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Biologia

Resumo completo do Reino Fungi: todas as informações importantes para entender a matéria!

Tudo o que você precisa para entender o Reino Fungi!Tudo o que você precisa para entender o Reino Fungi!

O Reino Fungi é representado pelos fungos, desde os unicelulares (leveduras) até os pluricelulares (o famoso cogumelo champignon). Todos os seu seres são eucariontes e heterótrofos, embora variem entre decompositores ou parasitas. Também formam relações mutualísticas (líquens e micorrizas) e são importantes na indústria alimentícia e farmacêutica.

Neste artigo sobre o Reino Fungi, você encontrará a matéria completa:

  1. O que é Reino Fungi: representantes, características, estrutura, tipos e classificação
  2. Relações ecológicas com fungos
  3. Fisiologia do Reino Fungi: digestão, respiração e reprodução
  4. Funções e Importância: econômica, alimentar e ecológica
  5. Doenças causadas por fungos
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O que é Reino Fungi e suas características gerais

O Reino Fungi é aquele que agrupa os seres conhecidos popularmente como fungos, bolores, mofos, fermentos, levedos ou cogumelos!

Esses seres são bem interessantes e estão muito presentes no nosso cotidiano, ocupando a terceira posição de complexidade na ordem de estudo dos Reinos:

Reino Monera, Reino Protista, Reino Fungi, Reino Plantae e Reino Animália.

Ainda que possuam espécies bem variáveis, as características gerais do Reino Fungi são:

  • São organismos eucariontes, ou seja, apresentam núcleo bem definido e delimitado pela carioteca (tipo de membrana) e possui organelas membranosas.
  • A maioria é pluricelular, são vistos a olho nu e possuem uma morfologia (formato e estrutura) bem característica. Estudaremos no próximo tópico! Contudo, há importantes espécies unicelulares que são microscópicas e só realizam reprodução assexuada, como leveduras e fermentos biológicos.
  • Podem ser encontrados em diferentes habitats, de florestas até casas, mas preferem os ambientes úmidos e escuros.
  • São todos heterotróficos, ou seja, dependem da ingestão da matéria orgânica de outro ser vivo.
  • Podem ser parasitas, saprófagos (decompositores de seres que morreram), viver em relações mutualísticas ou ser predadores (raro).
  • Na maioria dos fungos, a parede celular é complexa e constituída de quitina, um polissacarídeo encontrado no esqueleto dos artrópodes.
  • O carboidrato de reserva energética da maioria dos fungos é o glicogênio, assim  como os animais e diferentemente das plantas (amido).
  • A explicação completa você encontra no tópico Fisiologia dos fungos, mas saiba que eles podem ter reprodução sexuada ou assexuada, fazem digestão extracelular e sua respiração pode ser anaeróbica ou aeróbica.

Inicialmente, os fungos foram classificados como seres do Reino Vegetal por possuírem características semelhantes às das planta. Contudo, também foram notadas características do Reino Animal, logo, criou-se um reino próprio para estes seres!

Morfologia: estrutura dos fungos

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A morfologia dos fungos pluricelulares complexos é constituída por duas partes principais:

  • Talo ou Corpo de frutificação: parte mais visível, “carnosa”, responsável pela reprodução do fungo e que possui esporos, as células reprodutoras.
  • Micélio: constituído por uma trama de filamentos como uma fina rede que fica no substrato (solo, pedra, animal) e percorre para todo o interior do organismo, sendo que cada filamento recebe o nome de hifa

As hifas são filamentos microscópicos onde está contido o material genético dos fungos e elas podem ser de 2 tipos:

  • Hifas cenocíticas: presentes em fungos simples, o fio é contínuo e o citoplasma contém numerosos núcleos.
  • Hifas septadas: presente em fungos mais complexos, há paredes divisórias que separam a parte interior das hifas em segmentos haplóides (1 núcleo) ou diplóides (2 núcleos). Há poros que permitem o livre trânsito entre os compartimentos.

