História

O que mais cai em História no Enem? Principais temas desta área presentes na prova

O que mais cai em História no EnemO que mais cai em História no Enem?

As questões de História do Enem estão na prova de Ciências Humanas. Em geral, o exame preza pela interdisciplinaridade, ou seja, pela mescla de matérias numa só questão. Mas isso não significa que não sejam cobrados conhecimentos específicos. Por isso, vamos ver o que mais cai em história no Enem.

Em geral a prova traz cerca de 15 questões de História, divididas em História Geral e História do Brasil. As que fazem parte do segundo grupo têm mais espaço e precisam de mais atenção.

Quatro assuntos dominam 40% delas e podem garantir uma boa nota na prova de Humanas. Continue lendo e descubra quais são eles.

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Sobre o Enem

O Enem é atualmente a maior porta de entrada para o ensino superior no Brasil. Quando ele surgiu, o objetivo era apenas avaliar o nível do ensino básico do país, mas aos poucos ele foi ganhando mais funções.

Já em 2004, o exame foi adotado como forma de ganhar uma bolsa de estudos em faculdades particulares pagas pelo governo. Isso aconteceu com a criação do Programa Universidade Para Todos (Prouni).

Em 2010, as universidades públicas começaram a substituir seus vestibulares pelo Enem por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). E em seguida, o Estado começou a usar a nota do Enem para financiamentos com o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

Por isso, o Enem está sempre na cabeça do estudante de ensino médio e toda preparação para a prova é pouca. Como queremos te ajudar com isso, vamos ter uma série de textos sobre os temas mais recorrentes das disciplinas que caem no Enem.

Neste texto, você ficará sabendo o que mais cai em História no Enem e como cada assunto é cobrado.

Como é a prova de História do Enem?

A prova de história do Enem está presente no caderno de questões do primeiro dia de prova, na parte de Ciências Humanas e suas Tecnologias.

O Enem dá muito valor à interdisciplinaridade, portanto, as questões de História não são isoladas das demais ciências. Elas podem trazer discussões de Filosofia, Sociologia e também geográficas.

Além disso, como fazem parte da prova de Humanidades, as questões de História terão a mesma matriz de referências das demais.

Você precisará saber relacionar os conteúdos com questões culturais, transformações do espaço e relações de poder, o papel da política, movimentos sociais entre outros assuntos mais que você encontra na matriz.

Bom, sabendo disso tudo, agora vamos ver a lista do que mais cai em História no Enem. Isso vai facilitar demais a divisão dos seus estudos.

Como a prova tem muito conteúdo, separar os que mais aparecem vai otimizar seu tempo, que pode ser gasto com temas que têm mais chances de aparecer na próxima edição

O que mais cai em História no Enem?

As questões de história do Enem podem ser divididas em dois grupos: as de História do Brasil e as de História Geral.

No caso do Brasil, o que mais cai em História no Enem é:

Os conteúdos específicos de História do Brasil tendem a cair mais no Enem do que os de História Geral. No entanto, as questões que se referem a ela compõem 33,5% da prova.

Em geral, o que mais cai de História Geral no Enem se refere a conflitos e processos de transição, como a mudança da Idade Média para a Idade Moderna. A lista de conteúdos mais presentes segue abaixo:

Conheça também o que mais cai em Geografia no Enem e tire de letra a prova de Humanas!

Como cada tema que mais cai em História no Enem é cobrado?

Bom, agora que você já sabe o que mais cai em História no Enem, vamos ver como estudar alguns desses temas.

O que mais cai em História no Enem sobre Segundo Reinado?

O Segundo Reinado (1841-1889) é o período mais longo do Império Brasileiro. Por isso, muitas coisas aconteceram nele.

Os conteúdos mais frequentes são sobre a Guerra do Paraguai e relações de trabalho, especificamente a escravidão. Você pode se concentrar então nas:

  • condições de trabalho, 
  • na situação patriarcal baseada no escravismo, 
  • nas leis abolicionistas, 
  • nos conflitos entre senhores e escravos e 
  • na ação dos escravos em busca de liberdade.

