessa filosofia.

O que são os pré-socráticos?

Os filósofos pré-socráticos foram os primeiros a fazer a transição do conhecimento mítico para o racional, ou seja, eles são responsáveis pela origem da filosofia

Nós estamos falando de pessoas que viveram na Grécia Antiga, entre os séculos VII a V a.C. Por isso, eles compõem o primeiro período da filosofia grega, o que aconteceu a mais ou menos 2600 anos atrás!

Eles receberam esse nome porque vieram antes de Sócrates, que é o marco da filosofia clássica. Os pré-socráticos buscavam entender a formação geral do universo (cosmologia). De Sócrates em diante, a filosofia passou a entender o ser humano e seus fenômenos. 

Assim, os pré-socráticos estudavam a physis (natureza), aquilo que é natural e observável ao redor. Essa foi uma tendência contrária ao pensamento mais comum de sua época, que era focado no sobrenatural.

Vamos entender como isso aconteceu:

Como surgiu a filosofia pré socrática?

Na Grécia e nas outras civilizações antigas, a mitologia explicava a origem do universo e o ser humano. Dizemos que o pensamento da época era a cosmogonia (cosmo = universo e gonos = gênese), com deuses para cara fenômeno natural que relacionavam-se.

Mas os filósofos pré-socráticos não consideravam a consciência mítica como forma de conhecimento. Eles buscaram desenvolver a consciência filosófica, ou seja, usar a racionalidade para entender a origem de todas as coisas.

Então, eles começaram a trabalhar com a ideia de cosmologia (cosmo = universo e logia = lógica). Isso significa que eles tentavam explicar o universo usando argumentos racionais e observações concretas, que todos viam (por isso o foco na physis = natureza).

Mas porque isso aconteceu nesse momento? Porque o mundo antigo era bem fechado nas suas próprias civilizações, mas alguns fatos novos para a época permitiu o florescimento cultural e o despertar de novas ideias:

  • A pluralidade de povos que compunham a região da Grécia Antiga, com a expansão da sua civilização;
  • A expansão do comércio e da navegação;
  • O contato com os povos egípcios e babilônicos (outras culturas);
  • O surgimento da pólis (cidades), superando o “isolamento” rural e criando centros de relações entre diversas pessoas.

Curiosidade:

Os pré-socráticos quase não deixaram materiais escritos, pois não existia essa ideia de publicação que nós temos hoje. Além disso, uma parte dos poucos materiais produzidos se perderam ou foram destruídos.

Nós só conseguimos ter algum conhecimento sobre a filosofia pré-socrática porque alguns estudiosos logo depois de sua época, como Aristóteles, reuniram essas obras ou fizeram comentários e citações sobre elas.

Quais são os filósofos pré-socráticos?

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Os principais nomes da filosofia pré-socrática são:

  • Tales de Mileto;
  • Anaximandro de Mileto;
  • Anaxímenes de Mileto;
  • Heráclito de Éfeso;
  • Pitágoras de Samos;
  • Xenófanes de Cólofon;
  • Parmênides de Eléia;
  • Zenão de Eléia;
  • Demócrito de Abdera.

Os que estão em negrito costumam cair com mais frequência nos vestibulares, mas não se preocupe porque já vamos falar sobre o que cada um deles pensava.

O que os pré-socráticos buscavam saber?

Os pré-socráticos, que foram os primeiros filósofos gregos, se empenharam em descobrir qual seria o “princípio originário do Universo”. Em outras palavras, eles queriam saber qual foi a primeira força da natureza que originou todas as outras coisas.

Já que tinham esse objetivo, eles usavam o “método epírico”. Isso significa somente que eles pensavam as coisas de forma racional, partindo da observação e experimentação da natureza.

Quais são as principais ideias dos filósofos pré Socráticos?

A principal ideia dos filósofos pré-socráticos eram suas teorias sobre o princípio gerador do universo. Por isso, elas eram parecidas embora cada um tenha dado diferentes contribuições.

Cada um deles concluiu que determinado elemento seria esse princípio e ainda davam explicações lógicas do porquê de ter chegado a ele. Essa era a principal diferença entre eles.

Vamos entender um pouco mais sobre o que cada um acreditava:

Tales de Mileto

Tales de Mileto é considerado o primeiro filósofo pré-socrático. Ele era um comerciante e estudioso da região da Jônia, um conjunto de ilhas. Dizem que ele era muito bom em matemática, astronomia e estratégia e chegou até mesmo a prever um eclipse solar!

Seu pensamento era que a água era o principal elemento da natureza, que possibilitou e originou todos os outros!

Anaximandro de Mileto

Anaximandro era um seguidor de Tales e muito famoso por elaborar mapas!

Para ele, o princípio de tudo era o ápeiron. Isso seria um elemento feito de “matéria infinita e atemporal”.

Anaxímenes de Mileto

Anaxímenes era seguidor de Anaximandro, tendo nascido também em Mileto. Para ele, o princípio de todas as coisas estava no elemento do ar,  pois considerava que a alma é fluída então o mundo teria um espírito fluido que também originou e conecta tudo.