Tipos e classificação dos fungos

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De acordo com as categorias taxonômicas, criou-se grupos que vão dividindo os seres em agrupamentos com características cada vez mais semelhantes. Assim, temos os Reinos e cada Reino possui sua Classe. Veja as 5 subdivisões do Reino Fungi:

  • Quitridiomicetos: São um dos mais primitivos e vivem em meio aquático ou em solos úmidos. Alimentam-se por absorção da matéria orgânica que se decompõe e podem parasitar algas, protozoários, fungos, plantas e animais. Algumas espécies podem causar pragas para o cultivo de milho.
  • Ascomicetos: São os que formam estruturas reprodutivas sexuadas, conhecidas como ascos, onde produzidos esporos. Incluem alguns tipos de bolores, trufas e há a exceção das leveduras que são unicelulares e assexuada.
  • Basidiomicetos: Também possuem estruturas reprodutoras sexuadas, denominadas de basídios, produtores de esporos. Contudo, os representantes do grupo inclui cogumelos, orelhas-de-pau, e alguns causadores de doenças em plantas, conhecidos como “ferrugem e carvão”.
  • Zigomicetos: São tipos de fungos profusamente distribuídos pelo ambiente, podendo atuar como decompositores ou como parasitas de animais. O bolor que cresce em frutas é um exemplo e seu corpo de frutificação é uma penugem branca que lembra filamentos de algodão.
  • Deuteromicetos: Também conhecidos como fungos conidiais ou imperfeitos, constituem um grupo de qualquer fungo que não se encaixar em um dos 4 acima. De modo geral, reproduzem-se assexuadamente mas alguns tem suas especificidades. Algumas espécies de Penicillium pertencem a esse grupo.

Fisiologia do Reino Fungi

A fisiologia é o estudo das funções metabólicas de um organismo. Embora sejam seres aparentemente simples, com característica de misturadas entre plantas e animais, possuem mecanismos próprio e interessantes de sua digestão, respiração e reprodução, veja:

Digestão nos fungos

Como foi dito, os fungos são todos heterótrofos e obtém seu alimento de diferentes formas: decomposição, predação, parasitismo ou relações mutualísticas. 

Em todos os casos mencionados, os fungos liberam enzimas digestivas para fora de seus corpos que degradam a substância de que irá se alimentar. Assim, tudo é facilmente absorvido pelo fungo como uma solução aquosa, constituindo uma digestão extracelular e alimentação por absorção.

Respiração dos Fungos

A respiração nada mais é que a troca gasosa de um organismo. Embora os tipos mais comuns sejam a respiração pulmonar e a difusão celular, nós podemos dividir a respiração em dois grandes grupos:

  • Respiração Aeróbica: processo que necessita da existência do Oxigênio para ocorrer
  • Respiração Anaeróbica: não precisam da presença do Oxigênio e pode ser de dois tipos: fermentação alcóolica ou não-alcóolica.

Os fungos podem fazer ambas as respirações, depende da espécie. Aqueles que fazem fermentação alcoólica são as leveduras e os fermentos.

Além disso, podemos classificá-la como obrigatórias ou não. Quando se diz que um fungo é anaeróbio obrigatório, significa que ele só realiza aquele tipo de respiração. Quando dizemos facultativo, é porque pode realizar ambas, de acordo com as condições da atmosfera do ambiente em que estiver.

Reprodução dos fungos

Você já deve ter percebido que os fungos são muito diversos e possuem várias características duplas, e com a reprodução não é diferente! Eles podem realizar os dois tipos de reprodução: assexuada ou sexuada!

Muitos alternam a reprodução sexuada com a assexuada, em outros, pode ocorrer apenas reprodução sexuada ou apenas a reprodução assexuada.

