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Tudo sobre a Primeira Revolução Industrial: das causas às consequências!

Entenda o que foi a Primeira Revolução Industrial e suas características!Entenda o que foi a Primeira Revolução Industrial e suas características!

A Primeira Revolução Industrial começou na Inglaterra do século XVIII e se espalhou pelo mundo. Foi um dos períodos mais marcantes, pois introduziu novidades nos modelos sociais, políticos e econômicos. Fábricas e máquinas a vapor foram criadas graças ao uso do carvão, novas relações de trabalho surgiram com o salário e as classes patronais e proletárias; e outras consequências ainda atuais!

Neste artigo sobre a Primeira Revolução Industrial , você encontrará:

  1. O que foi a Primeira Revolução Industrial, onde e quando ocorreu
  2. Antecedentes, causas e desenvolvimento do processo
  3. Consequências: sindicalismo, movimentos operários, alterações sociais, econômicas e políticas
  4. Resumo em tópicos ao final, com as Principais Características
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O que foi a Primeira Revolução Industrial?

A Primeira Revolução Industrial, também chamada de primeira fase da Revolução Industrial, é um período marcado pelo grande desenvolvimento econômico e técnico. Esse desenvolvimento foi o primeiro que levou ao surgimento das fábricas, tendo começado na Europa e atingido o mundo inteiro!

Foi nessa época que começaram a criação de máquinas locomotivas (trem, barcos à vapor) e máquinas industriais (indústria têxtil, máquinas hidráulicas, etc). A fonte de energia para manter essas primeiras máquinas era o carvão e a sua queima, que gerava vapor! Além disso, o ferro fundido começou a ser aplicado na construção das máquinas e infra-estrutura!

É um dos eventos mais marcantes na humanidade, porque é a base do sistema econômico atual e de maior aplicação. Além disso, provocou transformações sociais que rompiam com os vínculos comuns de antigamente. O processo completo da Revolução Industrial foi dividido em três fases, baseadas nos avanços tecnológicos que tiveram e suas consequências. Vamos compreender a primeira delas!

Onde e quando ocorreu a Primeira Revolução Industrial

A Inglaterra foi o palco da Primeira Revolução Industrial, o país pioneiro. A data mais comumente utilizada pelos historiadores, é que ela tenha começado no século XVIII, mais especificamente no ano 1760, tendo durado até 1840.

Mas qual foi o motivo da Inglaterra ter sido pioneira? A resposta para isso está na análise dos antecedentes.

Antecedentes e causas da Primeira Revolução Industrial

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Como é uma parte muito decisiva e rica da história humana, vários foram os fatores que  propiciaram essa mudança, não apenas um. Esse fenômenos, que vinham acontecendo momentos antes, eram de várias ordens: social, econômica, e geográfica.

A Primeira Revolução Industrial está situada na Idade Moderna, que foi antecedida pela Idade Média e o Feudalismo. Antes, o modelo de produção era agrário e rural, além das relações de trabalho serem servis. 

Contudo, ao ler o artigo que deixamos no link, você verá que mudanças ocorreram e houve o surgimento de uma nova classe social: a burguesia. Ao mesmo tempo, surgem os Monarcas Absolutistas no meio político.

O que isso tem a ver com a Inglaterra? Veja:

Revolução Gloriosa

Tendo em vista o cenário descrito, a Revolução Gloriosa, ou Segunda Revolução Inglesa, foi um protesto não-violento que ocorreu na Inglaterra entre 1688 e 1689. Nela, houve a troca da monarquia absolutista pela monarquia parlamentar. 

Dessa forma, o poder do Rei passou a ser controlado e fiscalizado pelo Parlamento. O Parlamento, por sua vez, estava associado à burguesia. Por isso, as atuações dessa nova forma de governo privilegiavam os interesses econômicos da burguesia, e os teóricos do liberalismo econômico surgiam!

Política britânica e posição Geográfica

Oliver Cromwell, do governo inglês, decretou os Atos de Navegação: lei que determinava que as mercadorias compradas e vendidas pela Inglaterra só seriam transportadas por embarcações inglesas. 