Heráclito de Éfeso

Heráclito foi um filósofo nascido em Éfeso, o famoso autor da frase “Não é possível banhar-se duas vezes em um rio”. 

Com isso, ele queria dizer que tanto as pessoas quanto a corrente passam e mudam. Não são sempre as mesmas. Se transformam; a isso ele chamava de Devir.

Para Heráclito, o princípio de todas as coisas seria o elemento fogo.

Pitágoras de Samos

Sim, nós estamos falando do mesmo Pitágoras do Teorema da matemática e dos triângulos. Pitágoras foi um filósofo e matemático nascido em Samos. Ele também foi quem criou o termo “filósofo”, que significa “amantes do conhecimento”.

Como você já deve estar imaginando, ele considerava que os números eram o princípio do universo, porque tudo poderia ser traduzido em medidas.

Xenófanes de Cólofon

Xenófanes nasceu em Cólofon e foi um dos fundadores da Escola Eleática. Sua teoria foi dedicada a combater o místico como forma de explicação e a ideia de antropomorfismo (atribuir características humanas aos animais e coisas).

Ele acreditava que o princípio originário não poderia ser algo dogmático (imutável) ou místico (que estivesse além do que se vê nesse mundo). Seria algo ilimitado.

Parmênides de Eléia

Parmênides era discípulo de Xenófanes, mas nasceu em Eléia. Ele é responsável por alguns conceitos famosos da filosofia, como aletheia (a verdade em si) e doxa (opinião).

Para ele, o ser seria o princípio das coisas e ele ainda define que “o ser é aquilo que é. O não-ser é aquilo que não é”. Intrigante, não? A grosso modo, podemos dizer que ele está falando de algo que já existe no agora, que é no presente momento.

Zenão de Eléia

Zenão era um filósofo considerado “louco” por muitos, e até hoje. Isso porque ele adorava formular paradoxos e fazer jogos de lógica.

Sua teoria mais famosa é “Aquiles vs. Tartaruga – O Paradoxo de Zenão”. Ele dizia que, por dedução lógica, Aquiles jamais alcançaria uma tartaruga se ambos estivessem em movimento. 

Ele argumentava que a cada passo de Aquiles, a tartaruga já teria dado outro passo. Então, independente do tamanho entre eles, a primeira posição da Tartaruga (naquele exato momento e instante de tempo) já teria se modificado depois de seu passo e seria inalcançável.

É claro que a realidade é diferente, mas Zenão valoriza o exercício da lógica. Por mais que o pensamento estivesse errado por não corresponder aos fatos, pelo exercício da lógica é realmente possível chegar a essa conclusão!

Demócrito de Abdera

Demócrito nasceu na cidade de Abdera e, acredite se puder, ele foi o primeiro a falar sobre os átomos!

Não na forma que entendemos hoje, é claro. Mas ele já acreditava que o princípio das coisas seriam minúsculas partículas que formavam tudo e que eram indivisíveis.

Mas isso era só uma abstração (pensamento) da filosofia, não tinha a ver com a física. Foi só em 1661 que Robert Boyle começou o debate físico que veio de encontro a essa ideia.

Correntes da filosofia pré-socrática (Escolas)

Para finalizar esse assunto, só precisamos nos atentar para um detalhe. Como houve o florescimento de vários pensamentos com seus respectivos autores, teorias e discípulos, foram criadas as Escolas.

Escola, nesse sentido, não é a instituição de concreto que conhecemos hoje. Esse termo é usado para se referir ao conjunto de pensamentos que foram desenvolvidos e trabalhados por um grupo, de acordo com seus princípios.

Portanto, as primeiras Escolas surgiram naquela época e elas eram:

Escola Jônica

Pensamento fundado por Tales (água) e continuado por Anaximandro (elemento infinito e indefinível, o ápeiron). 

Anaximandro, Anaxímenes e Heráclito também podem ser enquadrados aqui, pois o princípio permanece sendo um elemento infinito e fluído, só que expressado pelo ar ou fogo.

Escola Pitagórica

Pensamento fundado por Pitágoras, se baseava na presença das relações matemáticas que decodificam a natureza. 

A inspiração dessa escola seriam os tamanhos, pesos, proporções, distâncias e valores variados.

Escola Eleata

Parmênides e Zenão são seus representantes, pois não pensaram em algo para ser o princípio, mas falaram das suas características: imobilidade. 

Para eles, não havia uma criação inicial que se mudou, mas uma essência imóvel que formava tudo por natureza. A nossa concepção de mudança seria apenas um erro causado pelos nossos sentidos.

Escola Pluralista

Tendo Empédocles, Anaxágoras, Demócrito e Leucipo como representantes, eles afirmavam não haver um único elemento causador. Na realidade, seriam vários pedacinhos de algo que compunha o universo. 

Para Empédocles seriam os quatro elementos da natureza (terra, fogo, água e ar), para Anaxágoras seriam as “sementes” unidas ou separadas pelas forças naturais (amor e ódio). Para Leucipo e Demócrito, você já sabe: os átomos.

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