Reprodução Assexuada

Cada espécie de fungo pode realizar um tipo de reprodução sexuada, confira;

  • Fragmentação

A maneira mais simples de um fungo filamentoso se reproduzir assexuadamente é por fragmentação: um micélio se fragmenta, é dispersado no substrato e origina novos micélios.

  • Brotamento ou gemulação

Leveduras como Saccharomyces cerevisae se reproduzem por brotamento ou gemulação. Os brotos (gêmulas) normalmente se separam do genitor mas, eventualmente, podem permanecer grudados, formando cadeias de células e novos indivíduos.

  • Esporulação

Nos fungos terrestres, os corpos de frutificação produzem muitos esporos por mitose, que são leves e espalhados pelo vento ao redor. Cada esporo, quando cai em um substrato apropriado, é capaz de gerar sozinha um novo ser.

Em certos fungos aquáticos, os esporos são dotados de flagelos, uma adaptação à dispersão em meio líquido. Por serem móveis e nadarem ativamente, esses esporos são chamados zoósporos.

Reprodução Sexuada

A reprodução sexuada é caracterizada pela produção de gametas por ambos os sexos, que se fundem na fecundação para o início de um novo ser vivo. Dessa forma, há cruzamento de diferentes materiais genéticos.

No ciclo reprodutivo de alguns fungos aquáticos, há a produção de gametas flagelados, que se fundem e geram zigotos que se desenvolverá em um novo indivíduo. 

Nos fungos terrestres, existe um ciclo de reprodução no qual há produção de esporos por meiose. Desenvolvendo-se, esses esporos geram hifas haploides que posteriormente se fundem e geram novas hifas diplóides, dentro dos quais ocorrerão novas meioses para a produção de mais esporos meióticos. 

A reprodução sexuada dos fungos ocorre em três etapas:

  • Plasmogamia: Nessa etapa, as hifas monocarióticas (que possuem somente um núcleo) haploides dos fungos se unem formando hifas dicarióticas, com os núcleos organizados em pares (fusão de protoplasma);
  • Cariogamia: Os pares de núcleos se fundem e dão origem a núcleos diplóides (com dois conjuntos de cromossomos);
  • Meiose: Os núcleo diplóides se dividem por meiose e dão origem a esporos, que germinam formando novos fungos.

A alternância de meiose e fusão de hifas (que se comportam como gametas) caracteriza o processo como sexuado.

Relações ecológicas no Reino Fungi

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Os fungos podem realizar diferentes relações ecológicas como já foi visto (predação, parasitismo, etc). Mas, na relação de mutualismo, os fungos podem assumir duas importantes formas:

  • Micorrizas:

Ocorre quando fungos se associam com as raízes de plantas, e formam essa estrutura chamada micorriza (mico= fungo; rizas = raízes). 

Nesses casos os fungos degradam materiais do solo, absorvem esses minerais e os transferem à planta, propiciando-lhe um crescimento sadio. A planta, por sua vez, cede ao fungo certos açucares e aminoácidos de que ele necessita para viver.

Algumas plantas que formam as micorrizas naturalmente são o tomateiro, o morangueiro, a macieira e gramíneas em geral. Também são frequentes em plantas típicas de ambientes com solo pobre de nutrientes minerais, como o bioma brasileiro do Cerrado.

  • Líquens:

Os líquens são formados por uma associação entre algas clorofiladas e fungos. As algas fazem fotossíntese, produzindo matéria orgânica que é o único alimento do fungo em questão. 

o fungo, cria um ambiente que retém umidade e nutrientes inorgânicos. Essa ambientação protege a alga e permite a realização da fotossíntese. 

É uma relação obrigatória porque nem a alga, nem o fungo poderiam viver nesses ambientes (rochas, madeiras e certos tipos de solo), se não estivessem associados na forma de líquen. Se o líquen for destruído, alga e fungo morrerão. 