Questão do Enem sobre o Segundo Reinado:

Lei n. 3 353, de 13 de maio de 1888

   A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia-Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:

   Art. 1º: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.

   Art. 2º: Revogam-se as disposições em contrário. 

   Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém. 

   Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67º ano da Independência e do Império.

    Princesa Imperial Regente.

Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 6 fev. 2015 (adaptado).

Um dos fatores que levou à promulgação da lei apresentada foi o(a)

a) abandono de propostas de imigração. 

b) fracasso do trabalho compulsório.

c) manifestação do altruísmo britânico.

d) afirmação da benevolência da Corte.

e) persistência da campanha abolicionista.

Resposta: letra e). O movimento abolicionista se intensificou após os fracassos das leis anteriores e assim passou a pressionar cada vez mais os poderosos por reformas.

O que mais cai em História no Enem sobre República Velha?

Neste período, sua atenção deve se voltar para aspectos políticos e sociais que o configuraram. Por exemplo, o coronelismo, o voto de cabresto, as revoltas da vacina, da chibata e os movimentos grevistas.

Questão do Enem sobre a República Velha (Primeira República):

Para os amigos pão, para os inimigos pau; aos amigos se faz justiça, aos inimigos aplica-se a lei.

LEAL, V N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa Omega.

Esse discurso, típico do contexto histórico da República Velha e usado por chefes políticos, expressa uma realidade caracterizada

a) pela força política dos burocratas do nascente Estado republicano, que utilizavam de suas prerrogativas para controlar e dominar o poder nos municípios.

b) pelo controle político dos proprietários no interior do país, que buscavam, por meio dos seus currais eleitorais, enfraquecer a nascente burguesia brasileira.

c) pelo mandonismo das oligarquias no interior do Brasil, que utilizavam diferentes mecanismos assistencialistas e de favorecimento para garantir o controle dos votos.

d) pelo domínio político de grupos ligados às velhas instituições monárquicas e que não encontraram espaço de ascensão política na nascente república.

e) pela aliança política Armada entre as oligarquias do Norte e Nordeste do Brasil, que garantiria uma alternância no poder federal de presidentes originários dessas regiões.

Resposta: letra c). O discurso é típico da instituição coronelística, que era uma forma de mandonismo do interior do nordeste.

O que mais cai em História no Enem sobre Era Vargas

A Era Vargas tinha sumido das provas do Enem nas edições de 2019 e 2020, mas voltou a dar as caras na edição de 2021. 

As questões sobre esse período estimulam a reflexão sobre a cidadania, como a questão do voto e as constituições. Além disso, foi nesse período que aconteceu a Segunda Guerra Mundial, que teve participação brasileira. É bom dar atenção também a isso.

Questão do Enem sobre a Era Vargas:

O governo Vargas, principalmente durante o Estado Novo (1937-1945), pretendeu construir um Estado capaz de criar uma nova sociedade. Uma dimensão-chave desse projeto tinha no território seu foco principal. Não por acaso, foram criadas então instituições encarregadas de fornecer dados confiáveis para a ação do governo, como o Conselho Nacional de Geografia, o Conselho Nacional de Cartografia, o Conselho Nacional de Estatística e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este de 1938.

LIPPI, L. A conquista do Oeste. Disponível em: http://cpdoc.fgv.br. Acesso em: 7 nov. 2014 (adaptado).

A criação dessas instituições pelo governo Vargas representava uma estratégia política de

a) levantar informações para a preservação da paisagem dos sertões.

b) controlar o crescimento exponencial da população brasileira.

c) obter conhecimento científico das diversidades regionais.

d) conter o fluxo migratório do campo para a cidade.

e) propor a criação de novas unidades da federação.

Resposta: letra c). A criação destas instituições tinha como objetivo mapear a o território e obter informações, que possibilitariam um conhecimento maior das diferenças entre as regiões.

O que mais cai em História no Enem sobre Governos Pós-Ditadura?

Esse é um período de transição entre uma ordem ditatorial e a reconstrução da democracia no Brasil. Os marcos políticos são a Constituição de 1988 e os movimentos sociais que passaram a fazer mais pressão sobre os governos, como o dos Caras Pintadas durante o governo Collor.