Se a Inglaterra já era uma potência marítima devido a sua posição geográfica privilegiada, essa medida de Cromwell diminuiu a pirataria e o contrabando

Assim, os ingleses prosperaram mais do que qualquer outro país e tiveram acúmulo de capital. Além da posição geográfica ter facilitado a escoação de produtos no portos, os solos ingleses eram ricos em carvão. Com o lucro, puderam investir em novas tecnologias e maquinários, formando as fábricas e a extração do carvão e utilização em máquinas térmicas.

O Tratado de Methuen, também chamado de Tratado de Pães e Vinhos, foi outro fator que contribuiu para o acúmulo de capital. Inglaterra e Portugal assinaram um acordo que conseguia taxas menores para os produtos ingleses em territórios portugueses.  

Ele ocorreu porque Portugal enfrentava uma decadência na monarquia e precisava de apoio. Assim, portugueses se comprometeram a comprar os tecidos ingleses e os ingleses a comprar o vinho português.

Manofatura vs maquinofatura – Invenções da Primeira Revolução Industrial

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Antes da Revolução a economia estava atrelada aos processos Feudais. Assim sendo, os produtos eram feitos de forma artesanal, também chamado de manufatura. Neste processo, um mesmo trabalhador realizava todas as etapas de confecção e como não havia maquinário, fazia tudo com as próprias mãos e ferramentas básicas.

Na Inglaterra, a principal manufatura era a tecelagem de lã e produção de algodão. Por isso, quando os novos investimentos foram realizados no desenvolvimento de tecnologia e maquinário, a antiga manufatura de lã sofreu o processo de mecanização e passou a fazer parte do sistema fabril.

O modelo era pautado na divisão do trabalho (cada trabalhador se especializava e fazia apenas uma etapa da produção), aumentando a velocidade e a quantidade de produto final.

O maquinário, movido pela queima do carvão que gerava vapor, originou não apenas a indústria têxtil, mas também a metalurgia, os transportes modernos e outros serviços. Veja algumas das invenções:

  • Barco à vapor
  • Locomotivas (trem de ferro ou maria-fumaça)
  • Máquina de Tear (Têxtil)
  • Máquinas para Metalurgia e Siderurgia

Cercamento

A política de Cercamentos consistia na introdução de cercas nas áreas rurais, um loteamento separando terras especializadas para plantio, pecuária e produção de matéria-prima. Além disso, havia a fiscalização do governo e a necessidade de que os pequenos proprietários tivessem títulos para estar conforme as novas leis de organização.

Assim, muitos agricultores não possuíam condições de arcar com as exigências e foram expulsos de sua terra. Não tendo para onde ir, migraram para as cidades, causando o fenômeno do Êxodo Rural. 

Na cidade, os rurais recorriam à primeira possibilidade de sobrevivência: os empregos recém criados nas indústrias. Como havia ampla oferta de mão-de-obra, o valor que se agregava aos empregados era baixíssimo.

Como terminou a Primeira Revolução Industrial – Consequências

Se antes a riqueza estava nas terras e passou para o comércio, agora passava do comércio para a indústria. Poderosos se tornaram os que tinham os meios de produção industrial, alterando toda a estrutura socioeconômica anterior.

Assim, a Primeira Revolução Industrial provocou intensas transformações em todos os campos da atividade humana (social, política e econômica). Contudo cabe aprofundar no impacto dessas consequências:

Relações trabalhistas

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Como existe um novo ambiente de trabalho (Fábricas), novas relações trabalhistas também surgem. Se antes existia os nobres, os agricultores e os burgueses; agora existem duas novas classes: patrões e trabalhadores (proletários).

Surge também o trabalho assalariado. Antes, o trabalhador controlava o processo produtivo e tinha como recompensa o seu próprio produto. Agora, ele é apenas um funcionário e a recompensa é remuneração monetária. Portanto, a mão de obra passa a ser vendida, uma nova relação de trabalho.

Como houve um intenso êxodo rural, havia muitas pessoas na cidade querendo emprego, fazendo com que a função de trabalhador fosse desvalorizada. 

Como a sociedade embarcava em um nova rotina de comportamentos ainda não regulamentados, muitos abusos ocorriam. As jornadas de trabalho eram muito exaustivas, durando até 16h. A remuneração era muito baixa em comparação ao esforço e aos riscos que se submetia. As condições eram insalubres (não muito higiênicas) e haviam mulheres e crianças em trabalhos pesados e expostos.