Importância do Reino Fungi

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Importância Ecológica dos fungos

Os fungos saprófagos são responsáveis por grande parte da degradação da matéria orgânica, propiciando a reciclagem de nutrientes e manutenção das Cadeias alimentares. No processo da decomposição, a matéria orgânica contida em organismos mortos é devolvida ao ambiente, podendo ser novamente utilizada por outros organismos.

Além disso, por meio das relações mutualísticas que faz, pode contribuir para melhorar a condição do solo para reflorestamento de áreas devastadas por meio da atuação dos  líquens. E em ambientes como o Cerrado, permite melhor adaptação e nutrição de plantas por meio da atuação das micorrizas.

Importância Econômica / Alimentar e medicinal dos fungos

Alguns fungos são utilizados no processo de fabricação de bebidas alcoólicas, como a cerveja e o vinho. Nesses processos, o fungo utilizado pertence à espécie Saccharomyces cerevisiae, capaz de transformar o açúcar em álcool etílico e CO2.

Além disso, também são utilizados no processo de preparação do pão, bolos e massas de sobremesa. Neste último caso, o CO2 que vai sendo formado se acumula no interior da massa, originando pequenas bolhas que tornam o pão poroso e mais leve. 

Imediatamente antes de ser assado, o teor alcoólico do pão chega a 0,5%; ao assar, esse álcool evapora, dando ao pão um aroma agradável.

O aprisionamento do CO2 na massa só é possível devido ao alto teor de glúten na farinha de trigo, que dá a “liga” do pão. Por isso, os pães feitos com farinhas pobres em glúten não crescem tanto.

A indústria de laticínios também emprega fungos, como é o caso do Penicillium camemberti e do Penicillium roqueforte, empregados na fabricação dos queijos Camembert e Roquefort, respectivamente. Gonzola e Brie são outros exemplos disso.

Por último, existem algumas espécies de fungos são utilizadas diretamente como alimento pelo homem. é o caso da Morchella e da espécie Agaricus brunnescens, o popular cogumelo champignon

Quanto à medicina, a Penicilina foi o primeiro antibiótico descoberto na história, salvando milhões de vidas ao longo da história! Conheça a história da descoberta desse remédio no último tópico do artigo Reino Monera!

Doenças causadas por fungos

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Apesar de todos os aspectos positivos, os fungos parasitas provocam doenças em plantas e em animais, inclusive no homem.

A ferrugem do cafeeiro, por exemplo, é uma parasitose provocada por fungo nas folhas de plantações de soja e milho. Surgem pequenas manchas negras na folhas indicando necrose e a folha e sob ataque adquire uma coloração de ferrugem.

Isso é possível porque os fungos parasitas das plantas possuem hifas especializadashaustórios – que penetram usando os estomas como porta de entrada para a estrutura vegetal. Assim eles sugam o açúcar da planta até sua morte.

Há também doenças nos seres humanos causadas por fungos, veja:

Micose, Frieira e Sapinho

As micoses são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. Podem afetar também as mucosas como a da boca, o que chamamos de sapinho, muito comum em crianças. 

As mais comuns ocorrem na pele, mas podem espalhar em qualquer parte da superfície do corpo. Ptiríase e pé-de-atleta são nomes populares para as micoses de couro cabeludo e pés, respectivamente.

Candidíase

Essa é uma das infecções fúngicas mais conhecidas, principalmente entre mulheres. Ela é causada pelo fungo Candida albicans que provoca inflamação na região genital, coceira e secreção. Esse agente já faz parte da flora vaginal em pequenas quantidades, contudo, o desequilíbrio é capaz de trazer danos ao corpo. 

Aspergilose

A aspergilose é uma infecção pulmonar causada pelo fungo Aspergillus fumigatus. Essa condição é capaz de atingir os pulmões porque podem provocar a formação coágulos de sangue na região

Pessoas que sofrem com essa doença podem não apresentar sintomas ou podem também ter febre, dificuldade respiratória, além de tosse com expectoração de sangue. Em casos mais graves, os fungos podem atingir outros órgãos e comprometer o funcionamento.

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