Questão do Enem sobre a Nova República:

A Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, inclui no currículo dos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira e determina que o conteúdo programático incluirá o estudo da História da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil, além de instituir, no calendário escolar, o dia 20 de novembro como data comemorativa do “Dia da Consciência Negra”.

Disponível em: http://www.planalto.gov.br. Acesso em: 27 jul. 2010 (adaptado).

A referida lei representa um avanço não só para a educação nacional, mas também para a sociedade brasileira, porque

a) legitima o ensino das ciências humanas nas escolas.

b) divulga conhecimentos para a população afro-brasileira.

c) reforça a concepção etnocêntrica sobre a África e sua cultura.

d) garante aos afrodescendentes a igualdade no acesso à educação.

e) impulsiona o reconhecimento da pluralidade étnico-racial do país.

Resposta: letra e). Ao valorizar a história dos negros no Brasil e sua participação na construção do país, a lei ajuda a reconhecer a pluralidade existente nele.

O que mais cai em História no Enem sobre Segunda Guerra Mundial?

A Segunda Guerra Mundial foi o maior conflito da história humana, levando em consideração a destruição que promoveu.

No Enem, as questões podem cobrar além das consequências da guerra no âmbito geopolítico, a participação dos povos submetidos ao imperialismo, as questões ideológicas e a participação do Brasil.

Questão do Enem sobre a Segunda Guerra Mundial:

Quanto aos campos de batalha, os nomes de ilhas melanésias e assentamentos nos desertos norte-africanos, na Birmânia e nas Filipinas tornaram-se tão conhecidos dos leitores de jornais e radiouvintes quanto os nomes de batalhas no Ártico e no Cáucaso, na Normandia, em Stalingrado e em Kursk. A Segunda Guerra Mundial foi uma aula de geografia.

HOBSBAWM, E. Era dos extremos – o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Cia. das Letras, 1997 (adaptado).

Um dos principais acontecimentos do século XX, a Segunda Grande Guerra (1939-1945) foi interpretada no texto como uma aula de geografia porque

Alternativas

a) teve-se ciência de lugares outrora ignorados.

b) foram modificadas fronteiras e relações interestatais.

c) utilizaram mapas estratégicos os exércitos nela envolvidos.

d) tratou-se de um acontecimento que afetou a economia global.

e) tornou o continente europeu o centro das relações internacionais.

Resposta: letra a). A partir das notícias sobre os locais de batalha e conquistados ou libertados, pessoas que antes ignoravam a existência deles, passaram a conhecê-los.

O que mais cai em História no Enem sobre Idade Média?

Você já assistiu filmes de cavaleiros, com batalhas épicas? Esse tipo de tema pode cair no Enem quando o assunto é Idade Média. Na prova, as questões referentes a esse período tratam da organização social, da qual os cavaleiros faziam parte. Além das batalhas, como as Cruzadas.

Questão do Enem sobre a Idade Média:

No início foram as cidades. O intelectual da Idade Média — no Ocidente — nasceu com elas. Foi com o desenvolvimento urbano ligado às funções comercial e industrial — digamos modestamente artesanal — que ele apareceu, como um desses homens de ofício que se instalavam nas cidades nas quais se impôs a divisão do trabalho. Um homem cujo ofício é escrever ou ensinar, e de preferência as duas coisas a um só tempo, um homem que, profissionalmente, tem uma atividade de professor e erudito, em resumo, um intelectual — esse homem só aparecerá com as cidades.

LE GOFF, J. Os intelectuais na Idade Média. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010.

O surgimento da categoria mencionada no período em destaque no texto evidencia o(a)

a) apoio dado pela Igreja ao trabalho abstrato.

b) relação entre desenvolvimento urbano e divisão do trabalho.

c) importância organizacional das corporações de ofício.

d) progressiva expansão da educação escolar.

e) acúmulo de trabalho dos professores e eruditos.

Resposta: letra b). A Baixa Idade Média foi o momento em que se iniciou o renascimento urbano europeu, que trouxe a necessidade de diversos ofícios, entre eles o dos professores.

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Redação Beduka
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