Surgimento dos Sindicatos

Diante dessa situação caótica que havia no início da industrialização inglesa, muito teóricos surgiram criticando o modelo vigente. Alguns criticaram visando o aperfeiçoamento desse modelo, como vemos ocorrer hoje em dia. Outros, criticaram a fim de acabar com esse sistema e propor algo diferente, como Karl Marx. com o Comunismo.

Para combater essa exploração, a classe operária se organizou em sindicatos, grupos de trabalhadores que discutiam e reivindicavam melhorias para suas situações. Era uma forma de tornar as vozes de todos os trabalhadores em uma, e assim chegar às autoridades de forma mais organizada.

A princípio, eles eram proibidos e reprimidos, porque alguns deles se associavam com movimentos operários agressivos. Contudo, foi-se percebendo que cada sindicato era diferente e nem todos usavam de vias violentas, mas alguns eram diplomáticos. Assim, a existência dessa instituição começou a ser reconhecida e ouvida.

Na segunda metade do século XIX, os sindicatos assumem caráter ideológico, sendo majoritariamente associados à teorias revolucionárias e partidárias. Contudo, os sindicatos de cada categoria de trabalho assume uma identidade própria, então há exceções! 

Movimentos Operários

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Como foi dito, cada tipo de sindicato recorria a uma forma de manifestação. Existiram diversos movimentos dentro deles, mas existem dois principais que são de concepções opostas e inspiraram os seguintes:

  • Ludismo

O Movimento Ludista foi realizado pelo trabalhadores de tecelagem e foi um protesto mais radical, que recorria às violências. Ned Ludd, um dos líderes do movimento, junto com outros trabalhadores, entraram nas fábricas e destruíram as máquinas. 

Para eles, as máquinas eram mais eficientes que os homens e tiravam seus trabalhos. A manifestação foi duramente reprimida. Após alguns anos, amadureceram o pensamento e deram origem às formas de greve e ao próprio movimento sindical.

  • Cartismo 

O Movimento Cartista exigia melhores condições de trabalho, tal como a diminuição da carga horária para oito horas por dia, a legalização regulamentada do trabalho feminino, o fim do trabalho infantil, a folga semanal e o salário mínimo.

Eles também reivindicavam novos direitos políticos, como o voto. Antes, ele só era permitido a quem tivesse boas condições econômicas de renda mínima (censitário) e service às forças armadas (masculino). Agora, queriam que todos pudessem votar independente de renda ou serviço à pátria (voto universal).

Resumo das Principais Características

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Agora que você já entendeu todo o desenrolar da coisa, é possível citar/pontuar as características que foram advindas da Primeira Revolução Industrial, de forma a resumir tudo o que foi dito.

Principais causas e influências:

  • Surgimento da burguesia;
  • Política de Cercamento e Êxodo Rural;
  • Revolução Gloriosa;
  • Política Britânica que gerou acúmulo de capital;
  • Privilégio de localização e recursos.

Principais características da Primeira Fase:

  • Utilização do carvão e do vapor como fonte de energia;
  • Ferro fundido como matéria-prima de máquinas e infraestrutura,
  • Desenvolvimento de máquinas térmicas, hidráulicas, fabris e de locomoção (máquina de tear, trem, barco, etc); 
  • Iniciou-se na Inglaterra e expandiu-se para a Europa e o mundo (França, Bélgica,  Itália, Alemanha, Rússia, Japão e Estados Unidos);
  • Ocorreu no século XVIII, tendo duração de 1760 a 1840.

Principais Consequências da Revolução Industrial:

  • Mudança no processo produtivo: a manufatura (artesanato) dá lugar à maquinofatura (fábrica) e há a divisão do trabalho e a venda da mão-de-obra;
  • Mudança no sistema econômico: consolidação do capitalismo e surgimento do salário como remuneração de trabalho;
  • Mudança no sistema político: lucro e indústria é poder, elaboração das teses do liberalismo;
  • Mudanças sociais: surgimento da classe trabalhista (proletários) e dos patrões;
  • surgimento de sindicatos, protestos e greves.

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